quinta-feira, 28 de maio de 2026

Arapiraca – DESCASOS, UMA DAS EXPLICAÇÕES

BEM POSSÍVEL!

1 - Ontem, Dia Mundial dos Meios de Comunicação estivemos em tratamento na Clínica João Ramalho, referência em Fisioterapia e em Otorrinolaringologia, quando fui surpreendido por professora que se identificou por Aparecida, fazendo basicamente 2 importantes questionamentos:

1.1 - Por que a arrecadação de Arapiraca aumentou entre 2024 e 2025, mas diversos gastos diminuíram ou mesmo não existiram?

1.2 - Por que se falou sobre o custo dos vereadores de Colônia Leopoldina, tão distante, e não o dos de Arapiraca?

1.3 - De logo, informam-se os endereços virtuais das publicações dos 3 textos mencionados, para possíveis leituras e reflexões, e impressões.

1.4 - No entanto, ressalta-se que os fatos em questionamento não são porque integrantes deste Foccomal já terem frequentado por diversas vezes sessões legislativas e audiências públicas na Câmara arapiraquense, na região Agreste alagoana. 

1.5 - E nenhuma vez a Câmara leopoldinense, apesar de municípios com idades bastante diferentes. Porém, recentemente, por 2 vezes, 5 integrantes deste Fórum estiveram visitando aquele distante Município, localizado no Vale do Rio Jacuípe, na Zona da Mata alagoana, "cortado" pela BR-416.

1.5.1 - Arapiraca:

> 2024 - https://ptssal.blogspot.com/2025/03/balanco-de-arapiraca-2024.html

> 2025 - https://ptssal.blogspot.com/2026/04/arapiraca-arrecadacao-e-gastos-em-2025.html

1.5.2 - Colônia Leopoldina:

> 2025 - https://fcopal.blogspot.com/2026/05/colonia-leopoldina-arrecadacao-e-gastos.html

1.5.3 - Eis as arrecadações e alguns gastos ou a inexistência deles, em 2024 e em 2025. Por quê?

Exercícios

2024

2025

Arrecadação

1.391.638.259,87

1.545.785.095,33

Câmara

23.736.979,19

27.038.557,36

Assistência Social

18.086.758,45

15.239.930,46

Pessoas Idosas

00,00

00,00

Juventudes

1.516.991,52

1.501.085,21

Assistência Comunitária

10.000.073,80

1.070.578,65

Pessoas com Deficiência

00,00

00,00

Saúde

386.936.340,37

397.023.108,91

Agricultura

7.441.728,28

6.541.197,07

Cultura

12.955.408,34

10.632.949,54

Educação

112.195.299,79

151.633.945,81

 2 - Bem...

2.1 - Quanto e sobre os altíssimos custos anual de cada um dos 8 vereadores e de cada uma das 3 vereadoras de “Colônia” é algo bem equivalente em todos os 102 municípios alagoanos. Por conseguinte, não há completa distorções entre os montantes mencionados, quando se faz comparações entre eles.

2.2 - As distorções, sim, são muitas e altas. Mas quando se comparam cada gasto, por item específico de despesa. 

2.3 - Compreende-se que essa absurda situação continuará em todos os 102 municípios, até que cada população comece a participar da construção de cada orçamento municipal e do da respectiva câmara, posicionando-se crítica e seriamente por uma melhor divisão dos seus próprios dinheiros, chamados, para despolitizar a origem o os debates sobre eles, de “públicos”. Ou "de recursos municipais" e de "duodécimo da câmara".

3 - Quanto e sobre os altos custos de parlamentares de Arapiraca também são equivalentes e proporcionais aos demais 101 municípios. Os valores dos custos demonstram os tão falados “privilégios”. Os parlamentos brasileiros são considerados caríssimos, quando comparados com diversos países.

3.1 – Considerando-se o item “1.2”, os questionados custos já foram expostos em matérias anteriores. Mas observe o duodécimo daquela Câmara em 2025, dividido por 17 vereadores e 2 vereadoras:  R$27.038.557,36 : 19 = R$1.423.081,97, por ano, ou R$118.590,16, por cada mês.

3.1.1 - Para se observar a desigualdade construída na utilização dos dinheiros da população, comparem-se os montantes gastos com as juventudes arapiraquenses em 2025: R$1.501.085,21 : 5.000 [Este Foccomal não sabe quantas pessoas jovens (com até 18 anos de idade, por exemplo) há naquele Município. Mas, com certeza, muito mais que as hipotéticas 5 mil estimadas] = R$300,22, por ano e por cada jovem, ou R$25,02, por cada mês.

3.1.2 - Percebeu o tamanho da desigualdade ou alguma outra situação? O que se pode fazer para mudar essa sutil e silenciada construção das desigualdades, sob diversos aspectos?

3.2 – Quanto ao aumento da arrecadação em 2025. Ele decorre da boa administração do Governo Lula e de seus aliados. A “roda” virtuosa da economia brasileira, com a forte redução do desemprego e os aumentos reais, do salário mínimo e dos demais salários ou da renda da população, possibilitam o aumento dos consumos em geral, algo que gera o acréscimo da arrecadação, pois a ‘carga tributária’ brasileira é regressiva e indireta.

3.2.1 – ‘Regressiva’, isto é: os milhões de pessoas mais empobrecidas, como lido acima, percentualmente, pagam tributos mais altos que as pessoas mais ricas ou mesmo super-ricas. Mesmo com o fim do imposto de renda para quem ganha até R$5 mil, por mês. E a redução das alíquotas para quem ganha entre R$5.001 (cinco mil e um real) e R$7.350,00 reais, por mês.

3.2.2 - ‘Indireta’, porque os valores dos tributos vêm embutidos nos preços das mercadorias, fazendo com que a maior parte de pessoas consumidoras não perceba que os paga. Por exemplo, na conta de energia elétrica pagamos 4 tributos.

3.2.3 - 3 deles são embutidos (ou indiretos) e 1 é direto (claramente, observável na fatura). Entre os 3 embutidos, 2 são nacionais: PIS e Confins, e 1 é estadual: ICMS. Poucas pessoas sabem que pagam esses 3 tributos.

3.2.4 - 1 outro, o 4º, é municipal e direto: Cosip (Contribuição Sobre os Serviços Municipais de Iluminação Pública), constitucionalizada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em 2000 e, a partir daí, criada e cobrada por prefeitos e por vereadores em cada município. 

3.2.4.1 - Direto, porque o valor da Cosip é bem visível na conta de energia. No R$1 bilhão e quase R$546 milhões da arrecadação em 2025, R$37.508.200,14, foram arrecadação específica da Cosip arapiraquense.

3.2.5 - Aliás, há muito tempo, este Foccomal vem informando à população que a arrecadação de cada município aumenta a cada ano, apesar de poder haver alguma eventual oscilação mensal para menos.   

3.3 – Quanto a gastos zerados (R$00,00) ou à diminuição ou ao aumento deles em relação ao exercício anterior: 2024, são decisões político-administrativas do Prefeito e político-legislativas da maioria dos vereadores e das vereadoras. Ou, num certo limite, decorrentes de descasos mesmo para com a população. Infelizmente, são situações que acontecem em praticamente todos os municípios brasileiros.

3.3.1 – Essas decisões políticas do prefeito e de parlamentares, em geral, só serão barradas quando a população, em cada município, repetindo, resolver tomar conta da construção de cada orçamento ou das divisões dos seus próprios dinheiros, fazendo um orçamento participativo, já bem esquecido por muita gente, aliás.

3.3.2 – E, depois de aprovada a Loma (Lei Orçamentária Municipal Anual), tornar realidade o controle social sobre os gastos municipais. Mas como fazer isto, se uma boa parte da população confunde um efetivo controle social com o neoliberal fiscalismo sobre e da administração pública em geral? 

3.3.3 - Porém, a busca por mais políticas públicas ou melhorias das já existentes tem suscitado e explicitado mais cobranças e mais participação nas administrações públicas, mesmo via redes sociais.

3.3.4 - Enfim, este e inúmeros outros textos são exemplos concretos de mudanças de atitudes e de posturas e de ações de cidadania ativa no sentido de pôr fim às mais diversas omissões no dia a dia de cada um ou uma de nós.

>Produção: Fórum de Controle de Contas Municipais em Alagoas – Foccomal
Contatos – Imeio: fcopal2006@bol.com.br – Blogue: fcopal.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccomal
Fontes: LOMAS (LOAS) e Balanços Municipais

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