UMA É DISCRICIONÁRIA
A OUTRA É VINCULADA
1 – Nessas datas do Dia Nacional
da Imprensa e do Dia da 1ª
Transmissão de TV no Brasil vamos
falar em continuação a este texto, nesta parte 03, sendo
que as 2 partes anteriores deste envolvem 18 municípios e que podem ser lidas e
imprensas nos 2 endereços virtuais a seguir: parte 01 -
https://www.salomenoticias.com.br/noticias/brasil/926278/1, que informa municípios de 1 a 8, e parte 02 - https://www.salomenoticias.com.br/noticias/brasil/937147/1, que cita os municípios de 9 a 18. Evitam-se,
então, por menores e leituras repetidas em muitos aspectos, motivos por que remetemos
você, eleitora ou eleitor, aos referidos escritos.
1.1 – Relembra-se que
OMI (OMI-Gastos) é o Orçamento
Municipal Inicial e que nele estão inclusos os gastos discricionários ou ‘livres’,
que compõem o orçamento municipal original, e os gastos vinculados ou
‘obrigatórios’, com são os valores da PNAB, Ciclo 2, para cada administração.
1.1.1 – O BNAB-CA-S/E são
o crédito adicional, suplementar ou especial, conforme o município e o seu OMI. A soma dos 2 montantes irá resultar no OMFR geral, e no suborçamento da cultura, que fica aumentado, portanto.
1.1.2 - O OMI, em azul, indica montantes iniciais para esse 2026,
aprovados em cada orçamento.
1.1.3 - Em vermelho informam-se os montantes gastos pela administração
em 2025, via suborçamento da cultura.
1.1.4 - BNAB-CA-S/E,
em verde, expõe os dinheiros ‘carimbados’,
vindo da PNAB, em seu Ciclo 2.
1.1.5 - E o OMFR, em rosa, informa a soma dos 2 suborçamentos, que compõem OMFR, conforme tabela abaixo:
Município
|
OMI-GASTOS
|
BNAB-CA-S/E
|
OMFR
|
19–Lagoa da Canoa
|
4.188.860,00
|
161.329,89
|
4.245.627,19
|
Gastos, 2025
|
2.505.692,12
|
||
20–Estrela de Alagoas
|
2.887.349,00
|
141.042,70
|
3.028.391,70
|
Gastos, 2025
|
2.847.328,23
|
||
21–Japaratinga
|
5.382.000,00
|
80.820,21
|
5.462.820,21
|
Gastos, 2025
|
5.015.033,75
|
||
22–Branquinha
|
6.166.451,20
|
89.579,99 |
6.256.031,19 |
Gastos, 2025
|
132.173,24
|
96.486,27 |
|
23 –Pariconha
|
4.264.185,90
|
97.668,98 |
4.361.854,88 |
Gastos, 2025
|
3.723.977,68
|
96.708,93 |
|
24–Jequiá da Praia
|
?
|
88.671,16
|
88.671,16 |
Gastos, 2025
|
1.458.777,40
|
102.686,51
|
|
25–Cacimbinhas
|
5.390.000,00
|
97.093,20 |
5.487.093,20 |
Gastos, 2025
|
1.978.954,71
|
||
26–Jundiá
|
1.877.813,20
|
51.088,40 |
1.928.901,60 |
Gastos, 2025
|
198.008,16
|
51.152,01 |
|
27–São Braz
|
?
|
64.528,96 |
64.528,96 |
Gastos, 2025
|
1.746.335,32
|
70.000,00 |
|
28–Canapi
|
5.089.115,24
|
141.279,78 |
5.230.395,02 |
Gastos, 2025
|
2.487.972,21
|
2 – Estes montantes deveriam ser divulgados às classes artísticas municipais e à população em geral por administrações municipais e por parlamentares. Porém, ficam escondidos e muito silenciados. Por quê?
2.1 - Talvez, uma das respostas seja a grave omissão ou a horrível desinformação das classes artísticas. Ou ainda mesmo o silêncio e o silenciamento de lideranças dos diversos segmentos sociais, em cada município.
2.2 - Para piorar, um desalentado artista, em município do Alto Sertão alagoano, informou de modo bastante ríspido um: "não vou me rebaixar a prefeito", e arrematou: "sempre sobrevivi sem isso", quando questionado o porquê de não ter "corrido" atrás de seus direitos culturais, onde a administração diz que gastou quase R$4 milhões de reais em cultura. Sendo que tem administração que diz que gastou quase R$13 milhões em cultura. Mas dar para acreditar?
3 - Nesta tabela acima, os altos valores orçados(aprovados) e os altos montantes gastados merecem alguma explicação do redator deste texto, Paulo Bomfim, considerando-se interrogações ou comentários que chegam ao Foccomal.
3.1 - Como se pode perceber na tabela supra, se não houve alguma malandragem, há, no mínimo, uma confusão muito grande no planejar, no aprovar e no gastar os dinheiros para cultura, tanto no OMI como, depois, nos créditos adicionais de quaisquer tipos.
3.2 - São gastos de valores injustificáveis em determinados casos e situações e gastos bem abaixo do necessários em outras situações e casos, quando se faz uma rápida comparação entre os dinheiros aprovados e os gastos realizados, surge uma percepção assustadora.
3.2.1 - Ou os dinheiros para a cultura, sejam os do OMI ou os da PNAB ou os 2, estão sendo desviados, em muitas hipóteses; ou se está sem a promoção de efetiva política pública cultural, em quaisquer dos casos ou mesmo nos 2, a população está enormemente prejudicada.
3.2.2 - Para piorar, quanto aos bons dinheiros da PNAB, diversas pessoas reclamam ou informam que não tiveram acesso a eles, apesar de ser pública e muito bem conhecida as muitas precisões.
4 – As 3 partes deste texto, demonstram que, de modo geral, no OMI, são aprovados altos valores para a cultura. E mais, quando somados a eles os dinheiros da PNAB, em crédito adicional suplementar (CAS) ou em crédito adicional especial (CAE), o resultado é um OMFR com bem mais dinheiros.
4.1 - Então, cabe a cada um ou uma de nós uma enorme obrigação. Acompanhar os gastos dos dinheiros para a cultura em geral e mais especialmente os dos dinheiros da PNAB, que são para as classes artísticas em geral.
5 - Por fim, este Foccomal pede
a você fazedora ou fazedor de cultura que não se omita, como também toda a
população, pois os prejuízos com essas omissões são para todos e para todas
nós.
No caso de dúvidas e de mais informações este Foccomal disponibiliza o seu contato, cujo imeio: fcopal2006@bol.com.br
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