sábado, 18 de outubro de 2014

TeotônioVilela2014-JOÃOZINHO PEREIRA SOFRE CONDENAÇÃO POR CONTRATAÇÃO DE PROFESSORES SEM REALIZAR CONCURSO PÚBLICO



É comum encontrar gestões municipais descumprindo a legislação para beneficiar o grupo político ou mesmo para benefício político-eleitoral próprio. As ilegalidade têm sido combatida pela sociedade e pelas instituições de fiscalização e controle da legalidade e também da legitimidade.
A última condenação a ser divulgada foi a do ex-prefeito de Teotônio Vilela, atualmente deputado estadual João Pereira, que foi condenado pela prática de atos de improbidade administrativa pela Justiça Federal.
O então Prefeito de Teotônio Vilela contratou mais de uma centena de professores sem a realização de concurso público, infringindo a legislação e os princípios jurídicos da impessoalidade e da moralidade.
Em razão da prática dessas irregularidades, o Ministério Público da União, por intermédio do Ministério Público Federal e Procuradoria da República em Alagoas entrou com um processo de improbidade administrativa.
No julgamento da referida ação, a Justiça Federal condenou o então ex-gestor a perda dos direitos políticos-eleitorais, por 3 anos, e a devolver aos cofres públicos mais de R$30 mil reais.
A prática da improbidade ocorreu em 2005, quando 165 professores foram contratados irregularmente.
Abaixo, leia a matéria divulgada pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal em alagoas:
“MPF/AL consegue condenação do deputado Joãozinho Pereira por improbidade
Parlamentar terá que devolver R$ 30 mil aos cofres públicos, além de ter direitos políticos suspensos pelo prazo de três anos
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) conseguiu na Justiça Federal a condenação, por ato de improbidade administrativa, do ex-prefeito do município de Teotônio Vilela e deputado estadual João José Pereira Filho – conhecido como “Joãozinho Pereira”.
Na sentença proferida pelo juiz Raimundo Alves de Campos Júnior, da 13ª Vara de Alagoas, o parlamentar recebeu como sanção o pagamento de multa civil no valor de R$30 mil, além da suspensão dos seus direitos políticos pelo prazo de três anos. Joãozinho Pereira está sendo condenado por contratar, no exercício de 2005, 165 pessoas para a função de professor sem a devida realização de concurso público, pagando esses salários com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). 
O valor da multa será atualizado pelo Manual de Cálculos da Justiça Federal, uma vez que se trata de medida de caráter retributivo motivada pelo ato praticado por agente público no exercício de mandato eletivo, devendo ser revertida em favor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O caso – Em sua decisão, Campos Júnior julgou procedentes os pedidos formulados pelo MPF/AL em ação civil pública. Durante investigação do órgão ministerial, Joãozinho Pereira argumentou que “havia uma necessidade real de contratação desses professores a fim de suprir carência na prestação do serviço de educação pela municipalidade”. E afirmou que, durante sua gestão, o município de Teotônio Vilela realizou três concursos públicos, o que o descaracterizaria como administrador público descompromissado com a realização de concurso público.
Mas os documentos demonstraram que apenas um dos referidos concursos oferecia vagas para o magistério. E essa carência, segundo o entendimento do magistrado, não poderia ter surgido de forma repentina – o número de 165 professores equivale a 34% do total de professores em exercício em Teotônio Vilela. 
 “O comportamento do gestor diante da situação concreta revela um grau elevado de desprezo para com os princípios da Administração Pública, pois em nenhum momento foram apontados ou demonstrados os critérios utilizados para as contratações, donde prepondera a alegação do MPF de que foi priorizada a amizade e aproximação ideológica/partidária em detrimento da meritocracia”, considerou Campos Júnior. “O réu estava agindo como se estivesse na gestão de uma empresa particular, contratando sem quaisquer critérios objetivos”, acrescentou. 
Foram citados na fundamentação do juiz federal os princípios da isonomia e da impessoalidade e o artigo 37, II, da Constituição Federal, que preconiza a obrigatoriedade da realização de concurso público para investidura em cargo ou emprego público, imposição que, no âmbito da educação da rede pública de ensino, é reforçada pelo art. 206, V. -  Número do Processo: 0801987-64.2013.4.05.8000”

Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas (Foccopa)
Contatos – Imeio:fcopal@bol.com.br – Blogue:fcopal.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim
Data: 18-10-2014
Fonte: Assessoria de comunicação - Ministério Público Federal em Alagoas
www.pral.mpf.mp.br - pral-ascom@mpf.mp.br -2121-1485/9117-4361 - @mpf_al

domingo, 12 de outubro de 2014

Alagoas2014-GREVE DE PREFEITOS, ALÉM DE ATO CRIMINOSO, É FORTE DESRESPEITO À POPULAÇÃO, ATÉ PORQUE NÃO MOSTRAM COMO GASTAM E COM QUEM OS DINHEIROS MUNICIPAIS



Na manhã de ontem fomos surpreendidos pelo noticiário de que haverá greve de prefeitos nessa semana. Para justificar essa atitude criminosa, diversos prefeitos inovam e praticam uma neoretórica, ao contrário da retórica anterior.

Anteriormente, diziam a todos os pulmões que o dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) havia diminuído, mas dando a entender que todos os dinheiros municipais haviam diminuído. Jamais mostraram os valores e quais são todos eles. Retórica que as comparações sérias desmentiam, como as diversas matérias divulgadas por este Foccopa.

Agora parecem que tentar inovar e criam uma, diga-se, neoretórica. Passam a  afirmar que os dinheiros até aumentam, mas não dão para pagar as contas municipais. Mas... Realmente quais contas seriam?

Em razão de supostamente os dinheiros municipais não pagarem todas as despesas municipais, anunciam que farão uma... Greve!?

Sem outra palavra, uma desonestidade para com a população em geral e para com o seu próprio eleitor, se este não for beneficiado às escondidas.

Poderiam, sim, como atos preparatórios para o movimento grevista, implementar os portais de transparência e divulgarem à população todas as espécies de gastos que fazem. Ou seriam muito difícil dizerem com quem gastaram os dinheiros, para que, com que e como etc.?

Este Foccopa, então, aproveita a oportunidade e vem a público alertar e dizer para a empobrecida população alagoana não se deixar ludibriar.

A seguir leia o comentário que este Foccopa fez em uma das matérias do jornalista Edivaldo Júnior, bem como a própria matéria e tire as suas conclusões. Aliás – deve-se registrar – este jornalista é um dos que tem informado os valores dos dinheiros públicos, possibilitando à sociedade fazer os mais diversos questionamentos.

“Edivaldo,
bom dia!

Em nome do Fórum de Controle de Contas Públicas, parabéns pela matéria. Em especial quando enfatiza que o FPM aumentou, considerando-se os mesmos períodos de 2013 e de 2014, desmentindo a anterior retórica de prefeitos e da Ama que dizem (ou diziam) que o dinheiro diminuiu ou essa "neoretórica", que informa que os dinheiros apesar de aumentarem não dão para pagar as despesas. Em cada Prefeitura e em cada Câmara Municipal, como também na casa de cada um de nós.
No entanto, gostaríamos de ressaltar que as gestões cometem crime, quando, no particular, descumprem a legislação da transparência administrativa e não informam à população como, quando, com quem e onde gastam todos os dinheiros municipais.
Além do descumprimento da legislação já mencionado, também descumprem uma "Recomendação Conjunta" de várias instituições fiscalizadoras para que criem ou atualizem os respectivos portais de transparência.
Vale consignar a elogiosa atuação de determinadas promotorias de justiça em várias Comarcas, e a fortíssima omissão ou convivência do Tribunal de Contas Estadual, quanto ao parecer prévio sobre as contas de governo de cada município e quanto ao julgamento das contas de gestão, concernentes a institutos previdenciários (um dos novos focos de corrupção) e de outros órgãos municipais, como os de cada Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), e as contas da Mesa Diretora de cada Câmara Municipal.
Cabe solicitar ao TCE-AL também uma explicação dos motivos por que em muitos municípios a escuridão reinar, especialmente em povoados, mesmo pagando-se um valor absurdamente alto da Contribuição para Manutenção dos Serviços de (des)Iluminação Pública (Cosip), que foi criada e é cobrada com fundamento de manter-se tudo às claras, como no caso de São Sebastião.
Este Foccopa, alerta as demais outras autoridades, que a tal greve de prefeitos, se vier pratica de ato criminoso e deve ser responsabilizado no conjunto da apuração das práticas de intransparência administrativa.
Assim, este Foccopa, espera ter contribuído para esse importante debate que você levantou.
Atenciosamente,
Paulo Bomfim”
Para chamar a atenção, para tentar sensibilizar o governo federal e também para mostrar a população que a situação financeira das prefeituras é grave, vários prefeitos de Alagoas decidiram fazer um dia de “greve”.
Várias prefeituras de Alagoas serão fechadas, literalmente, na próxima quarta-feira, 15. O que os prefeitos querem é pressionar o governo federal a aumentar os repasses de recursos – o que não deve acontecer mais esse ano.
O prefeito de Pão de Açúcar e presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, Jorge  Dantas, também aderiu ao protesto e diz que o objetivo  é “chamarem atenção para o que está acontecendo”.
Apesar do ‘mensalinho’ em algumas prefeituras, os municípios enfrentam dificuldades financeiras reais e crescentes. As despesas aumentam numa proporção maior do que a receita. Se fossem empresas, quebravam.
A situação é mais grave nas cidades menores de regiões mais pobres do Brasil, que dependem basicamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para pagar todas as suas contas.
No segundo semestre do ano a grita sempre aumenta. Isso porque o maior volume de recursos é repassado nos primeiros meses do ano.
Mas é importante resaltar que os valores do FPM repassados para as prefeituras tem aumentando, na média, acima da inflação, como mostra levantamento dos valores (veja tabela abaixo) feito pela própria CNM, confederação que representa os municípios:
“Com este novo repasse (feito nesta sexta-feira, 10), no acumulado de 2014 o FPM apresenta crescimento de 4,3%, em termos reais, somando R$ 61,129 bilhões, enquanto que no mesmo período do ano anterior o acumulado ficou em R$ 58,591 bilhões.
Na última projeção da Receita Federal, feita no começo do mês passado (11 de setembro) para o repasse total do mês de outubro, é de aumento de 2% em relação ao mês de setembro. Mas conforme percebido na série histórica do FPM, esse 1º decêndio de outubro de 2014, está menor em 13,85 % se comparado com o 1º decêndio de setembro de 2014 a CNM lembra os gestores municipais que tenham prudência para enfrentar este mês”, diz a CNM.
Descrição: SOS-MUNICIPIOS-BAHIA-300x131
Em nota a AMA comunica a “‘greve” dos prefeitos. Veja o texto:
Prefeitos fecham prefeituras por queda do FPM
 Vários prefeitos de Alagoas estão marcando para a próxima quarta-feira, dia 15, um dia de protesto com o fechamento das prefeituras. O movimento se justifica pelas constantes quedas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) “O fechamento é uma forma das prefeituras chamarem atenção para o que está acontecendo”, diz o presidente da AMA, Jorge Dantas, que também aderiu ao protesto.
No primeiro decênio de outubro houve uma queda de 13,85% se comparado ao mesmo período do mês anterior. “No mês passado o Tesouro Nacional divulgou a previsão do FPM para outubro sendo 2% maior que setembro, o que já era pouco, mas o realizado foi ainda pior”, afirmou Dantas.
Enquanto a arrecadação cai mês a mês, todos os custos municipais aumentam; do salário mínimo ao custo dos programas sociais. A carga de responsabilidade cresce numa proporção inversa sem uma solução a curto prazo.
Diante da situação drástica, os prefeitos alagoanos buscam soluções administrativas, que possam amenizar os efeitos dos cortes financeiros, a preocupação é com a possibilidade de não pagar a folha dos servidores em dia. Para isso, os prefeitos do Agreste vão se reunir essa semana em Arapiraca. “Nós do Agreste estamos elaborando um decreto uma decisão conjunta com várias medidas”, afirmou o prefeito José de Sena Netto, de Coité do Noia.
Descrição: fpm
Leia o texto completo da CNM neste link
Publicação:www.gazetaweb.com – 10-10-2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

JoaquimGomes2014-MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL E POLÍCIAS ALAGOANAS, CIVIL E MILITAR, PRENDEM 7 VEREADORES E 1 VEREADORA POR CORRUPÇÃO...



EM RAZÃO DA PRÁTICA DE ATOS CRIMINOSOS CONHECIDOS COMO MENSALINHO.

A expressão mensalinho ficou assim conhecida porque o parlamentares recebiam entre R$2 e F$4 mil para apoiarem o Prefeito daquele Município.


O Prefeito, inclusive, já está afastado do cargo, em razão da ação judicial em tramitação naquelas Promotoria de Justiça e Justiça Estadual.

A Promotoria de Justiça da Comarca de Joaquim Gomes e o Gecoc (Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas, e as polícias civil e militar alagoanas prenderam ontem 7 vereadores e uma vereadora.

Os mandados de prisão foram expedidos por decisão da Décima Sétima Vara Criminal de Maceió.


Os 8 parlamentares de Joaquim Gomes, um dos municípios mais empobrecidos de Alagoas, foram presos em plena sessão legislativa e conduzidos a Maceió para realizarem os exames de corpo de delito pelo Instituto Médico Legal (IML).


Segundo a matéria, um dos 7 vereadores presos ontem é o próprio escrivão da  Comarca de Joaquim Gomes.


A seguir leia a matéria divulgada à imprensa pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual:    “Operação do Gecoc e das Polícias Civil e Militar resulta na prisão de oito vereadores de Joaquim Gomes
Em operação comandada pela Promotoria de Justiça de Joaquim Gomes, pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e pelas Polícias Civil e Militar, oito vereadores do município foram presos, nesta quarta-feira (8) acusados de receber dinheiro para integrarem a base aliada do prefeito afastado Antônio de Araújo Barros (PSDB), conhecido como "Toinho Batista". Agentes da Polícia Civil, Batalhão de Operações Policias Especiais (Bope) e do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre) deram cumprimento aos mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.
A operação se deu durante a sessão plenária da Câmara de Vereadores de Joaquim Gomes e tinha como alvo os parlamentares Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva, Antônio Emanuel de Albuquerque de Moraes Filho, o Maninho, e Tereza Cristina Oliveira de Almeida. O ex-secretário de Saúde do município, Ledson da Silva, também foi preso por intermediar o pagamento aos vereadores.
O promotor de Justiça Carlos Davi Lopes Correia Lima disse que as investigações começaram na primeira quinzena de setembro, quando o MPE/AL recebeu a denúncia de corrupção. “Descortinamos uma verdadeira organização criminosa composta por legisladores e integrantes do Executivo, que visava vender o apoio político à administração afastada em troca de uma quantia mensal, no valor de R$ 2 a 4 mil”, explicou o promotor.
O coordenador do Gecoc, promotor de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça, revela que, entre as provas que motivaram o pedido de prisão cautelar à Justiça, encontra-se um vídeo no qual mostra os vereadores recebendo dinheiro do ex-secretário de Saúde. “Eles recebiam uma espécie de 'mensalinho' para apoiar as ações do governo municipal e não efetivar a fiscalização devida”, destacou.
"Essa operação foi realizada em parceria graças a boa relação entre a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual de Alagoas, que, unidos, irmanam-se no combate contra a corrupção e o crime organizado. E em breve, esse trabalho será reforçado com a inauguração do laboratório de combate à lavagem de dinheiro, que a PC fará questão de compartilhá-lo com as instituições parceiras. Mais uma aliança em desfavor do crime", completou o delegado-geral da Polícia Civil, Carlos Reis.
Propina
No vídeo registrado por uma câmera escondida dentro do veículo utilizado por Ledson da Silva, o primeiro a aparecer é Edivan Antônio, que também trabalha como escrivão do Fórum de Joaquim Gomes . O vereador é filmado recebendo uma quantia de dinheiro e, em seguida, cobrando a parte de Adriano Barros e Antônio Márcio (veja o vídeo aqui).
Também foram registrados os momentos em que o ex-gestor repassava o pagamento em espécie ao presidente da Câmara, Antônio Gonzaga Filho (veja o vídeo aqui), e aos vereadores Edvaldo Alexandre e Cicero Lira. Já Antônio Emanuel de Albuquerque e Tereza Cristina Oliveira receberiam dinheiro durante um encontro realizado em Maceió. “Todo mundo que tem acordo pega”, revela o representante da Prefeitura Municipal no vídeo.
Além dos promotores de Justiça Carlo Davi Lopes, Alfredo Gaspar, Antônio Luiz e Hamilton Carneiro, o delegado-geral da Polícia Civil, Carlos Reis, também liderou a operação. Todos os presos foram conduzidos ao Instituto Médico Legal de Maceió para exame de corpo de delito.”

terça-feira, 7 de outubro de 2014

SãoSebastião2014-MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL INVESTIGA A PREFEITURA E A CÂMARA DE PENEDO, EM RAZÃO DA NÃO ATUALIZAÇÃO DO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA MUNICIPAL


Segundo informações da Assessoria de Imprensa do MPE-AL, como você pode ler abaixo, o inquérito civil público tem como objetivo apurar a deliberada não atualização do portal da transparência municipal, em descumprimento da respectiva legislação e, inclusive, da Recomendação Conjunta de instituições fiscalizadoras.
“Se as demais promotorias de justiça atuarem também, logo muitas prefeitos e mesas diretoras de câmaras municipais estarão respondendo a investigações ministeriais”, disse o acadêmico de Direito Dimas Francisco, um dos integrantes do Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas.

“Promotoria de Penedo instaura inquérito civil público para apurar supostas falhas em Portal da Transparência

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Penedo, instaurou, nesta terça-feira (7), inquérito civil público para investigar suposto ato de improbidade administrativa cometido pela Prefeitura Municipal e pela Câmara Municipal de Vereadores, que não estariam atualizando o Portal da Transparência do município de modo adequado.
O vereador penedense Antônio Nelson Filho disse ao MPE/AL que o prefeito Március Beltrão Siqueira e o presidente da Câmara, Alcides Andrade Neto têm atrasado a atualização da página e a entrega de relatórios bimestrais de execução orçamentária aos parlamentares, o que contraria a Lei Orgânica de Penedo.
Ainda segundo o parlamentar, os chefes dos Poderes Executivo e Legislativo também descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação ao deixar de repassar informações orçamentárias e financeiras do município a interessados.
Caso a denúncia esteja correta, Prefeitura e Câmara teriam deixado de atender à Recomendação Conjunta dos Ministérios Públicos Estadual, Federal e de Contas, que trata da obrigatoriedade de implantação e alimentação de Portal da Transparência nos municípios.
Para embasar a investigação, o promotor de Justiça Adriano Jorge Correira solicitou aos dois poderes de Penedo o processo licitatório e o contrato com a empresa responsável pela manutenção do portal da transparência do município. Ele também pediu o histórico de atualizações do referido portal referente aos anos de 2013 e 2014, além da Lei Orgânica Municipal e o Regimento Interno da Câmara Municipal de Vereadores.
A depender do resultado do inquérito, o MPE/AL pode ajuizar uma ação civil pública em desfavor do prefeito e dos componentes da Mesa Diretora da Câmara Municipal por ato de improbidade administrativa.”

sábado, 23 de agosto de 2014

SãoSebastião2014-PLEBISCITO POPULAR PELA SOBRE A MUDANÇA DO DIA DA FEIRA VAI PROMOVIDO E JÁ CAUSA...

ESPECULAÇÃO SOBRE QUAL SERÁ A DECISÃO DA POPULAÇÃO SÃO-SEBASTIÃOENSE.
 
Os segmentos favoráveis à mudança do dia da feira quer que a mesma passe a ser realizada nos dias de sábado. A prefeitura, a Câmara Municipal, por sua omissão, e os grandes comerciantes defendem que a feira livre aconteça aos sábados.
 
O segmento contrário à mudança do dia da feira quer que a mesma continue a ser nos dias de domingo, como acontece há muitas décadas. Defendem a continuação da feira livre nos dias de domingo os segmentos dos próprios feirantes, e, isoladamente, alguns vereadores, bem como os evangélicos Adventistas do Sétimo Dias, e os médios e pequenos comerciantes.
 
Esses segmentos contrários à mudança do dia da feira, defendem que se fala um plebiscito municipara para possibilitar à toda população são-sebastiãoense em geral e todas pessoas que frequentam a feira livre tomarem a sua própria decisão.
 
A mudança do dia da feira é algo muito importante para ser decida por apenas um pequeno grupo", diz Marcos Porfírio, conhecido por "Marcos da Granja".    
 
Ontem, à noite, os dois grupos estiveram reunidos. Os favoráris à mudança no Lar de Maria e os Contrário no Salão do Marcos da Granja.
 
A questão da mudança do dia da feira livre de domingo para um outro dia da semana é um debate antigo. Já foi inclusive objeto de debate eleitoral naquele Município em 2000, quando se enfrentaram o PT (Paulo Bomfim), o PSC (Sertório Ferro) e o então PFL (Zé Pacheco). A proposta de mudança foi apresentada pelo PT, desde que a mesma fosse decida em plebiscito municipal.
 
De tempos em tempos o debate é retomado, mas não tem uma solução definitiva. Essa decisão poderá ser tomada agora, em razão dos segmentos sociais contrários ou a favor da mudança do dia da feira estarem mobilizados nesse sentido e fazendo reuniões e debates com a população que frequenta a feira livre.
 
Segundo integrantes da Ongue de Olho em São Sebastião, os debates já acontecem e já se denuncia até compra de votos para que o dia da feira mude.