sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

AL-485 OU ‘RODOVIA DONA ROSINHA’ TEM DESPAVIMENTAÇÃO CONTINUADA – parte 02

A TODO VAPOR

'Para Durar"? Em continuação à parte-01 dessa matéria, que pode ser lida e impressa em - https://fcopal.blogspot.com/2026/01/al-485-ou-rodovia-dona-rosinha-tem.html - porque é uma leitura muito importante. 
[...] livro: ‘Obras Públicas’” [de Cláudio Sarian Altounian], que chama a atenção para uma das mais comentadas e visíveis questões das obras públicas em geral: a má qualidade das mesmas, nos níveis municipais, estaduais, distrital e nacional da administração pública em geral.

Essas questões da má qualidade das obras públicas as populações do Município São Sebastião e do Município Feira Grande, ambos nessa região Agreste de Alagoas, e no Estado, conhecem muito bem e, em conversas privadas, as condenam explicitamente.

Mas, publicamente, também ficam silenciadas, sob o pretexto de não desagradar administrações e legislaturas “amigas”, em “participações” administrativas e em conivências com irregularidades bastante sabidas.

Estranhamente, a grande maioria de "possíveis corruptos" é reeleita e até mesmo eleita sem praticamente dificuldade alguma.

Exemplo claro dessa situação é a Rodovia AL-110, que liga Penedo à Rodovia BR-316, no chamado Trevo do Cuscuz [vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ljvWYrwG9wU], no povoado Vila Aparecida, no Município Taquarana.

Inacreditável!

Mas a obra da duplicação na referida Rodovia AL-110, em um trecho de cerca de 25 quilômetros, entre a Rodovia AL-220, em Arapiraca, e a Rodovia BR-101, em São Sebastião, bem antes de terminar, tem bons trechos já, acredite, em conserto ou “recapeamento”, sem que haja quaisquer explicações das gestões estaduais e do respectivo legislativo, bem como da CGEAL (Controladoria Geral de Alagoas) e TCEAL (Tribunal de Contas de Alagoas) [vídeo: ?]. 

Como detalhe irônico, no Dia da Enferma e do Enfermo, quando transitávamos pela Rodovia AL-115, vindo de Girau do Ponciano para São Sebastião, ouvíamos em uma rádio de Arapiraca, o senhor Governador deste Estado dizer que a duplicação seria terminada em “maio”, sem taticamente mencionar o ano. 

Detalhe percebido pelo militante e conselheiro da saúde, Daniel Nunes de Oliveira.

Mas... Como dizia Pasteur: “A diferença entre o possível e o impossível está na vontade humana”. No particular, na vontade das classes dirigentes e das entidades fiscalizantes das obras estaduais.

Na Rodovia BR-101, em diversos pontos, a duplicação também ainda não terminou, mas já precisa de consertos. Aliás, por grave que seja, de consertos dos consertos. São Miguel dos Campos, Joaquim Gomes e Pilar que o digam.

Mas saindo dos mundos Estadual e Nacional, e retornando aos territórios municipais, em São Sebastião, a situação é até pior, diga-se. 

Em 65 anos de emancipação, diversas "pontes" caíram dentro do Riacho Perucaba. Considerando as diversas reclamações da população de vários povoados daquela região, a administração do então prefeito Zé Pacheco construiu uma nova ponte, que aqui vamos chamá-la da 2ª e cara e estranha ponte, ligando diversos povoados, especialmente os limítrofes da Malhada da Onça e do Belisca Pau, sob o Riacho Perucaba. 

No entanto, a 2ª ponte caiu em menos de 2 anos de construída e da festa da sua inauguração, sem que as pessoas saibam quanto realmente a sua obra e sua festas custaram à população.

Que se saiba, os responsáveis políticos, técnicos, administrativos, legislativos etc., já mais deram quaisquer explicações à população u publicizaram a "queda da ponte".

Em 2 das muitas fotografias, eis a 2ª ponte, em escombros aquáticos no pequeno Riacho Perucaba.

Outra está sendo construída no mesmo local. Segundo um dos engenheiros com quem conversamos, a nova ponte agora vai ser feita prá 'durar'.  

A placa posta em 2 locais, ainda no ano passado, diz que a obra dessa nova e 3ª ponte sairá em fevereiro, próximo. Mas, há cerca de 4 meses, por lá estivemos em Vistoria Popular e verificamos que dificilmente a obra será entregue no prazo colocado na placa, mesmo em uma visão de pessoas leigas em construções de pontes municipais. 

Na última 4ª-feira, 14-01, lá retornamos e, em conversas com pessoas residentes às margens daquela estrada vicinal, soubemos que atualmente há muitos trabalhadores, mas também muito serviço a fazer, especialmente os "pés da ponte". 

O forte e considerado receio é que os serviços sejam feitos "a todo o vapor" e tenham que ser refeitos em muito breve, como na AL-110, sob risco de a nova ponte também desmaiar Perucaba a dentro.

Em textos anteriores, os fatos já foram publicizados nas redes sociais e em blogues:  ONGUE DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO: O MAL FEITO JÁ DERRUBOU UMA PONTE E A PLACA DA - PARTIDO DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS SÃO-SEBASTIÃOENSES: PONTES REPERCUTEM NOS SILÊNCIOS e ONGUE DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO: PLACA MAL FEITA ESCONDE O QUÊ?

Em conversa com 2 cidadãos, um na comunidade "Banda de Lá', encravada no povoado Malhada da Onça, e outro no povoado Belisca Pau, soubemos que a quantidade de operários que lá estavam trabalhando nunca houve antes, mas mesmo assim entendem que a ponte não sairá no prazo. 

'Espero que o Inverno não chegue, senão ficamos ilhados", disse-nos um deles. O nobre trabalhador rural concluiu a sua compreensível angústia, sob a perspectiva de um assunto comum à sociedade brasileira, atualmente: "deve ser coisa de orçamento secreto, de emenda parlamentar".

Algo aparentemente tolice, mas bastante interessante é que na placa anterior da caída 2ª ponte, informava-se que ela era a ponte do "Povoado Belisca Pau" e a placa da nova ou 3ª ponte diz que ela é no "Povoado Malhada da Onça", apesar de ser no mesmo local. 

Por que a mudança do nome do povoado da localização da mesma? 

Uma Professora que não quer o seu nome divulgado, mas que por lá passa constantemente, conjectura e levanta a suspeita que é para ninguém ficar sabendo que a recente e festejada ponte anterior já caiu. 

Pode ser isto, realmente, até porque outros motivos jamais foram publicizados à população.

Retornando à desasfaltada Rodovia Dona Rosinha, objeto desses relatos e esclarecimentos, na mencionada 4ª-feira percorremos os 14 quilômetros da mesma e percebemos a gravidade das desinformações divulgadas nas redes sociais e na imprensa, e das silenciadas e omitidas ruins situações da obra. 

Por quê? 

Bem... Que se saiba, os motivos não foram divulgados. 

Mas nas conversas se levantaram algumas hipóteses. 2 delas, apesar de algo ruim para as populações da região, podem fazer e trazer reais percepções de simulações. 

Ações dissimuladoras são bem factíveis. A considerável mobilização e as divulgações de término da obra em claros e impossíveis 3, 4 ou 5 meses seriam para dar respostas a diversos órgãos de controle e às populações prejudicadas, em razão de manifestações em redes sociais e na imprensa em geral, buscando evitarem-se fiscalizações ou possíveis auditórias de órgãos de controle e da por que não Codevasf? 

Aliás, frise-se, nas 7 vistorias populares, com a de 14-01, passado, apenas em uma única fez foi vista a presença de profissionais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

A outra seria a proximidade das eleições nacionais e as críticas que o desasfaltamento e os maus gastos dos dinheiros públicos no montante de R$50 (cinquenta milhões de reais) podem provocar em candidaturas federais ou estaduais (e até mesmo municipais).  

Em um conjunto de fotografias e de vídeos, bem como de conversas com moradores e moradoras residentes nas beiradas da Rodovia Dona Rosinha o impacto negativo é imenso, em virtude das antigas promessas de pavimentação, inclusive as atuais que estão sendo bastante registradas e divulgadas.

Por isso, pela 1ª vez, o abandono da Rodovia AL-485 e o uso enganativo dela, tornou-se objeto massivo de debates populares e de cobranças públicas nos municípios São Sebastião e Feira Grande, e outros, bem como da continuação de relatos e de fotos e de vídeos, no sentido de buscar explicações sobre os destinos dos mais de R$50 milhões que foram destinados às obras ainda inacabadas totalmente e que se não forem feitas de quaisquer jeitos para logo ser refeitas, não sairão tão breve.

Aliás, um assustado, mas consciente operário, sob condição de anonimato, disse-nos que: "prá ser entregue até maio é impossível, só se acontecer de qualquer jeito, para em um ano, ou menos de dois, ser totalmente refeita".

Através dessa longa e partida matéria, as populações agradecem a coragem daquele trabalhador, em pleno Dia de nós, Adultas e Adultos. Demais manifestações continuarão na parte 03 da matéria, que 

ainda pode ser atualizada, com o interesse e a colaboração de alguém, com estes: 

[14/01, 07:31] SE TIVER CORAGEM, DENUNCIE AO POVO

Pois há algo de muito errado sendo feito com pontes e passagens molhadas no Riacho Perucaba. 

Essas obras são  feitas e refeitas e até rerefeitas etc..

Só para citar em São Sebastião: Brejinho II, Belisca Pau-Malhada da Onça, Malhada da Onça-Belisca Pau, Malhada da Onça-Braúnas, Poço Dantas-Sítio Novo [AL-485] e Bicas-Pedras etc.. 

Segundo cada Vistoria Popular, essas obras não aguentam uma simples fiscalização de órgãos de controle ou do DER e do DNIT.

Só as nossas omissões ou conivências deixam essas obras de más qualidades acontecerem impunemente.

 LUTE TAMBÉM!

Pois a Dona Rosinha, que tanta água e café, e até leite, serviu à população, não deixará a mesma ser enganada por políticos municipais, estaduais e nacionais, a depender do agir dos órgãos de controle e de fiscalização. 

A você, ela pede que não deixe de agir, ajudando a pavimentação do trecho da Rodovia AL-485, São Sebastião-Feira Grande-São Sebastião a sair do papel e a deixar de servir para enganar pessoas desatentas."

Nenhum comentário:

Postar um comentário