domingo, 1 de fevereiro de 2026

Dívida Pública – MUITÍSSIMOS DINHEIROS PRÁ POUCOS RICÕES E POUQUÍSSIMOS DINHEIROS PRÁ EMPOBRECIDOS

 EIS O RESULTADO DO PRIVILÉGIO DO SISTEMA DA DÍVIDA

Dividômetro silenciado sempre

Conforme pagamentos constantes no orçamento federal em 2025 e o raio-x das emendas parlamentares gastas desplanejadamente e aleatoriamente, segundo os interesses privados de determinados grupos nos legislativos e nos executivos em todo o Brasil.

Além desse gráfico em pizza, excelente instrumento para as ações de controle social popular, produzido anualmente pela ADC (Auditoria Cidadã da Dívida), bem como o também excelente texto que você lerá a seguir são chamamentos valiosíssimos para toda a população refletir sobre os gastos públicos em geral, a níveis nacional, estaduais, distrital e especialmente os gastos em cada município da federação brasileira.

Eis o artigo, que está na página da ACD na internete:

“O PRIVILÉGIO DO SISTEMA DA DÍVIDA NO ORÇAMENTO FEDERAL PAGO EM 2025 E O RAIO-X DAS EMENDAS PARLAMENTARES

Sem justificativa que se sustente sob qualquer aspecto econômico, científico ou técnico, desde junho de 2025, o Banco Central tem mantido essa taxa em abusivos 15% ao ano.

O ano de 2025 foi um ano marcado pela explosão dos juros no Brasil: iniciamos o ano com a taxa básica de juros Selic no elevadíssimo patamar de 12,25% ao ano, e, sem justificativa que se sustente sob qualquer aspecto econômico, científico ou técnico, desde junho de 2025, o Banco Central tem mantido essa taxa em abusivos 15% ao ano.

Haverá reunião da diretoria do Banco Central para decidir sobre essa taxa neste final de janeiro de 2026, dias 27 e 28 [o percentual foi mantido em absurdos 15%), e os mesmos analistas de mercado sempre ouvidos pela grande mídia já indicam que a Selic ficará nesse patamar de 15% ao ano, mais uma vez, apenas para atender às “expectativas do mercado” e sem qualquer base técnica ou científica.

Os juros altos afetam negativamente todo o funcionamento da economia brasileira, prejudicando tanto as famílias e empresas, como as contas públicas, tornando o Brasil o maior pagador de juros do mundo, enquanto faltam recursos para áreas sociais estratégicas. Segundo o último dado divulgado pelo Banco Central (? – clique), a cada 1% de elevação da Selic, o impacto nos juros da dívida é de R$ 61,7 bilhões a mais por ano! 

Aí é que está o rombo das contas públicas!

Batemos outro recorde histórico de arrecadação tributária em 2025, no entanto, diante do teto imposto pelo arcabouço fiscal para os investimentos sociais e estrutura de Estado, todo esse esforço arrecadatório acabou sendo destinado aos elevados gastos financeiros com o Sistema da Dívida (? – clique), uma dívida pública que não possui nenhuma contrapartida em investimentos no Brasil, como já declarou o Tribunal de Contas da União (? – clique).

Apesar da evidência de que o desequilíbrio das contas públicas brasileiras está no que denominamos Sistema da Dívida, os mesmos analistas de mercado sempre ouvidos pela grande média nunca enfrentam esse verdadeiro problema, e expressam recomendação unânime no sentido de que seria necessário cortar ainda mais os investimentos sociais, cortar na estrutura do Estado mediante uma chamada Reforma Administrativa (PEC 38), privatizar mais ainda; tudo para que sobre ainda mais dinheiro para o Sistema da Dívida.

O gráfico (em pizza) do Orçamento Federal Executado (pago) em 2025, que você leu acima, escancara o peso dos gastos com os juros e as amortizações do Sistema da Dívida.

O gasto com essa chamada dívida sem contrapartida consumiu mais de R$2 trilhões em 2025, ou 42,24% dos recursos do orçamento federal, sendo que a maior parte desse gasto corresponde aos juros nominais. 

Enquanto isso, a área vital da Saúde ficou com cerca de um décimo (1/10) do que o Sistema da Dívida consumiu; a Educação ficou com menos ainda, apenas 3,18%, e a Gestão Ambiental, em ano de COP 30, míseros 0,39%, menos de um centésimo do que o gasto estéril com a dívida levou.

É incontestável a centralidade do Sistema da Dívida no modelo econômico que atua no Brasil, pois esse sistema tem sido a justificativa para todas as privatizações de patrimônio estratégico e lucrativo; todas as contrarreformas (como as da Previdência e a Administrativa), e está por trás do arcabouço fiscal (que existe para limitar a destinação de recursos para todas as demais pastas orçamentárias, apesar do significativo recorde de arrecadação tributária, para que sobre mais dinheiro para os juros da dívida).

Muito se comenta atualmente sobre o imenso volume de recursos que tem sido consumido por emendas parlamentares. De fato, esse volume tem crescido de forma exponencial nos últimos anos.

Para o ano de 2025, chegou a ser autorizado o montante de R$ 50,4 bilhões para as emendas parlamentares no Orçamento Federal 2025. Esse montante inclui os vários tipos de emendas parlamentares: emendas de bancada estadual, emendas de comissão e emendas individuais. 

Parte das emendas individuais compreendem aquelas emendas que passaram a ser chamadas de “Emendas Pix”, de baixíssima transparência, embora tenham atingido o valor de R$ 6,9 bilhões, o que representa 0,14% do orçamento federal pago em 2025. Esse percentual é superior ao valor anual gasto em cada uma das seguintes áreas relevantes, que receberam percentual bem inferior ao destinado às emendas parlamentares, conforme pode ser visualizado no gráfico acima: Relações Exteriores, Organização Agrária, Comunicações, Cultura, Indústria, Urbanismo, Comércio e Serviços, Direitos de Cidadania, Energia, Desporto e Lazer, Habitação e Saneamento.

O valor efetivamente pago em 2025, considerando-se todos os tipos de emendas parlamentares, somou R$ 31,5 bilhões (0,62% do orçamento pago), e, conforme dados divulgados pelo Painel do Orçamento Federal (? – clique), foi empregado nas seguintes áreas e o respectivo valor se encontra somado a essas áreas no gráfico acima. 

Portanto, o valor das emendas parlamentares que foram efetivamente empregadas (pagas) no ano de 2025 fazem parte do orçamento total, estão incluídas no gráfico, cada uma em sua função (área social) respectiva, excetuando-se as chamadas “Emendas Pix”, que além de possuírem pouca transparência, são os estados e municípios que decidem onde destiná-las. 

O orçamento federal aprovado para 2026 reserva o valor de R$ 61 bilhões para as emendas parlamentares. 

Conclusão

A cada ano, fica mais e mais evidente que o rombo das contas públicas está instalado no Sistema da Dívida, sem contrapartida em investimentos e sem auditoria, representando um dos mais indecentes mecanismos de transferência de renda da sociedade para o rentismo, dominado principalmente pelo mercado financeiro nacional e internacional.

Esse sistema precisa ser enfrentado por uma auditoria integral, a ser realizada com participação social, como há anos vem convocando a Auditoria Cidadã da Dívida, oferecendo curso a distância e inúmeros materiais para que a sociedade, que está pagando a conta do Sistema da Dívida, exerça a cidadania de forma plena, acompanhando de perto as contas públicas e exigindo transparência e correta aplicação dos recursos. #AuditoriaJÁ

Maria Lucia Fattorelli é coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (? – clique), membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB (CBJP). Escreve mensalmente para o Extra Classe.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Major Izidoro - TEM PRESTAÇÃO DE CONTAS DE GOVERNO DE 2023

REJEITADA PELO TCEAL

O respectivo Parecer Prévio deixa o Prefeito em condições bem apertadas e de grande (ir)responsabilidades. 

Mas também as deixa para os vereadores e para as vereadoras, que irão fazer o julgamento da prestação de contas de 2023.

Em grau de Controle Social Popular, este Foccomal recebeu as seguintes informações sobre o Município Major Izidoro, situado no Sertão alagoano:

O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE-AL) emitiu parecer técnico recomendando a rejeição das contas do prefeito de Major Izidoro, Theobaldo Cavalcanti Neto, relativas ao exercício financeiro de 2023.

O posicionamento do órgão de controle foi publicado no Diário Oficial e se fundamenta em uma série de irregularidades que, segundo o relator, violam normas básicas da administração pública e comprometem a transparência da gestão municipal.

De acordo com o relatório, a Prefeitura deixou de apresentar documentos essenciais exigidos pela Lei nº 4.320/1964, que regula as finanças públicas.

Entre as ausências estão anexos obrigatórios relacionados aos Programas de Governo, fundamentais para verificar se as ações do Executivo seguem o planejamento aprovado pelo Legislativo.

A falta desses dados impede o acompanhamento da execução orçamentária e dificulta a fiscalização do uso dos recursos públicos.

O TCE também apontou inconsistências contábeis de grande impacto. A gestão não apresentou extratos bancários que comprovassem um saldo superior a R$ 37 milhões, nem explicou alterações relevantes no patrimônio municipal, como a redução de mais de R$109 milhões em provisões de longo prazo e o aumento de quase R$8 milhões no Ativo Imobilizado.

Essas falhas contrariam princípios da contabilidade pública (municipal) e podem caracterizar infração à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), especialmente no que diz respeito à transparência e ao equilíbrio fiscal.

No campo social, o Tribunal destacou o descumprimento do artigo 212 da Constituição Federal, que obriga municípios a aplicarem, no mínimo, 25% da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento da Educação.

O não atendimento a esse percentual mínimo pode resultar em sanções administrativas, rejeição definitiva das contas e até enquadramento por improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/1992, caso fique comprovado dolo ou prejuízo ao interesse público.”

Esse Parecer do TCEAL e do MPC-AL (Ministério Público de Contas de Alagoas), deixa as vereadoras e os vereadores de Major Izidoro em situação extremamente difícil. 

Em julgamento da prestação de contas ou aprovam a prestação de contas (receitas e gastos) com tantas irregularidades, rejeitando o Parecer Prévio, ou mantêm o teor do mesmo, algo que torna o Prefeito inelegível.   


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Olho d’Água Grande – DINHEIROS PARA A SAÚDE EM 2026

 

1 - O SUS (Sistema Único de Saúde), por intermédio do FNS (Fundo Nacional de Saúde) informou quanto enviou para o FMS (Fundo Municipal de Saúde) do Município Olho d’Água Grande, em 2025, bem como já em 2026

Já nesse Janeiro Branco.

1.1      – Em 2025, muitos dinheiros vieram: R$3.676.593,59. Ressalta-se que houve um aumento superior ao da inflação do ano passado. Aumento afora os acréscimos de juros e de atualização monetária sobre o montante vindo.

1.2      Além de outros dinheiros prá saúde que podem vir do Estado Alagoas e da arrecadação própria municipal. 

Porém, os montantes desses outros dinheiros só saberemos o valor total a partir de 1º de maio de 2026, quando tivermos acesso à prestação de contas, já que a intransparência é algo totalmente presente naquele Município. 

1.2.1 - Os montantes enviados têm altas somas. No entanto, a população não é informada pela administração municipal ou por cada parlamentar, bem como por entidades ou lideranças da maioria dos segmentos sociais. 

Daí, a grande importância das ações deste Foccomal. Em alguns poucos municípios, apenas Petistas têm informado ao povo.

1.3      – Os dinheiros vêm individualizados por grupos de ação de saúde: bloco de custeio e bloco de investimento

Via bloco de custeio - ou de manutenção das ações administrativas em saúde -  os dinheiros foram subdivididos em 5 ações de saúde, conforme tabela abaixo, saiba quanto cada ação recebeu, em 2025:

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

53.549,60

MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE

79.691,58

ATENÇÃO BÁSICA - primária

2.994.042,97

GESTÃO DO SUS

141.822,46

VIGILÂNCIA EM SAÚDE

162.797,88

Em 2024, os dinheiros para a saúde somaram: R$ 3.533.230,65.

Já em 2026, até 20 desse Janeiro Branco, vieram R$195.416,79, via Bloco de Custeio e divididos em 3 ações de saúde, abaixo: 

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

9.215,00

MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE

6.617,80

ATENÇÃO BÁSICA – Primária

178.379,40

O montante já repassado foi maior do que o do ano passado. 

Assim, muito cuidado para você não ser enganada ou enganado por alguém, que diz que os dinheiros foram reduzidos. 

É uma inverdade!

Para mais informações leia a matéria: Craíbas - ROYALTIES E SEUS DINHEIROS EM 2024 SOMARAM R$14.348.754,72!, publicada em https://fcopal.blogspot.com/2025/01/craibas-royalties-e-seus-dinheiros-em.html 

Em Olho  d’Água Grande os montantes dos royaties foram: em 2024, R$353.046,77; em 2025, R$375.152,54


Esses montantes até dariam para fazer uma placa bem vistosa e colocá-la na margem da BR-101, sinalizando o acesso ou a entrada para Olho d'Água e para outros municípios. 


Porém, carece vontade política de administrações municipais e de legisladores. 


Em 2026, ainda não foram publicizados os valores de royalty.

 

>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contatos - Imeio:ongdeolhoss@bol.com.br - Blogue: onguedeolho.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim – Integrante da Ongue
Fontes: SUS, FNS e Banco do Brasil S. A.
Data: 21-01-2026

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Olho d’Água Grande - FPM E DEMAIS DINHEIROS TÊM

AUMENTOS NESSE JANEIRO BRANCO

1 - A parcela do FPM (Fundo de Participação do Município) do 2º Decêndio de janeiro confirmou as previsões de bom aumento, como já escrito em https://onguedeolho.blogspot.com/2026/01/fpm-do-1-decendio-de-janeiro-aumentou.html e em postagem no grupo de uatizapi: ‘PeTês do ERMA – 4ºEncontro’.

Eis o post“[...] Os silêncios continuam a ser operados por milhares ou mesmo milhões de nós. Um deles é sobre o aumento de quase 15% dos nossos dinheiros em cada município, quando comparados os períodos entre um ano e outro. Aliás, observa-se algo muito sutil mas bem revelador: o quase inaudível silêncio de prefeitos ou de prefeitas, que não anunciam o bom aumento "do FPM" nesse Janeiro Branco. Porém, nós PeTistas também não, aí nos tornamos coniventes com os silenciamentos, maldosamente construídos. Eis algo por demais doentio.

1.1   - Assim, na noite de 19-1, passado, entrou na conta bancária do Município Olho d’Água Grande, vindo só da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) o líquido montante de R$1.724.022,04. Nesse montante, o líquido FPM somou: R$1.005.895,32. A parcela bruta dele somou: R$1.200.499,39.

1.2 - Porém, desse montante bruto foram descontos: R$193.604,07, sendo R$10.058,93 de dívida para com o PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e R$183.545,14, de parcela da dívida previdenciária.

2 - No mesmo período de 2025, o montante líquido total foi de R$1.664.949,97. Só o FPM foi R$ 886.908,88. Observa-se um aumento de cerca de 18,19%.  https://fcopal.blogspot.com/2024/11/olho-dagua-grande-fpm-tem-seu-valor.html. Por conseguinte, cuidado para não ser enganada ou enganado. Se precisar falar sobre dúvidas, eis o nosso imeio: fcopal2006@bol.com.br

3 - Leia também: CÂMARAS DEVEM DIVULGAR À POPULAÇÃO QUE A PRESTAÇÃO DE CONTAS ESTÁ À DISPOSIÇÃO DELA PARA POSSÍVEIS QUESTIONAMENTOS - http://onguedeolho.blogspot.com/2024/11/camaras-devem-divulgar-que.html


>Produção: Fórum de Controle de Contas Municipais em Alagoas - Foccomal
Redação: Paulo Bomfim – Integrante desta Ongue, do PT-SS e do Foccomal
Contato – Imeios: ongdeolhoss@bol.com.br, ptssal@bol.com.br e fcopal2006@bol.com.br

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

AL-485 OU ‘RODOVIA DONA ROSINHA’ TEM DESPAVIMENTAÇÃO CONTINUADA – parte 02

A TODO VAPOR

'Para Durar"? Em continuação à parte-01 dessa matéria, que pode ser lida e impressa em - https://fcopal.blogspot.com/2026/01/al-485-ou-rodovia-dona-rosinha-tem.html - porque é uma leitura muito importante. 
[...] livro: ‘Obras Públicas’” [de Cláudio Sarian Altounian], que chama a atenção para uma das mais comentadas e visíveis questões das obras públicas em geral: a má qualidade das mesmas, nos níveis municipais, estaduais, distrital e nacional da administração pública em geral.

Essas questões da má qualidade das obras públicas as populações do Município São Sebastião e do Município Feira Grande, ambos nessa região Agreste de Alagoas, e no Estado, conhecem muito bem e, em conversas privadas, as condenam explicitamente.

Mas, publicamente, também ficam silenciadas, sob o pretexto de não desagradar administrações e legislaturas “amigas”, em “participações” administrativas e em conivências com irregularidades bastante sabidas.

Estranhamente, a grande maioria de "possíveis corruptos" é reeleita e até mesmo eleita sem praticamente dificuldade alguma.

Exemplo claro dessa situação é a Rodovia AL-110, que liga Penedo à Rodovia BR-316, no chamado Trevo do Cuscuz [vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ljvWYrwG9wU], no povoado Vila Aparecida, no Município Taquarana.

Inacreditável!

Mas a obra da duplicação na referida Rodovia AL-110, em um trecho de cerca de 25 quilômetros, entre a Rodovia AL-220, em Arapiraca, e a Rodovia BR-101, em São Sebastião, bem antes de terminar, tem bons trechos já, acredite, em conserto ou “recapeamento”, sem que haja quaisquer explicações das gestões estaduais e do respectivo legislativo, bem como da CGEAL (Controladoria Geral de Alagoas) e TCEAL (Tribunal de Contas de Alagoas) [vídeo: ?]. 

Como detalhe irônico, no Dia da Enferma e do Enfermo, quando transitávamos pela Rodovia AL-115, vindo de Girau do Ponciano para São Sebastião, ouvíamos em uma rádio de Arapiraca, o senhor Governador deste Estado dizer que a duplicação seria terminada em “maio”, sem taticamente mencionar o ano. 

Detalhe percebido pelo militante e conselheiro da saúde, Daniel Nunes de Oliveira.

Mas... Como dizia Pasteur: “A diferença entre o possível e o impossível está na vontade humana”. No particular, na vontade das classes dirigentes e das entidades fiscalizantes das obras estaduais.

Na Rodovia BR-101, em diversos pontos, a duplicação também ainda não terminou, mas já precisa de consertos. Aliás, por grave que seja, de consertos dos consertos. São Miguel dos Campos, Joaquim Gomes e Pilar que o digam.

Mas saindo dos mundos Estadual e Nacional, e retornando aos territórios municipais, em São Sebastião, a situação é até pior, diga-se. 

Em 65 anos de emancipação, diversas "pontes" caíram dentro do Riacho Perucaba. Considerando as diversas reclamações da população de vários povoados daquela região, a administração do então prefeito Zé Pacheco construiu uma nova ponte, que aqui vamos chamá-la da 2ª e cara e estranha ponte, ligando diversos povoados, especialmente os limítrofes da Malhada da Onça e do Belisca Pau, sob o Riacho Perucaba. 

No entanto, a 2ª ponte caiu em menos de 2 anos de construída e da festa da sua inauguração, sem que as pessoas saibam quanto realmente a sua obra e sua festas custaram à população.

Que se saiba, os responsáveis políticos, técnicos, administrativos, legislativos etc., já mais deram quaisquer explicações à população u publicizaram a "queda da ponte".

Em 2 das muitas fotografias, eis a 2ª ponte, em escombros aquáticos no pequeno Riacho Perucaba.

Outra está sendo construída no mesmo local. Segundo um dos engenheiros com quem conversamos, a nova ponte agora vai ser feita prá 'durar'.  

A placa posta em 2 locais, ainda no ano passado, diz que a obra dessa nova e 3ª ponte sairá em fevereiro, próximo. Mas, há cerca de 4 meses, por lá estivemos em Vistoria Popular e verificamos que dificilmente a obra será entregue no prazo colocado na placa, mesmo em uma visão de pessoas leigas em construções de pontes municipais. 

Na última 4ª-feira, 14-01, lá retornamos e, em conversas com pessoas residentes às margens daquela estrada vicinal, soubemos que atualmente há muitos trabalhadores, mas também muito serviço a fazer, especialmente os "pés da ponte". 

O forte e considerado receio é que os serviços sejam feitos "a todo o vapor" e tenham que ser refeitos em muito breve, como na AL-110, sob risco de a nova ponte também desmaiar Perucaba a dentro.

Em textos anteriores, os fatos já foram publicizados nas redes sociais e em blogues:  ONGUE DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO: O MAL FEITO JÁ DERRUBOU UMA PONTE E A PLACA DA - PARTIDO DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS SÃO-SEBASTIÃOENSES: PONTES REPERCUTEM NOS SILÊNCIOS e ONGUE DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO: PLACA MAL FEITA ESCONDE O QUÊ?

Em conversa com 2 cidadãos, um na comunidade "Banda de Lá', encravada no povoado Malhada da Onça, e outro no povoado Belisca Pau, soubemos que a quantidade de operários que lá estavam trabalhando nunca houve antes, mas mesmo assim entendem que a ponte não sairá no prazo. 

'Espero que o Inverno não chegue, senão ficamos ilhados", disse-nos um deles. O nobre trabalhador rural concluiu a sua compreensível angústia, sob a perspectiva de um assunto comum à sociedade brasileira, atualmente: "deve ser coisa de orçamento secreto, de emenda parlamentar".

Algo aparentemente tolice, mas bastante interessante é que na placa anterior da caída 2ª ponte, informava-se que ela era a ponte do "Povoado Belisca Pau" e a placa da nova ou 3ª ponte diz que ela é no "Povoado Malhada da Onça", apesar de ser no mesmo local. 

Por que a mudança do nome do povoado da localização da mesma? 

Uma Professora que não quer o seu nome divulgado, mas que por lá passa constantemente, conjectura e levanta a suspeita que é para ninguém ficar sabendo que a recente e festejada ponte anterior já caiu. 

Pode ser isto, realmente, até porque outros motivos jamais foram publicizados à população.

Retornando à desasfaltada Rodovia Dona Rosinha, objeto desses relatos e esclarecimentos, na mencionada 4ª-feira percorremos os 14 quilômetros da mesma e percebemos a gravidade das desinformações divulgadas nas redes sociais e na imprensa, e das silenciadas e omitidas ruins situações da obra. 

Por quê? 

Bem... Que se saiba, os motivos não foram divulgados. 

Mas nas conversas se levantaram algumas hipóteses. 2 delas, apesar de algo ruim para as populações da região, podem fazer e trazer reais percepções de simulações. 

Ações dissimuladoras são bem factíveis. A considerável mobilização e as divulgações de término da obra em claros e impossíveis 3, 4 ou 5 meses seriam para dar respostas a diversos órgãos de controle e às populações prejudicadas, em razão de manifestações em redes sociais e na imprensa em geral, buscando evitarem-se fiscalizações ou possíveis auditórias de órgãos de controle e da por que não Codevasf? 

Aliás, frise-se, nas 7 vistorias populares, com a de 14-01, passado, apenas em uma única fez foi vista a presença de profissionais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

A outra seria a proximidade das eleições nacionais e as críticas que o desasfaltamento e os maus gastos dos dinheiros públicos no montante de R$50 (cinquenta milhões de reais) podem provocar em candidaturas federais ou estaduais (e até mesmo municipais).  

Em um conjunto de fotografias e de vídeos, bem como de conversas com moradores e moradoras residentes nas beiradas da Rodovia Dona Rosinha o impacto negativo é imenso, em virtude das antigas promessas de pavimentação, inclusive as atuais que estão sendo bastante registradas e divulgadas.

Por isso, pela 1ª vez, o abandono da Rodovia AL-485 e o uso enganativo dela, tornou-se objeto massivo de debates populares e de cobranças públicas nos municípios São Sebastião e Feira Grande, e outros, bem como da continuação de relatos e de fotos e de vídeos, no sentido de buscar explicações sobre os destinos dos mais de R$50 milhões que foram destinados às obras ainda inacabadas totalmente e que se não forem feitas de quaisquer jeitos para logo ser refeitas, não sairão tão breve.

Aliás, um assustado, mas consciente operário, sob condição de anonimato, disse-nos que: "prá ser entregue até maio é impossível, só se acontecer de qualquer jeito, para em um ano, ou menos de dois, ser totalmente refeita".

Através dessa longa e partida matéria, as populações agradecem a coragem daquele trabalhador, em pleno Dia de nós, Adultas e Adultos. Demais manifestações continuarão na parte 03 da matéria, que 

ainda pode ser atualizada, com o interesse e a colaboração de alguém, com estes: 

[14/01, 07:31] SE TIVER CORAGEM, DENUNCIE AO POVO

Pois há algo de muito errado sendo feito com pontes e passagens molhadas no Riacho Perucaba. 

Essas obras são  feitas e refeitas e até rerefeitas etc..

Só para citar em São Sebastião: Brejinho II, Belisca Pau-Malhada da Onça, Malhada da Onça-Belisca Pau, Malhada da Onça-Braúnas, Poço Dantas-Sítio Novo [AL-485] e Bicas-Pedras etc.. 

Segundo cada Vistoria Popular, essas obras não aguentam uma simples fiscalização de órgãos de controle ou do DER e do DNIT.

Só as nossas omissões ou conivências deixam essas obras de más qualidades acontecerem impunemente.

 LUTE TAMBÉM!

Pois a Dona Rosinha, que tanta água e café, e até leite, serviu à população, não deixará a mesma ser enganada por políticos municipais, estaduais e nacionais, a depender do agir dos órgãos de controle e de fiscalização. 

A você, ela pede que não deixe de agir, ajudando a pavimentação do trecho da Rodovia AL-485, São Sebastião-Feira Grande-São Sebastião a sair do papel e a deixar de servir para enganar pessoas desatentas."

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

AL-485 - OU ‘RODOVIA DONA ROSINHA’ - TEM DESPAVIMENTAÇÃO CONTINUADA - parte-01

 A TODO VAPOR


Esses Dias da Enferma e do Enfermo expõem o chorume da despavimentação da Rodovia AL-485 [ou da "Rodovia Dona Rosinha", como está sendo chamada a referida Rodovia], no trecho Feira Grande-São Sebastião-Feira Grande.

O chorume também expõe a vergonha alheia nas pessoas de 2-ex-prefeitos, 2 prefeitos, 2 deputados, um estadual, que quer ser reeleito, e outro nacional, que quer virar senador, parlamentares do Município São Sebastião, além de pessoas subordinadas à conivência da enganação da população.

Ó céus!

Que quer isto!? Em pleno tempos nos quais desejamos momentos melhores e vida digna para todas, todos e todes.

Como vossas excelências e vossas senhorias irão inaugurar uma suposta rodovia estadual, cuja obra deveria ter terminado em 14-10-2025, como há muito falado e publicizado, apesar de os silêncios costumeiros, em mais 3, 4 ou 5 meses?

A ainda suposta obra teve custo inicial de cerca de R$32 milhões de reais, conforme colocado nas placas da referida obra.

Mas, de logo, foi acrescida de mais R$16 milhões, referentes à 2 pontes, ainda só nos "buracos", também conforme placas, postas na obra de cada uma delas. 

Assim, a obra da "Rodovia Dona Rosinha" já  totaliza um custoso montante de cerca de R$50 milhões por uma obra ainda inexiste, pois lamentavelmente inacabada.

As 2 pontes são as dos riachos Perucaba e Mumbaça.

Os montantes citados são pagos pelas empobrecidas populações daqui, dali, d’acola e até d'além mar? 

Todavia, as deficientes ou manipuladoras ou as desinformantes cercas de 19 placas ao longo da rodovia não dizem quem são os responsáveis pelos pagamentos e até mesmo pelas obras. 

Construtoras, engenheiros, origem dos dinheiros, qualidades, fiscalizações etc.?

E isto sem citar-se a não quantificada, ou desvaliada, obra da ‘Passagem Molhada’, sob o córrego Cariri. 

Aliás, esta obra, feita às pressas, após publicizações em redes sociais [vídeo:].
e em blogues [ https://fcopal.blogspot.com/2025/11/cariri-cuidado-armadilha-pode-lhes.html https://fcopal.blogspot.com/2025/12/cariri-parte-02-desvio-de-armadilha_11.html], tem sua (des)qualidade e a sua própria espécie bastante questionadas, por pessoas que por lá transitam. 

Eis questionamentos ouvidos, durante a ‘vistoria popular’: “Passagem Molhada em uma rodovia, é muito estranho, não?”; “As águas logo carregaram(sic) esses bueiros e as pessoas ficaram(sic) isoladas” [Vídeo:]. Alguém participante da própria vistoria, indaga: “Quem são os responsáveis por isso?”

Todas perguntas do escrito acima são dirigidas aos responsáveis: políticos, técnicos, financeiros, fiscalizadores etc. da retrorreferida e da inacabada obra. 

E não à despavimentada Rodovia Dona Rosinha, que, apesar dos descasos que sofre das classes administrativas e legislativas de São Sebastião e de Feira Grande, tanto benefícios traz às pessoas por lá viajantes.

As provocantes perguntas públicas também tentam evitar que as empobrecidas e as desprezadas populações continuem a ser enganadas despudoradamente e os milhões de cobiçados reais sofram sumiços ‘sorridentes’ e abrançantes.

Inclusive de quem deveria estar fiscalizando a real feitura e a qualidade da obra: parlamentares!

Quando a perguntas foram feitas à Dona Rosinha ela respondeu alertando que: “Para me compreender, defender e apoiar é preciso 1º bem refletir sobre 'Essa Mulher'”, música que tem letra de Ana Terra e Melodia de Joyce Moreno [ouça-a:
].

E mais ainda Dona Rosinha nos advertiu, dizendo que: “Para mim compreender, defender e apoiar é preciso ter muita coragem e aprofundar o pensar sobre o título do livro: 'Instalações Hidráulicas Prediais Feitas Para Durar' [de Manoel Henrique Campos Botelho e de Geraldo de Andrade Ribeiro Jr.] e sobre o conteúdo alertante do excelente... [matéria atualizada e continua na parte 02, inclusive com fotos e vídeos da caótica situação da despavimentação