sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DINHEIROS RECEBIDOS PARA A SAÚDE EM MUNICÍPIOS VIZINHOS A SÃO SEBASTIÃO

        Até agosto de 2016, São Sebastião recebeu para investimentos em políticas públicas de saúde: R$4.457.537,61.

A dúvida da população é se essa soma está sendo bem aplicada, pois os serviços de saúde estão péssimos.

Inclusive faltam remédios básicos e rapidez nos exames, médicos e até laboratoriais.

Mas quanto receberam os municípios que fazem limites territoriais com São Sebastião?

Antes de responder à pergunta, lembra-se que em todos os municípios existem conselheiros e conselheiras municipais de saúde, inclusive conselheiros e conselheiras de controle social.

Eles e elas sabem e conhecem os valores.

A questão é saber de o porquê não divulgarem as informações à população que representam e os elegeram?

Respondendo à 1ª pergunta, até agosto de 2016, os 6 municípios circunvizinhos de São Sebastião receberam bastante dinheiros:

Município
2015
Arapiraca
91.478.812,12
Feira Grande
2.870.073,62
Igreja Nova
3.417.211,07
Junqueiro
5.557.209,57
Penedo
17.605.638,45
Porto Real do Colégio
2.151.886,08

O montante de cada município é a soma dos dinheiros destinado para 5 ações nas áreas de promoção da saúde e de prevenção e de cura de doenças. São elas:

Assistência Farmacêutica; Piso de Atenção Básica; Investimentos; Piso de Atenção Variável de Média e de Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar; e, por último, Vigilância à Saúde.

Em 2017, essa soma aumentará em tornou 15%.

Como, então, o futuro prefeito ou prefeita usará essa dinheirama?

Nesse momento – mais do que nunca – é preciso perguntar isso a cada candidata ou candidato.

 >Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas
Contatos – Imeio: fcopal@bol.com.br – Blogue: fcopal.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-AL
Data: 07-09-2016

domingo, 11 de setembro de 2016

JudiciárioEstadual2016 - “NOVO JULGAMENTO DA ‘TATURANA’: ENTRE EXPECTATIVAS ELEITORAIS E DEBATES SOBRE SIGILO”

Grande parte da população ainda está lembrada da ação da Polícia Federal, chamada de “Operação Taturana”, ocorrida a praticamente uma década e que envolveu a ação de então deputados estaduais e outras pessoas envolvidas em desvios de recursos da ALEA (Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas).
As investigações da referida Operação foram desdobrados em diversos processos. Alguns deles já foram julgados na 1ª instância (varas criminais) e aguardam julgamentos na 2ª instância (Tribunal de Justiça de Alagoas). Os julgamentos no TJ-AL são aguardados com bastante expectativa não só pela luta para combater a impunidade, mas também porque causará inelegibilidade de diversos políticos e pessoas, considerando-se os propósitos da chamada Lei da Ficha Limpa.
O portal CadaMinuto, publicou uma matéria bastante interessante sobre a situação dos julgamentos e dos envolvidos.
A seguir você lerá a mencionada matéria: NOVO JULGAMENTO DA ‘TATURANA’: ENTRE EXPECTATIVAS ELEITORAIS E DEBATES SOBRE SIGILO
Julgamento foi suspenso devido ausência de desembargador por motivos de saúde

Por pouco mais um capítulo da novela, agora do Judiciário, da Operação Taturana não ocorreu na semana que se passou. Estava agendado para a quinta-feira, dia 08, o julgamento dos réus do processo 0042688-60.2011.8.02.0001, que é mais um dos desdobramentos da ação da Polícia Federal, ocorrida em dezembro de 2007, que atingiu em cheio a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Na época, 16 deputados estaduais - dentre outros envolvidos - foram apontados como envolvidos em um esquema que desviou mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos.
O processo também chama atenção não só pelo tempo que se passou entre a operação e o julgamento, mas por envolver decisões que podem afetar candidatos que concorrem no pleito eleitoral deste ano.

Quase uma década depois, apesar das ações na Justiça, a maioria dos envolvidos ainda exercem funções públicas, se reelegeram como parlamentares, prefeitos, disputam eleições e, no caso de um deles, o ex-deputado estadual Cícero Amélio, foi alçado até ao cago de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Os males da morosidade da Justiça que permite que pessoas, com fortes indícios de envolvimento em crimes, ocupem importantes funções públicas sem que a população sabia se de fato são considerados culpados ou inocentes.
No caso deste processo que seria julgado na quinta-feira passada, os réus já foram condenados em primeira instância. A expectativa do Ministério Público Estadual (MPE), como coloca o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, é que a condenação seja mantida na íntegra. Como se trata - em segunda instância - de um órgão colegiado, os réus - em confirmando a condenação - podem se tornar inelegíveis. Pode gerar uma reviravolta no próprio processo eleitoral de Alagoas, pois há dois réus que disputam a Prefeitura de Maceió: os deputados federais Cícero Almeida (PMDB) e Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT).

Eles tiveram passagens na Casa de Tavares Bastos e são acusados de envolvimento com o esquema que desviou dos cofres públicos mais de R$ 300 milhões. Ambos alegam inocência, assim como os demais envolvidos. Após o julgamento ter sido adiado, o desembargador Domingos Neto fez esclarecimentos às partes sobre o que ocorreu.
Em nota divulgada à imprensa, o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, destacou a impossibilidade do desembargador Celyrio Adamastor, integrante da Câmara, comparecer à sessão, por motivos de saúde. Diante disto, não houve quórum para os julgamentos.

Há sigilo?
Domingos Neto é relator do processo. Ele ressalta que ainda se reuniu com as partes para discutir uma questão que causou polêmica: o segredo em relação a ação judicial. De acordo com o desembargador não há segredo de Justiça quanto ao processo. Todavia, há nos autos documentos que gozam do sigilo da lei. O Ministério Público trabalha para que isto seja derrubado, para que a sociedade tenha acesso a todo o conteúdo. Porém, os advogados de defesa dos acusados mostram uma visão discordante.
Domingos Neto questionou as partes - Ministério Público e advogados - se concordavam com o acesso público e da imprensa ao julgamento. Como isto significa expor tais documentos, os advogados presentes não concordaram que o público ou a imprensa acompanhasse. Sérgio Jucá quer a sessão aberta. O processo ficou pautado para o dia 22 de setembro. Só haverá presença da imprensa se, até lá, ambas as partes autorizarem o acesso. Caso não haja o acesso, a Diretoria de Comunicação do TJ/AL acompanhará o julgamento e repassará as informações não sigilosas para a imprensa. O desembargador Domingos Neto ressaltou que sempre primou pela transparência em suas ações. “Eu não tenho óbice de que este processo seja aberto ao público, sou muito transparente com meus atos”, disse.
Sérgio Jucá protestou pelo sigilo do caso e afirmou que a sociedade precisava ter conhecimento do caso. Antes do início da sessão, ele falou com a imprensa e disse que a expectativa é que a decisão da primeira instância proferida pelo juiz da 18ª Vara, que condenou os acusados, fosse mantida integralmente. “Lamentavelmente não ocorreu a sessão e o motivo o Ministério Público entendeu como justo. No dia 22 teremos enfim o julgamento que é aguardado pela sociedade. É um processo escandaloso e todos já foram condenados em primeira instância. O Ministério Público tem plena convicção que a decisão será mantida pela 3ª Câmara Cível como prova que a impunidade não triunfa em Alagoas”, completou.
Almeida e Paulão estão entre os réus e podem cair na Ficha Limpa
A lista de réus do processo é grande, mas dois em especial chamam a atenção em função do momento eleitoral: Paulão e Cícero Almeida. Ambos concorrem ao cargo de Prefeito de Maceió. Além deles dois, são apontados como integrantes do esquema que desviou R$ 300 milhões dos cofres públicos, Celso Luiz, Manoel Gomes de Barros, Cícero Amélio, José Júnior de Melo, Dudu Albuquerque, Fernando Gaia Duarte, Marcos Antônio Ferreira Nunes, Antônio Aroldo Cavalcante Loureiro, Cícero Ferro, Arthur Lira, Maria José Pereira Viana, João Beltrão e José Adalberto Cavalcante Silva.
Vale frisar que, na Taturana, em relação aos empréstimos fraudulentos contraídos com o Bradesco Prime, os seguintes políticos foram condenados por improbidade administrativa à suspensão dos direitos políticos, ao ressarcimento ao erário, à perda da função pública, ao pagamento de multa civil e à proibição de contratar com o serviço público: Celso Luiz Brandão, Junior Leão, Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Cícero Amélio da Silva (hoje conselheiro do TCE), Dudu Albuquerque, Fernando Gaia Duarte, Marcos Antônio Ferreira Nunes, Cícero Ferro e Antônio Aroldo Cavalcante Loureiro (servidor da ALE e presidente do sindicato dos servidores, à época dos fatos).
De acordo com a decisão, os ex-deputados Celso Luiz e Cícero Ferro foram condenados por terem assinado os cheques. O ex-presidente Celso Luiz ainda fica com os direitos políticos suspensos por nove anos; Ferro, por cinco; e José Júnior de Melo, Manoel Gomes de Barros Filho, Cícero Amélio da Silva, Dudu Albuquerque, Fernando Gaia Duarte, Marcos Antônio Ferreira Nunes, Antônio Aroldo Cavalcante Loureiro, por oito anos.
Já em relação aos empréstimos contraídos com o Banco Rural S.A, Arthur Lira (hoje deputado federal), Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Paulo Fernando dos Santos, o “Paulão” (hoje deputado federal), Maria José Pereira Viana, Celso Luiz Brandão, João Beltrão, José Adalberto Cavalcante Silva e Cícero Almeida (hoje deputado federal) tiveram seus direitos políticos suspensos e ficaram proibidos de contratar com o poder público por dez anos, foram condenados à perda de quaisquer funções públicas e ao pagamento de multa civil no mesmo valor do empréstimo contratado.
Se mantidas as sentenças, os condenados deverão ressarcir ao erário os valores relativos aos empréstimos contraídos em bancos privados, ao pagamento de multa civil e ainda terão algumas sanções políticas e financeiras – não poderão exercer mandato eletivo ou assumir cargo ou função pública. Em outra ação que tramita na 17ª Vara Cível da Capital, foram condenados o deputado estadual João Beltrão (PRTB), o ex-presidente da ALE, Celso Luiz, o suplente de deputado estadual Cícero Ferro (PMN), o deputado federal Arthur Lira (PP) e o ex-prefeito de Roteiro, Fábio Jatobá (PTB). A decisão suspende os direitos políticos de Beltrão, por oito anos, e dos demais, por cinco anos. E condena todos a devolver R$ 43 mil, solidariamente, sendo que a João Beltrão foi imposta uma multa de R$ 86 mil, que representa o dobro do valor do bem adquirido ilegalmente, com recursos da ALE, para sua filha, Jully Beltrão Lima – uma caminhonete L-200 Sport HPE, em 2006.
"Nós estamos a ver um processo eles não desembolsaram um tostão embora receberam uma fortuna e quem está pagando esta conta? Eu, você, a sociedade. Então o Ministério Público vai lutar para que esta decisão seja mantida nos termos da sentença proferida e que todos os envolvidos, sejam parlamentares ou não, sejam condenados ao ressarcimento do que auferiram ilicitamente, já que a lei não permite o enriquecimento ilícito, nem que se atente contra o patrimônio de um Estado", disse ainda Jucá, na ocasião do julgamento suspenso.
Ficha Limpa
A ação de agora deve preocupar bastante Cícero Almeida e Paulão, pois como são candidatos, podem se tornar inelegíveis por oito anos, como prevê a Lei da Ficha Suja. Quem confirma este entendimento é o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, Henrique Vasconcelos. Ele - ao falar com o CadaMinuto - destacou que, em regra, caso os recursos dos réus sejam rejeitados prevalece a decisão em primeiro grau que condenou os envolvidos.
Assim, todos os réus - incluindo Paulão e Almeida - se tornam inelegíveis por oito anos. “Trata-se de uma decisão de colegiado, mas, há requisitos a serem observados em cada ação. Obviamente deve haver recurso, mas, em regra, se condenados pelo colegiado, os réus devem ficar inelegíveis, conforme a lei da Ficha Limpa”, reforçou Vasconcelos.
Também ouvido pela reportagem, o advogado eleitoral Gustavo Ferreira tem o mesmo entendimento do colega. Ele frisou que, para ter efeito, a suspensão dos direitos políticos deve constar da condenação. Ferreira lembra ainda que a 3ª Câmara pode decidir pela não suspensão dos direitos políticos dos réus, mas faz a ressalva: “uma decisão assim é muito rara nesses casos”.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

DINHEIROS RECEBIDOS DO ESTADO POR MUNICÍPIOS VIZINHOS A SÃO SEBASTIÃO

       Em 2015, São Sebastião recebeu do Estado R$3.248.246,13.

Esta soma fez aquele Município ficar na 25ª posição entre os 102 municípios que mais receberam dinheiros do Estado, no ano passado.

Mas quanto receberam os municípios que fazem limites territoriais com São Sebastião?

Antes de responder à pergunta, lembra-se que em todos os municípios existem conselheiros e conselheiras municipais, inclusive conselheiros e conselheiras de controle social.

Eles e elas sabem dos valores.

A questão é o porquê não os divulgam à população que representam?

Respondendo à pergunta primeira, em 2015, os 6 municípios circunvizinhos de São Sebastião receberam do Estado:

Município
2015
Arapiraca
42.679.509,06
Feira Grande
1.674.563,55
Igreja Nova
6.383.676,15
Junqueiro
3.118.069,05
Penedo
11.918.832,92
Porto Real do Colégio
1.760.851,52

Mas... Como os dinheiros foram gastos?

Só com o acesso à prestação de contas municipal ficaremos sabendo.

No entanto, esse acesso, nem as prefeituras e nem as câmaras costumam dá.

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Redação: Paulo Bomfim – Conselheiro de Controle Social em São Sebastião e integrante do Foccopa-AL
Data: 15-06-2016
Publicação:

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Atalaia2016 - BOLSA FAMÍLIA, QUANTO AJUDOU?

A REDUÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA, QUE MELHOROU A VIDA DE TODOS E DE TODAS, PESSOAS, COMÉRCIOS, INDÚSTRIAS, TRANSPORTES ETC., NÃO PODER ACONTECER

Agora aparece um deputado nacional querendo reduzir o valor gasto no programa. Ele quer aprovar o orçamento para 2017, com montante bem inferior para o bolsa família.

Olhemos a importância de acompanhar o orçamento público, municipal, estadual, nacional e distrital. É nessa lei que se divide, para beneficiar ou para prejudicar alguém, o dinheiro público.

PORTANTO, VAMOS ESTIMULAR À POPULAÇÃO A TELEFONAR OU MANDAR IMEIO PARA OS DEPUTAD@S, EXIGINDO QUE NÃO SE FAÇA CORTE NO MONTANTE DO DINHHEIRO DESTINADO AO BOLSA FAMÍLIA, MAS SIM O AUMENTEM.

LEMBRE A DEPUTAD@S E A SENADORES(AS), QUE PARA O AUMENTO DO DINHEIRO DO BOLSA FAMÍLIA BASTAR REDUZIR UM POUCO O DINHEIRO DESTINADO AO PAGAMENTO DOS JUROS DAS DÍVIDAS, INTERNA E EXTERNA, OU DA PRÓPRIA VERBA DE GABINETE.

EM ATALAIA, EM 2014, O MONTANTE PAGO DE BOLSA FAMÍLIA FOI DE R$16.244.547,00. Em 2015 foram R$14.803.905,00.

EM 2016, já foram R$7.045.193,00, até junho. Naquele mês, 7.365 famílias foram diretamente (as que recebem) beneficiadas. Indiretamente (as que movimentam o dinheiro do programa, através de seus diversos negócios e atividades – lanchonetes, feirantes, salões de beleza mototáxi etc.), beneficiadas são milhões de pessoas.

Quanta gente desse Município não foi beneficiada com essa dinheirama?

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Redação: Paulo Bomfim - Conselheiro Municipal de Controle Social em São Sebastião
Data: 19-02-2016 – Atualizado na noite de 02-08-2016
Fontes: Caixa Econômica Federal, Ministério do Desenvolvimento Social e Portal da Transparência Nacional
Publicação:

Atalaia2016–CUSTO DE CADA UM DOS 9 VEREADORES E CADA UMA DAS 4 VEREADORAS: R$216.138,61, E DA CÂMARA MUNICIPAL: R$2.809.801,72, EM 2015

       Em 2014 e 2015, aquele Mun (Município) não prestou contas, segundo informações da STN (Secretária do Tesouro Nacional). Os fatos revelam que as situações, político-administrativa e político-legislativas, não são sequer razoáveis em Atalaia. A falta de prestação de contas não permite verificar qual foi o exato custo daquela CM (Câmara Municipal) e de cada um(a) de seus-suasvereadoras(es).

Como sabemos, a “péssima” situação social de cada Mun não é por faltar dinheiro, mas pelos diversos aspectos político-administrativos-legislativos advindo de ações ou de omissões que podem caracterizar más gestões, municipal e legislativa. Tanto não é falta de dinheiros que prefeit@s e Ama deixaram de dizer à população e à imprensa que os recursos faltaram ou até foram reduzidos. Mesmo sobre o FPM a tal "redução" foi silenciada há tempos.

Mas, silenciaram por quê? Se a crise neoliberal do capitalismo continua a nos abraçar? Claro, que algum “analista do deus mercado” poderia fazer algumas considerações, conjecturas. Este Foccopa-AL, pode dizer que nesses tempos eleitorais os dinheiros precisam aparecer. Senão!... Assim, uma das sutis soluções é um calar geral sobre o aumento dos dinheiros a cada ano.

Mas... mesmo nesse período eleitoral, alguma candidatura a prefeit@ ou a vereador(a) assume o compromisso de, concretamente, mudar para melhor esse estado das coisas? As más gestões legislativas e municipais acabarão?

A situação financeira de Atalaia é boa, como nos demais Mun. Perceba que nesse “ar” de disputa, nenhuma candidatura vai dizer que não tem jeito. Você vai se deixar enganar?

Tanto os dinheiros são bons, que se esconde a PCM (prestação de contas Municipal) ou só até mesmo cada BM (Balanço Municipal). A data da última PCM foi 2013. Naquele ano a arrecadação foi de R$81.216.183,47.

Em 2015, aquele Mun arrecadou cerca de R$93.712.625,02. Os gastos daquela CM e dos demais órgãos municipais, demonstram e comprovam a também silenciada e, por isso, desconhecida, injustiça orçamentária. A injustiça orçamentária - ou a divisão dos dinheiros públicos - é um dos grandes males do Brasil e de cada Mun. Isto faz com que nem a ADM (Administração Municipal) e nem a CM informem os valores arrecadados em 2015.

Ou os montantes da arrecadação e dos gastos já lhes foi dito e comprovado pel@ prefeit@ ou/e por algum(a) vereador(a)? Analisar aspectos da arrecadação e dos gastos de 2015, é o objeto deste texto. Como naquele Mun não há a TAL (Transparência Administrativa ou/e Legislativa), usam-se, então, as informações da STN e do PTN (Portal da Transparência Nacional).

Em 2015, a pesquisa revela que Atalaia arrecadou em tornou de R$93.712.625,02. A saúde gastou cerca de R$19.977.903,18 (2º), a escolarização: R$35.569.610,91(1º), o Recursos Humanos: R$7.122.887,09(3º); a Infraestrutura: R$5.272.315,29(4º).   

A CM custou R$2.809.801,72, sendo o 5º maior custo entre as 19ª unidades administrativas (orçamentárias) diretas, afora o SAAE, que gastou: R$1.548.886,63, o 7º maior gasto, para prestar seus serviços a atalaienses. Uma injustiça só, como em outros municípios também!  Pode 13 parlamentares receberem e gastarem mais dinheiro que a estrutura e serviços da Assistência Social, R$1.073.420,09, da Agricultura, R$149.460,99, do Meio Ambiente, R$17.080,00, das Juventudes, do Desporto e do Lazer, R$278.292,28, da Cultura, R$321.888,00, da habitação, R$140.352,50 ou da Segurança Municipal, R$1.572.577,44, por exemplo?

Percebeu a escondida construção da desigualdade social, via orçamento e gastos municipais? A comparação dos gastos acima informa que as más condições sociais da população atalaiense não decorrem de algo satânico ou divino. Mas da simples construção política do orçamento, muitas vezes com o apoio da própria população excluída da vida digna. Só em diárias: R$102.200,00, a CM gastou mais que muitas secretarias municipais. Em serviços de terceiros: R$619.633,10. Enfim, muitos serviços...

Nesses tempos eleitorais – e até mesmo políticos – quais das candidaturas, verdadeiramente, têm histórico de lutas para modificar o triste quadro social? Será que muit@s até bem pouco tempo omiss@s serão votad@s pelo sofrido povo atalaiense? Das respostas às duas chatas perguntas, que envolvem os dois mais importantes segmentos eleitorais, candidat@s e eleitores(as), depende o futuro de Atalaia. Sem dúvida!

Estamos tratando dos aspectos despesas-receitas. Sabemos que entre 20016 e 2017, as receitas aumentarão em tornou de 15%. Em 2017, em um orçamento bem realista, serão cercar de R$22.974.588,66, na saúde, e de R$40.905.052,55, na educação. Com esses futuros montantes qual das candidaturas tem, verdadeiramente, condições de melhorar a situação da saúde e da educação? De fazer o mal-estar da população, efetivamente, modificar-se para um bem-estar?

 Bom... Isso é debater o futuro. O esperançar! Mas, a grande maioria, parece que prefere debater o passado ou preferências pessoais! E assim nada ou pouquíssima coisa poderá não se modificar. Sem esse realista e necessário debate, nenhuma esperança haverá.

 A ADM e a CM daquele Mun não cumprem e não concretizam a LTAL (legislação da transparência administrativa e legislativa). Mas as lideranças dos diversos segmentos sociais e a própria população pouco denunciam e mesmo reclamam. A PCM não está à disposição de quaisquer interessad@s durante todo o ano, na Semuf (Secretaria Municipal de Finanças) e na CM. No entanto, a STN, sem qualquer obstáculo, fornece informações que permitem fazer essa sucinta análise dos gastos da própria ADM e também da CM.

 Como faz em outros Mun onde atua, este Foccopa-AL (Fórum de Controle de Controle de Contas Públicas em Alagoas) divulga informações sobre o custo daquela CM e o de cada parlamentar, referentes a 2015. Portanto, como ocorre com os poderes legislativos brasileiros: nacional, estaduais, distrital e municipais, a CM atalaiense custa caro à sua empobrecida população.

O CV (Custo de cada Vereador) é apurado dividindo-se o dinheiro (duodécimo) efetivamente, gastado. O CV daquele Mun é muito alto e supera em muito os gastos com outras políticas públicas essenciais à construção do bem-estar da população, como você já comparou acima. Algo que ocorre praticamente nos 102 municípios alagoanos. 

 Essa situação, no geral, explica o fato de parlamentares mesmo de oposição não cumprirem com os respectivos deveres e papéis. Efetivamente, eles e elas, quando existem, não fazerem a fiscalização dos gastos da ADM. Omissão que consegue produzir uma conhecida má qualidade da atuação parlamentar. Assim, tornam um poder e uma atividade essenciais à democracia e mesmo a pessoa de cada parlamentar altamente suspeitos.

Quando se comenta sobre as questões político-administrativa-legislativas em cada Mun, um dos aspectos mais visados é realmente o custo da CM para a sociedade. Todavia, o CV é escondido pela própria CM e pela ADM, que sequer cumprem a LOM (Lei Orgânica Municipal), em vários aspectos, em especial na questão das transparências, administrativas e legislativas.

 No entanto, as informações podem ser obtidas com qualquer parlamentar, pois eles têm uma cópia de cada LO (legislação orçamentária): PPA (Plano Plurianual de Ação), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual), bem como de cada LCA (Lei de Crédito Adicional – seja suplementar, especial ou extraordinário). Além da do BM. Nestes documentos de cada ano estão os valores arrecadados e gastados. As informações do BM permitem à população saber com o quê, com quem, quanto e como são gastos dos dinheiros municipais. São informações públicas, mas que são escondidas, exatamente para não espantar a quem paga a conta e pouco beneficiado é. Também não esqueça que o sistema tributário brasileiro é regressivo. Isto é, em percentual, quem é mais pobre paga mais tributos. Especialmente, mais impostos.

 Também cabe a cada partido político, ongue, oscip, associação comunitária, igreja, rádio, blogue, saite, grêmio estudantil, conselheiros municipais etc. fazer a ampla divulgação das questões orçamentárias municipais e lutar para que @s respectiv@s filiad@s, bem como a população em geral, tenham conhecimento das informações financeiras e fiscais, como orçamentárias, do respectivo Mun.

Por que existe, no geral, um notável silencio dessas instituições sobre o orçamento é outra chata pergunta que alguém pode fazer?

 Para calcular-se o custo da CM e de cada parlamentar utilizam-se as informações da STN. Lembra-se que a ADM e a CM não dão acesso ao BM. Assim, quando o acesso for realidade, os valores podem sofrer pequenas alterações, para mais ou para menos. No entender desse Foccopa-AL, faltam ações do TCE (Tribunal de Contas Estadual) e dos ministérios públicos de cada Comarca, e do de Contas, bem como da Defensoria Pública no sentido de fazerem a ADM e a CM cumprirem a legislação, que todos e todas sabem descumprida. 

Não se sabe o montante das receitas, mas, em 2015, o montante dos gastos da CM foi de R$2.809.801,72. Para perceber o alto custo daquela CM basta comparar o montante do seu gasto com os gastos de outros setores municipais, como acima efetuado. Lembre-se de considerar vários aspectos. O principal é: Mesmo os montantes inferiores foram gastos corretamente? 

   Enfim, se a CM gastou tanto, qual foi, então, o custo de cada parlamentar? É uma simples equação matemática. Divide-se o valor gasto pelo número de parlamentares. Encontra-se o custo anual de cada um deles e delas: R$2.809.801,72:13=R$216.138,61. Este custo anual, dividido pelo número de meses do ano, gera o custo mensal de cada parlamentar: R$216.138,61:12=R$18.011,56.

   Então, o que você achou dos custos da CM e de cada parlamentar pagos pela população atalaiense, em 2015?

Com a divulgação de textos bem semelhantes a este sobre outros municípios, algumas pessoas indagam sobre qual o salário (subsídio) d@ vereador(a)?  Praticamente nenhum(a) deles(as) informa. Aliás, os salários de cada parlamentar, bem como os salários d@ prefeit@, vice-prefeit@ e secretári@s, para a próxima legislatura, têm que ser votados e fixados até 01-09-2016, 30 dias antes da eleição.

Mas... Você está dispost@ a participar desse necessário e importante debate? Em São Sebastião esse debate já começou a ser feito, via rádio comunitária, algumas associações, Ongue e Jornal Popular.

Também no debate do valor dos salários de parlamentares precisamos de muito cuidado. Uma das possíveis fraudes é deixar ou tornar o subsídio reduzido, para “dar cano” no imposto de renda retido na fonte e na contribuição previdenciária. Nas prestações de contas de CM, alguns TCEs têm detectado o não-aumento ou mesmo a redução do valor dos salários, mas também um forte aumento em outros valores, que beneficiam diretamente cada parlamentar, como diárias, combustíveis, aluguéis de carro, telefones, “assessores” etc., como forma de aumentarem-se indiretamente os próprios salários.

 O custo do parlamentar é um debate que ganha corpo em todo o país, pois é superior ao custo de uma médica, motorista, professora, assistenta social, gari, odontóloga, vigia etc..Quando você tiver acesso à PCM ou só até mesmo ao BM, não se esqueça de fazer a comparação. Para impossibilitar análises e comparações, o esconder das informações da população, inclusive por parlamentares de oposição, seja uma das táticas da maioria das CM.

No entanto, você também tem o direito-dever de concretizar a sua cidadania, agindo e exigindo a divulgação das informações, debatendo-as com a população.  No entanto, muita gente, Brasil afora, já se envolve e participa das atividades de controle social, fiscalizando prefeituras, câmaras e outros órgãos. Participar – de verdade - de conselhos municipais e de conferências é de fundamental importância para quem sonha com dias melhores, para si próprio e para seus semelhantes.

 E você, como está participando do controle das gestões públicas em seu município? Qual a atuação de cada Conselheiro Municipal de Controle social no seu município? Você sabe que eles existem?

>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas (Foccopa-AL)
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue - www.fcopal.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim - Conselheiro Municipal de Controle Social em São Sebastião
Data: 01-05-2016 – Atualizado na noite de 10-07-2016
Fontes: STN, Revista Brasil Atual e TCU
Publicação:

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

ISS2016-MÁFIA TEM BEM BLOQUEADOS


Máfia do ISS: Justiça congela R$ 10 milhões de construtoras

Estadão Conteúdo30/07/201608h15



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  • Divulgação/MP

 

Maços de dinheiro apreendidos no apartamento de um dos chefes da máfia do ISS

A Justiça determinou anteontem o congelamento de bens de quatro construtoras de São Paulo e de um ex-fiscal da Prefeitura acusados de operar esquema para facilitar a sonegação do Imposto sobre Serviços (ISS). O juiz Adriano Marcos Laroca, da 12.ª Vara da Fazenda Pública, determinou o sequestro de cerca de R$ 10 milhões em bens das construtoras, suspeitas de conexão com a Máfia do ISS, grupo de fiscais que facilitava a sonegação.

O fiscal citado na ação é Nadim Youssef El Joukhadar, ex-funcionário da Secretaria Municipal de Finanças. A pedido da Prefeitura e do Ministério Público Estadual, Joukhadar teve cerca de R$ 7,5 milhões bloqueados pela Justiça. Ele foi apontado em depoimentos de testemunhas protegidas ao MPE por cobrança de valores à incorporadora MAC entre os anos de 2008 e 2010.

O fiscal é citado como "menos agressivo" que os demais integrantes da Máfia do ISS na cobrança de propinas, porém é apontado como o agente que evitava que processos das construtoras fossem para o "fim da fila". Segundo o Ministério Público, ele agia junto com seu antigo chefe, o ex-subsecretário da Receita municipal Ronilson Bezerra Rodrigues, que nega participação em atos ilícitos.

Delator da máfia do ISS é preso em São Paulo cobrando propina

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Já a construtora MAC, por meio de duas empresas do grupo, Elias Victor Nigri e Paraba, é alvo de pedidos de condenação por improbidade administrativa, por ter efetuado pagamentos aos agentes.

A cobrança dos valores devidos por parte da Prefeitura já não podia ser feita, uma vez que a dívida tributária caducou. Assim, foi preciso entrar com ação judicial para a recuperação da quantia.

O caso

O sequestro de bens é resultado de ações para sonegação de impostos na construção de seis edifícios, que as empresas fizeram em parceria.

Segundo as investigações, o ex-fiscal emitiu documentos de quitação do ISS para os prédios (papel sem o qual não se pode emitir o Habite-se), "muito embora não tenha existido recolhimento do imposto", segundo escreveu o juiz Laroca na sentença que congelou os bens.

"Em resumo, o então agente público Nadim, para obter vantagem indevida para si e para outrem, teria causado, dolosamente, prejuízo ao patrimônio público no importe aproximado de R$ 2,5 milhões em benefício e enriquecimento ilícito das empresas rés", anotou o juiz.

Joukhadar trabalhou na Secretaria Municipal de Finanças por 42 anos. Quando a Máfia do ISS foi descoberta, e quatro auditores presos, o ex-fiscal pediu aposentadoria, e passou a receber R$ 22 mil mensais. O benefício foi cassado após informações, apresentadas à Justiça, de que ele agia como colaborador do grupo.

Nas investigações criminais, por outro lado, as empresas passaram a colaborar com o Ministério Público, que colheu depoimentos e provas a partir de informações das construtoras.

Reações 

A reportagem procurou o advogado Adriano Salles Vanni, defensor de Joukhadar, mas não obteve resposta.

Floriano de Azevedo Marques, defensor da construtora Elias Victor Nigri, lembrou o entendimento da promotoria criminal, que vê a empresa como vítima de achaque. "A empresa, na verdade, pagou até a mais do que o exigido. Nem dívida há", afirma. A construtora MAC não se pronunciou ontem.

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2016/07/30/mafia-do-iss-justica-congela-r-10-mi-de-construtoras.htm