domingo, 5 de novembro de 2017

OlhoD’ÁguaDasFlores2017-QUANTO FORAM OS DINHEIROS PARA A SAÚDE, ATÉ SETEMBRO?

R$3.995.484,08!
     Eis o montante da soma de parte dos dinheiros que o Ministério da Saúde, do governo nacional, repassou para o município sertanejo do Médio Sertão alagoano, até o mês de setembro de 2017. A administração e a Câmara municipais, e o Conselho Municipal de Saúde, bem como os conselheiros de controle social deveriam estar divulgando os valores à população.
 
 
Em 2016, o montante foi de R$5.157.030,84. Este montante, somado aos montantes que vêm do repasse do Estado e da arrecadação própria municipal, além de receitas adicionais somaram muito dinheiro para os serviços de saúde, em uma arrecadação total de R$66.207.601,31.

As omissões da administração e da Câmara podem ser caracterizadas, no mínimo, como atos de improbidade administrativa.

Já as omissões do Conselho Municipal de Saúde e dos conselheiros de controle social fundamentam e justificam as descrenças manifestadas por muitas pessoas no chamado controle social popular.

Além 9-2017, além do montante retrorreferido, existem os dinheiros repassados pelo Estado de Alagoas e os dinheiros municipais, oriundos da arrecadação própria daquele Município. Os R$3.995.484,08, se divididos por 9 meses, resultam em uma média mensal de R$443.942,68, por mês. Daí o silêncio geral e o descaso para com a população.

Os dinheiros são individualizados por 5 ações de saúde: prevenção, tratamento de doenças, rede hospitalar ou ambulatorial de alta ou de média complexidade e promoção da saúde.

Saiba quanto cada uma das 5 ações de saúde municipal já recebeu até novembro:

Vigilância em Saúde
157.365,46
Média ou Alta Complexidade Ambulatorial ou Hospitalar
1.009.598,00
Assistência Farmacêutica
96.073,62
Investimento
99.977,00
Atenção Básica
2.632.470,00

Os dinheiros têm por fundamento melhorar as ações e os serviços de saúde no Município. Os dinheiros precisam ser bem fiscalizados pela Câmara Municipal, que, como todos dizem, praticamente como exceção só algum(a) parlamentar, não cumpre o seu papel.

Todavia, essa divulgação e essa publicização podem e devem ser cobradas também do Conselho Municipal de Saúde (CMS), quase sempre aliado e conivente com a gestão, e dos conselheiros municipais de controle social, que praticamente também não cumprem os nobres papeis, social e institucional.

No entanto, a população também deve fazer uma ação muito importante: fiscalizar e colocar a boca no trombone. Se não, o descaso administrativo e o sofrimento da própria população continuarão.

Eis uma luta de todos e de todas que sonham com dias melhores.

Muita gente pergunta o que é feito com essa dinheirama?

As respostas e as explicações estão com a Administração e a Câmara municipais, com o Conselho Municipal de Saúde e com ps conselheiros municipais de controle social.

Uma das dificuldades para se saber como os dinheiros foram utilizados é o acesso à prestação de contas ou mesmo só ao Balanço Municipal de cada ano, eis que vereadores(as) e Prefeita(o) não cumpriram ou continuam a não cumprirem as normas da transparência administrativa-legislativa.

Em Olho d’Água das Flores, o histórico de desonestidade das gestões e da Câmara é algo sabido há muitos anos. Para integrantes deste Foccopa-AL, da Comissão de Cidadania local e do PT, desde 1998.

Eis algumas das tristezas diárias daquela população, apesar das prisões e das condenações já havidas!
 
>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas – Foccopa-Al
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue - www.fcopal.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Fontes: Secretaria do Tesouro Nacional, Banco do Brasil S. A. e Controladoria Geral da União
Data: 8 de 10 (data do assassinato de Ernesto Guevara de la Serna, pelos Estados Unidos, em La Higuera, na Bolívia) de 2017 – O texto só seria divulgado em 11 de novembro, no Congresso da Articulação de Esquerda, uma das correntes internas do PT. Mas é publicado e publicizado hoje com o objetivo de contribuir para o forte debate, via redes sociais, sobre a situação dos serviços de saúde naquele Município.

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