terça-feira, 28 de julho de 2026

Falecimento – WILTON FERNANDO ANDRÉ SANTOS

ACIDENTES DE TRABALHO TÊM VARIADAS E RUINS CONSEQUÊNCIAS,

Evitáveis

Até porque decorrentes de previsíveis acidentes do trabalho ou "sinistros profissionais", em 20025. 

Ontem, 27-07, em velório e sepultamento de um primo, Wilton Fernando André Santos, decorrente de seu falecimento em um dos milhões de acidentes do trabalho, no Brasil e no mundo,

Acidente acontecido inclusive na data na qual se rememora e se comemora o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, estive em Feira Grande, Município no qual residem diversos meus familiares.

As diversas estatísticas dizem que, em 2025, o Brasil registrou 806.011 acidentes do trabalho, resultando eles em 3.644 mortes e em milhares de tipos de sequelasSejam sequelas graves, médias ou leves.

Essas altas quantidades tornam o Brasil o colocado, mundialmente, em acidentes do trabalho e em  colocação entre os países do G20, ou os 20 países mais ricos do mundo, por mortes em acidentes laborais.

Por conseguinte, uma tragédia nacional! 

Ou, no mínimo, uma situação muitíssimo grave. Mas que não é debatida no dia a dia, por cada um ou uma de nós.

Quando conversávamos e lastimávamos o “sinistro” (acidente), como ouvi de alguém, fui perguntado sobre “essa coisa do desaparecimento de R$878 milhões" de dinheiros para as ações da saúde.

Os possíveis fatos criminosos são nessa Região de Saúde, que engloba 17 municípios, e nessa sobreposta Macrorregião Região de Saúde, que, ampliada, trata de 47 municípios, e em Maceió, neste Estado, como foi divulgado nas matérias:

- “R$878 MILHÕES DA POPULAÇÃO E DA SAÚDE SOMEM OU PERAMBULAM? 
- https://onguedeolho.blogspot.com/2026/05/r878-milhoes-da-populacao-e-da-saude.html

- “Arapiraca – DESCASOS, UMA DAS EXPLICAÇÕES BEM POSSÍVEL!” - https://fcopal.blogspot.com/2026/05/arapiraca-descasos-uma-das-explicacoes.html

- “Saúde - FALTAM DINHEIROS PARA ELA?”
- https://www.salomenoticias.com.br/noticias/brasil/939852/1

- “Arapiraca - 10ª COMUSA (Conferência Municipal de Saúde) ACONTECEU E TEVE COMO” - https://fcopal.blogspot.com/2026/07/arapiraca-10-comusa-conferencia.html

Indagaram-me também quem seriam os 'responsáveis' pelos fatos?

Questionei, então, se eram as pessoas “responsáveis” pelos os sumiços de tantos milhões, claro. 

Ou se eram as pessoas “responsáveis” pelas mais diversas (in)fiscalizações ou mesmo se eram as pessoas “responsáveis” pelos silenciamentos que há ou pelos esconderijos dos fatos, ou melhor, dinheiros.

Ou se até mesmo as pessoas "responsáveis" éramos todos e todas nós, em razão de omissões e mesmo de ações?     

No entanto, de logo, alertei que com tantas pessoas ‘responsáveis’ pelos sumiços - para não perder a fé, esperados temporários - tais desaparecimentos poderão ser tornados definitivos. 

Nisto e disto não só a saúde, mas cada um e uma de nós nos tornaríamos perdedores de vidas digas e construtores de tristes sequelas e de milhões de pessoas em sofrimentos variados, pois sequeladas.

Naturalmente, o questionamento e o alertamento foram, praticamente, assustadores e até reflexivos de o por que deixarmos acontecer isto - e com certa frequência - os varrer para um "debaixo do tapete"?

Mas...

Tentando ‘finalizar’, disse-lhes que compreendia que câmaras municipais, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Controladoria Geral do Estado e ministérios públicos: Federal, de Contas e do Estado eram os especiais responsáveis. 

Para além de conselhos de saúde, estadual e municipais etc., pois a saúde da população de 47 municípios foi e está fortemente agravada, além de mortes visivelmente evitáveis, dentre outros agravos.

Inclusive criança faleceu, em razão do passar um longo tempo transitando entre maternidades, antes e para nascer.

Por fim, como se dizer faltarem dinheiros para a saúde - ou mesmo que eles não dão para os gastos, pois 'reduzidos' - se alguéns conseguem sumir com tantos milhões?  

Finalmente...

Wilton André, primo,

Esteja na cultura da PAZ. 

P.S: Em atualização: na tarde de 31-7, na cidade Feira Grande, faleceu a senhora Maria “do Zé Otávio” (ou Maria José), de morte natural, tia paterna de Wilton André, que foi sepultada ao seu lado, na manhã desse sábado, 01-08 no Cemitério Arcanjo Micael, no Centro daquela cidade, bem próximo ao Santuário Religioso Nossa Senhora da Conceição, na 1ª etapa da obra do Bosque do Cruzeiro, edificada na administração do então prefeito Flávio Lira.  

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Saúde - SEU 'FINANCIAMENTO' EM MUNICÍPIOS

E SEUS VARIADOS DETALHES

O que eles significam?

Antes, leia a tabela abaixo. 

Na coluna à direita, analise os gastos com a saúde, em 2025, nos municípios mencionados na coluna à esquerda.

Na coluna do meio estão informadas as transferências legais da União para cada município, até 30-06-2026

Nos montantes informados não estão inclusos os dinheiros repassados pelo Estado e nem os oriundos da arrecadação própria de cada município: 


ADMINISTRAÇÃO

De cada Município

REPASSES DA UNIÃO

Até 30 -6-2025

GASTOS COM SAÚDE EM 2025

Ou de outro ano

Palmeira dos Índios

65.825.032,53

125.477.005,52

Girau do Ponciano

31.232.060,82

2024 - 47.825.553,48 ?

São Sebastião

22.781.533,39

44.527.034,15

Junqueiro

22.013.106,22

44.372.367,66

Arapiraca

189.118.425,27

397.023.108,91

Feira Grande

8.830.839,55

2023 - 25.297.504,37

Lagoa da Canoa

18.890.129,43

23.560.637,39

Porto Real do Colégio

13.493.476,91

26.721.329,35

Igreja Nova

13.999.850,21

31.301.200,35

Penedo

47.672.160,27

92.707.760,48

Major Izidoro

14.124.548,58

28.470.530,44

Coite do Nóia

9.417.793,78

15.367.325,57

Limoeiro de Anadia

19.926.854,96

40.947.106,53

Craíbas

16.957.552,18

31.366.292,20

Campo Grande

9.366.067,28

2024 - 13.810.296,84 ?

Taquarana

13.007.141,61

25.453.487,12

Rememorando e comemorando a fundamental importância dessa data, Dia da Criação da FIBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entidade responsável pelos mais diversos números e informações nacionais, todas e todos nós sabemos que para vivermos, convivermos e até mesmo para sobrevivermos em melhores condições, precisamos conhecer e ter informações sobre os mais diversos "dados" de cada um dos 5.570 municípios, 26 estados e 1 Distrito Federal, além dos da União e os de cada Governo Nacional.

Algo do mais elementar e importante é sabermos sobre os montantes dos dinheiros ou da arrecadação de cada município, estado, distrito federal e da união.

Mais elementar e importante ainda e saber como ocorrem as muitas divisões e as inúmeras subdivisões dos milhões, bilhões e trilhões arrecadados e seus respectivos gastos por cada administração pública.

Daí, há muito se falar em financiamento, subfinanciamento e nos poucos dinheiros para a saúde, que iremos aqui tratar, bem como para as demais políticas públicas https://onguedeolho.blogspot.com/2021/12/loa-2022-injustica-orcamentaria-ataca.html

As mais diversas falas ou “pronunciamento do prefeito” parecem não parecerem a verdade, pois se omitem informações sobre quais dinheiros e seus respectivos montantes e gastos. Em resumo, há claras faltas de transparência administrativa e de transparência legislativa.

Nos últimos tempos, alguns poucos integrantes deste Foccomal têm participado de “eventos da saúde”. Nacional, com os Encontros Estaduais de Saúde”, com a finalidade de mobilizar administrações e toda a população para as conferências municipais e estaduais de saúde.

 Estadual, como no 13º Encontro do Fórum de Educação Permanente e Continuada dos Conselhos de Saúde do Nordeste, com o objetivo de despertar e de preparar conselheiros e conselheiras de saúde de todos os municípios nordestinos para efetivares ações de controle social no SUS, inclusive quanto ao financiamento e a grave questão das emendas parlamentares e o orçamento secreto.

Esses 2 importantes eventos aconteceram em Maceió.

Em municípios, participamos também da 10ª Comusa (Conferência Municipal de Saúde de Arapiraca). Nesta, sem serem mencionados os montantes e quais os dinheiros para a saúde, foi muito enfatizado o seu ‘subfinanciamento’ ou o seu ‘reduzido’ dinheiro para ‘manutenção’ ou para ‘investimento’ nas muitas ações de saúde.

Em São Sebastião, participamos também da 1ª CMPISS (Conferência Municipal da Pessoas Idosas de São Sebastião) e o tom de pessoas falantes foi o ‘pouco dinheiro’ para a assistência social. Todavia, na CMPISS não se falou que o pouquíssimo dinheiro colocado no OM (Orçamento Municipal) foi ‘(des)obra’ da gestão municipal e dos 9 vereadores e das então 4 vereadoras, que atualmente são 3, apesar de o seu montante e o seu respectivo gasto ter sido informado a participantes pela Ongue de Olho em São Sebastião e pelo PT dali.

Essa nítida desinclusão das pessoas idosas no OM já é informada à população há bastante tempo. No entanto, a grande e constante falta de participação social na construção de cada OM (leia a matéria: LOA-2022 – INJUSTIÇA ORÇAMENTÁRIA ATACA A VELHICE NA DIVISÃO DOS DINHEIROS MUNICIPAIS DE 2022 – parte IV, no endereço virtual acima informado), a não inclusão orçamentária e os descasos político-administrativo e político-legislativo continuam e continuarão.


Em 2025, o montante orçamentado ou ‘alocado’ para as pessoas idosas foi de apenas R$32.748,00. E os respectivos gastos deixaram mais ainda a desejar, pois foram de apenas R$R$16.020,09, consoante publicado em https://onguedeolho.blogspot.com/2026/05/pessoas-idosas-e-descuidados-sofridos.html.


Por conseguinte, parece haver, sim, necessidade de outras apreciações e não a alegação de falta de dinheiros. Os aspectos de mau uso dos dinheiros precisam ser enfatizados com clareza, até mesmo em razão das emendas parlamentares etc..

Porém, há reais ...  

Será atualizada.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Arapiraca - 10ª COMUSA (Conferência Municipal de Saúde) ACONTECEU E TEVE COMO – 1ª parte

TEMA: "Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil".

Chamando a atenção de cada um ou uma de nós para inúmeros aspectos que envolvem a saúde em si, as espécies de democracia, a soberania, como necessidade e fundamental defesa dos interesses da população, e as questões para a manutenção e o desenvolvimento do nosso SUS (Sistema Único de Saúde), que, apesar de ser um dos melhores sistemas do mundo, concretamente apresenta problemas.

A 10ª Comusa aconteceu no Centro de Convenções de Arapiraca, ontem, 02 de julho, e teve grande acessibilidade, possibilitando a participação de diversas pessoas com deficiência.

A grande participação de PcDs (Pessoas com Deficiência) foi um fator atribuído ao empenho do Vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde de Arapiraca, deficiente visual Daniel Nunes de Oliveira e da sua esposa Ângela Almeida, integrante do Conselho Local de Saúde do povoado Canaã, também deficiente visual, que compôs a mesa de abertura da 10ª Comusa, e mobilizaram PcDs da Região de Saúde e mesmo da Macrorregião, que têm Arapiraca como sede.

São Sebastião é um dos 17 municípios integrantes da Região de Saúde e dos 47 integrantes da Macrorregião de Saúde, e dele estiveram presentes à Comusa, Manoel Avelino, representando a Associação de Moradoras e de Moradores do Bairro São José e Paulo Bomfim, representado este Foccomal e a Abraço Alagoas, bem como Márcia Bomfim, representando a Ongue de Olho em São Sebastião.

O advogado Dimas Francisco, representante da Adefiss (Associação de Pessoas com Deficiência em São Sebastião) não pôde comparecer à referida Conferência, em razão de inadiável compromisso profissional.

Os 17 municípios que compõem a Região de Saúde são: Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Campo Grande, Coite do Nóia, Craíbas, Feira Grande, Girau do Ponciano, Jacaré dos Homens e das Mulheres, Jaramataia, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Major Isidoro, Olho d’Água Grande, São Sebastião, Taquarana e Traipu.

Desses 17 municípios, apenas 6 já realizaram a sua Conferência: Arapiraca, Coité do Nóia, Jacaré dos Homens e das Mulheres, Jaramataia, Lagoa da Canoa e Taquarana. Algo político-administrativo obrigatório e necessário, mas elogiável.

Várias instituições estavam presentes. O Cosems-AL (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde em Alagoas), que representa os gestores e as gestoras municipais do SUS nesse Estado, estava presente à Comusa, representando o Município Jaramataia, por sua Secretaria de Saúde, a Secretária de Saúde Valdenice. Nacionalmente, falamos também em Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).

2, Feira Grande e Limoeiro de Anadia, estão com a sua data de conferência já data agendada, para a fase das conferências, já que na fase não o fizeram.

9 administrações municipais ainda não designaram a data da respectiva conferência, mesmo para a fase: Batalha, Belo Monte, Campo Grande, Craíbas, Girau do Ponciano, Major Isidoro, Olho d’Água Grande, São Sebastião e Traipu. Omissão ou descaso muito preocupante e prejudicial à respectiva população.

Todavia, o Ministério da Saúde, para não prejudicar cada população, instituiu uma fase e prorrogou do prazo para a realização das mencionadas conferências. 

No entanto, as 9 conferências que ainda faltam poderão ser realizadas e, então, estão no prazo e aguardando a designação da respectiva data.

Assim, este Foccomal irá acompanhar e publicizar à sociedade cada data designada e quando foi publicada e divulgada por cada administração.

Durante a 10ª Comusa e mesmo no “Encontro Estadual de Saúde”, ocorrido em Maceió, fato notado e bem estranho é a praticamente unanimidade das falas sobre a falta de ou “reduzidos recursos” ou dos velhos conhecidos dinheiros ou mesmo de um tal "subfinanciamento" ou até mesmo um "problema histórico" para a saúde, reforçando as falas de gestões, mas que não citam os montantes deles e de seus supostos reduzidos valores.

No entanto, este Foccomal, há tempos, vem alertando à população em geral e especificamente à de alguns municípios para as possíveis inverdades de determinadas narrativas ou falas no sentido desses poucos dinheiros para gastos ou para investimentos em ações municipais de saúde. 

Porém, muito perceptível são as sutis omissões sobre os milhões que se “denunciam” ou se falam desvios da saúde ou mesmo que, acredita-se, estejam bem “guardados” em locais incertos e não sabidos pelas nobres gestões e pelos omissos legislativos.

Mesmo cada município tendo apresentado em seu SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde) alta arrecadação anual e em seu Balanço Municipal altos montantes de gastos, cujas prestações de contas foram ou poderão ser aprovadas.

 

Então, para provocação de debates e, quem sabe, de possíveis soluções para a descoberta de falados desvios de milhões de reais da saúde, aqui, ali e acolá, e agora, em até além-mar, você, leitora ou leitor, destas linhas pode ler e imprimir um outro dos textos anteriores: “Saúde - FALTAM DINHEIROS PARA ELA? - OU FORAM SUMIDOS?”, https://fcopal.blogspot.com/2026/05/saude-faltam-dinheiros-para-ela.html,

Enfim, na 2ª parte deste texto, falaremos sobre outros aspectos da 10ª Comusa.

Por conseguinte, até lá!


>Produção: Fórum de Controle de Contas Municipais em Alagoas - Foccomal
Contato - Imeio: fcopal2006@bol.com.br - Blogue: fcopal.blogspot.com