domingo, 29 de dezembro de 2013

TransparênciaNacional2013-Governo melhora condições para o cidadão fiscalizar os programas sociais

O governo federal disponibilizará, em janeiro, um portal que vai permitir à população monitorar os programas sociais – é o mesmo instrumento usado pela presidenta Dilma Rousseff e pela Casa Civil para fiscalizar as ações. Segundo a chefe da Casa Civil, ministra Gleisi Hoffmann, dos cerca de 40 programas monitorados atualmente, com mapas referenciados, três estarão no portal a partir do próximo mês: Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida e Desastres Naturais.
“Queremos esses programas disponíveis agora em janeiro porque é importante a população nos ajudar a fiscalizar e acompanhar os programas”, disse Gleisi hoje (27), durante café da manhã oferecido aos jornalistas no Palácio do Planalto. A ministra ressaltou que muitos dados estão no Portal da Transparência e no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), mas nem sempre de uma forma gerencial, que permita à população ajudar na fiscalização.
O sistema disponibilizado traz um mapa do país com pontos marcados em cada município onde os programas são executados e dá uma visão geral na qual o cidadão poderá selecionar um local para mais detalhamento. Segundo Gleisi, no Programa Mais Médicos, será possível obter o número de profissionais com nome e dados de cada um, bem como do tutor responsável, além de um mapa com a localização da unidade de saúde onde eles atendem. As informações são atualizadas a cada envio de profissionais.
No Minha Casa, Minha Vida, serão disponibilizados dados de todos os empreendimentos registrados, os nomes das construtoras, a data de início e término das obras e o número de unidades. O cidadão também poderá acessar fotos das obras.
De acordo com a ministra, o sistema com dados sobre desastres naturais ainda precisa ser mais bem estruturado porque muitos dados de estados e municípios que chegam desencontrados ao sistema. Quando [o sistema] estiver pronto, será uma ferramenta importante, sobretudo para a população das áreas atingidas. Gleisi disse que será possível saber quais obras estão sendo liberadas por município, quais já têm recursos e quais municípios foram mapeados para prevenção de riscos de deslizamento e enchentes.
Atualmente, 538 municípios do país estão mapeados e com pluviômetros instalados. A meta, até o fim de 2014, é que o número ultrapasse 800. Nas duas últimas semanas, as consequências das fortes chuvas nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo resultaram em mais de 40 mortes e desalojamento de milhares de pessoas.
Matéria da Agência Brasil

SantanaDoMundaú2013-ex-prefeito Eloi Siva perde recurso no Tribunal de Justiça e devolverá o dinheiro municipal

Além do ressarcimento integral Elói Silva também terá suspenso os direitos políticos por oito anos.
A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) negou a nulidade de ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito do município de Santana do Mundaú, Elói da Silva (PSC), mantendo assim a decisão já proferida em primeiro grau que condena o gestor, seus secretários e a empresa prestadora de serviço, ao ressarcimento integral ao erário, perda de função pública, multa civil e suspensão dos direitos políticos.
O ex-prefeito foi condenado ao ressarcimento integral do dano no valor de R$ 145.875,31, suspensão dos direitos políticos por oito anos, além da multa no valor de R$ 291.750,62; Já o secretário de Gestão Pública, José Elson da Silva, terá que devolver aos cofres públicos R$ 145.875,31, perderá a função pública, terá os direitos políticos suspensos por cinco anos, além de multa civil no valor de R$ 145.875,31;
Os secretários municipais de Finanças, José Marques Ferreira e José Valmir Cavalcante de Lima tiveram seus direitos políticos cassados por cinco anos, e pegarão multa no valor de R$ 145.875,31, valor este que também terá que ser ressarcido aos cofres públicos por ambos os secretários.
Quanto à empresa Crédito Certo Sociedade Contábil Ltda a multa civil foi estabelecida no valor de R$ 145.875,31, que também será a quantia que ela deverá devolver aos cofres públicos. Além disso, ela está proibida de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, por cinco anos.
Ação civil pública deixa Elói da Silva inelegível por cinco anos
A ação contra o ex-prefeito de Santana do Mundaú, Elói da Silva, conhecido popularmente como Lóia, foi movida pelo Ministério Público Estadual (MP/AL) pelo cometimento de atos de improbidade administrativa. De acordo com o MP/AL, a contratação da empresa Crédito Certo Sociedade Contábil aconteceu de forma irregular desrespeitando a Lei de Licitação.
Além disso, as despesas ilegais não foram comprovadas entre março e setembro de 2010, pois não existiam balancetes da prefeitura neste período. Logo, a conclusão apresentada pelo Ministério Público é a de que o município de Santana de Mundaú estava pagando por um serviço que não foi prestado regularmente.
O órgão ministerial entendeu que não houve cometimento de crime pelo ex-prefeito, por isso, ajuizou a ação civil pública por ato de improbidade administrativa, onde buscava tão somente a reparação civil pelos danos causados ao erário, a suspensão dos direitos políticos e demais sanções previstas na Lei.
Eloi da Silva juntamente com seus secretários e a empresa prestadora de serviço foram condenados em primeiro grau e recorreram da decisão pedindo a nulidade da sentença sob o entendimento de que não houve análise individualizada da conduta dos réus, teoria esta rebatida pelo TJ/AL.
No entendimento do desembargador relator, Klever Loureiro, afirmou que foi realizada a análise individualizada da conduta de todos os réus, “o que demonstra que não merece guarida o argumento de nulidade da sentença”, negando provimento.
Matéria do Jornal Tribuna Independente

Arapiraca2013-Parte1-A INTRANSPARÊNCIA OCULTA DE VOCÊ INFORMAÇÕES SOBRE A MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA E A FORMA DE UTILIZAÇÃO DOS DINHEIROS MUNICIPAIS, GERANDO IRREGULARIDADES, CRIMES, IMPROBIDADES E POSSÍVEIS PENALIDADES.

         Na tabela1, abaixo, você fica ciente da movimentação financeira de Arapiraca-AL, em 2012. Compare com a do exercício de 2011, apesar da Prefeitura e da Câmara Municipal esconderem as informações, havendo fortes indícios do cometimento de irregularidades e crimes contra a administração pública, além de improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

De imediato, observe que a soma do conjunto dos dinheiros aumentou e muito, ao contrário do que dizia o então prefeito Luciano Barbosa. Não se sabe ainda se a prefeita Célia Rocha se pronunciará de forma diferente ou incorrerá nas falácias, já conhecidas como “as lucianistas”.
Exercícios Financeiros
2011
2012
Repasses
da União, Estado e Município
 
União
161.8803.270,43
176.959.949,97
 
Estado
41.881.851,35
45.986.417,95
Fundeb-partes: Estado- Município
50.206.352,72
52.607.612,78
Fundeb: Complemento da União
15.811.873,90
17.603.037,71
Renda própria anual
Não-informado
59.745.411,16
Arrecadação orçamentária
319.223.472,66
368.988.525,13
Arrecadação extraorçamentária
195.880.987,66
477.068.200,27
Saldo do exercício anterior
Não-informado
65.397.373,93
Movimentação financeira anual
515.104.460,32
816.056.725,40
Saldo para o exercício seguinte
65.397.373,93
61.203.113,00
Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas de Alagoas (Foccopa).
Contatos: Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue: www.fcopal.blogspot.com.br.
Fontes: STN e Sefaz
Redação: Paulo Bomfim e Mateus Bomfim;
Data: 30-05-2013.
Publicado: www.fcopal.blogspot.com.br/2013/12/arapiraca2013-parte1-intransparencia.html
         Em 31 de dezembro chegou-se ao fim do 4º ano da gestão da 2ª gestão do ex-prefeito e candidato Luciano Barbosa. Desde 1º de maio, a prestação de contas do ano passado deveria estar na Secretaria Municipal de Finanças e na Câmara Municipal, à disposição de toda a população daquele Município, bem como de qualquer pessoa interessada.

Infelizmente não está e nem nunca esteve.

Sobre a Lei Orçamentária Anual e mais ainda sobre a prestação de contas existe um silêncio ensurdecedor. Mas, não é só por parte da Prefeitura e da Câmara Municipal. Também por parte de entidades que existem no Município e que deveriam problematizar, publicizar, tematizar e debater publicamente essa questão importantíssima para a melhoria da qualidade de vida da população.

Até mesmo as pessoas filiadas a essas entidades sofrem - e muito - em razão dos descompromissos, desobrigações, descasos etc. Enfim, partidos políticos - até mesmo os que têm mandato ou estão na gestão – associações comunitárias, ongues, oscips, igrejas, sindicatos, rádios etc., não se manifestam.

Segundo estudos da Abracci (Articulação Brasileira de Combate à Corrupção e à Impunidade), o silêncio não é por acaso, mas decorre de uma série de fatores, como a pura cooptação de lideranças de segmentos sociais, perseguições e a implementação do medo, que impregna o discurso oficial e o autoritarismo da sociedade em geral.

Portanto, não só o comportamento dos dois poderes municipais precisa mudar, mas também a postura da sociedade em geral e especialmente da chamada sociedade civil organizada tem que se transformar bastante e buscar melhores práticas de gestão municipal.

A má qualidade em que vive, convive e sobrevive a população de cada município e o povo alagoano em geral é retratada nos péssimos índices socioeconômicos divulgados pela imprensa no dia a dia e que os comentários de muita gente - até com “ar” de grande surpresa - escondem quem são as pessoas - bem escolarizadas e semialfabetizadas, mas cercados por bem escolarizados – que produzem a miséria e o empobrecimento da população.

Não é raro este Foccopa e nem a ninguém com algum sério comprometimento encontrar pessoas que são as fontes, as causas, as oficinas etc. dessa produção de péssimos índices sociais, até fazendo discursos e escrevendo comentários contrários aos mesmos ou praticando um completo emudecimento – ocultando – os nomes das pessoas fabricantes dessas más qualidades de vida, municipal e estadual.

A prática reiterada e contínua da intransparência, apesar dos princípios sobre administração pública e vasta legislação em contrário, não pára. Concretamente, a sociedade ainda não ver uma forte atuação do Tribunal de Contas e de grande parte do Ministério Público estaduais, no sentido de combater a lastimável prática. Em verdade, já têm-se muitas ações por iniciativa individuail, mas que geram, por isso, grande sacrifício para quem sai a campo – e até para a própria família - dizer que o roubo dos dinheiros municipais - ou público em geral - deve ser penalizado, tomando realmente atitude nesse sentido e contra “doutores e bem escolarizados”.

A intransparência – e pior que essa própria ilegalidade – a ocultação das informações, bem como as próprias mentiras divulgadas à imprensa - e por parte dessa também reproduzidas como se verdades fossem – permitem que gestores municipais e a Ama (Associação dos Municípios Alagoanos) digam que os recursos municipais – ou melhor o “FPM” – diminuíram. Tentam justificar más e incompetentes gestões. No entanto, quando se comparam as movimentações financeiras anuais ver-se que os valores finais totais sempre aumentam. As notícias lidas ou as falas ouvidas por alguém desinformado, parecer-lhe-á que só existe o dinheiro do FPM (Fundo de Participação do Município), pois a própria renda-própria é omitida nos discursos e mais ainda os totais de todas as transferências da União e do Estado.

Finalmente, prezad@ leitor(a) destas linhas, não se iluda e também não se omita. Os horríveis índices produzidos em Alagoas têm responsáveis sim.

Eles – os índices - não são e vêm por obra do acaso – ou da mãe natureza, como dão a entender. Decorrem, isto sim, das inúmeras e repetidas más – considerando a amplitude dessa palavra – gestões municipais de pessoas muito próximas de cada um nós ou que contam com o nosso silêncio, omissão, convivência, atitude e cooptação, e por que não participação?!. Ou “até de nós mesmos!”, como ouvi de uma semialfabelizada senhora são-sebastiãoense.

Daí, a atitude de cada um de nós também precisar mudar. Mudar para transformar essa sofrida realidade. Deve-se, pois, “tematizar”, “problematizar”, “dramatizar”, “debater” e realmente “responsabilizar” as pessoas produtoras dessa triste situação municipal e estadual, gerando esperança nesse desesperançar.

Portanto, precisamos deixar esse misto de vergonha e de medo para trás e dizer não à continuação do sofrimento e do desrespeito que tanto prejudicam a população alagoana.

Vamos agir?

Este Foccopa tem tentado fazer a sua parte!

Ressalva-se que quando se tiver acesso à Lei Orçamentária Anual (“LOA” ou “orçamento”) e especialmente ao respectivo BM (Balanço Municipal) os valores poderão sofrer pequenas alterações.

Obrigado por ter lido!

Até à ExpoContas Públicas!

Se ela vier a acontecer!

>PB/PH

sábado, 28 de dezembro de 2013

Arapiraca2012-Parte3-QUANTO CUSTARAM OS VEREADORES EM 2012?

Continuando o debate sobre o BM (Balanço Municipal), nesta parte7 falemos sobre o CV (Custo dos Vereadores e das vereadoras)”, em 2012. O CV é apurado dividindo-se o duodécimo – cada um dos doze avos (1/12) mensal - repassado pelo Município (Prefeitura-Pref.) à CM (Câmara Municipal) e o montante gasto pela mesma. 
Quando comenta-se sobre as questões político-administrativa-legislativas do município, uma das questões mais colocadas é o custo da CM para a sociedade. Na grande maioria dos municípios alagoanos, a Pref. e a CM não cumprem a LOM (Lei Orgânica Municipal) e outras normas que determinam a esses órgãos municipais colocar a prestação de contas à disposição da população o ano todo, possibilitando acesso e análise da mesma. As contas devem ficar na CM e na SMF (Secretaria Municipal de Finanças) o ano todo, à disposição de qualquer interessado em uma cópia.
Qualquer parlamentar também pode fornecer uma cópia do mesmo a qualquer pessoa e obrigatoriamente ao partido político a que está filiado. 
No BM estão os valores gastos pela CM e pela Pref. As informações do BM permitem à população saber com o quê foi gasto, com quem, quanto e como. São informações públicas, mas que são escondidas, exatamente para não espantar a quem paga a conta. Em razão do não cumprimento da legislação, parlamentares e prefeit@ praticam crime de responsabilidade, improbidade administrativa, infração político-administrativa e infração ético-parlamentar. No entanto, nada disso é apurado.
Também cabe a cada partido político, ONG, oscip, associação comunitária, igreja, grêmio, ING, rádio, blogue, saite etc. fazer a ampla divulgação das questões orçamentárias e lutar para que os respectivos filiados e filiadas, ouvintes, fieis, leitores etc., bem como a população em geral, tenham conhecimento das informações.
Como a Pref. e a CM não dão acesso ao BM, utilizam-se as informações da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) e da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas), que podem sofrer pequenas alterações quando o BM vier a ser finalmente divulgado e publicizado.  
Em Arapiraca, em 2012, o gasto da CM foi de R$6.237.251,60. Então? Para perceber-se o alto custo da CM, basta compará-lo com os gastos de outros setores municipais: Secretaria de Agricultura: R$2.198.610,05; segurança pública municipal: R$00,00; assistência à criança e à adolescência: R$2.332.083,98; Assistência à Pessoa Idosa: R$11.250,00; Assistência à Pessoa com Deficiência: R$00,00; Desporto: R$2.569.480,46. Mesmo quanto a estes valores absurdamente inferiores, existem fortes dúvidas se os mesmos foram corretamente realizados. Ninguém duvida que as propagandas da gestão são muitas, mas existem fundados indícios de irregularidades nas mesmas, pois os gastos com comunicação foram: R$00,00; Gestão ambiental: R$3.702.701,63.
Se a CM gastou tão mais que muitas políticas públicas essenciais aos desenvolvimentos, social e humano, qual foi, então, o custo de cada vereador e vereadora?
É uma simples equação matemática. Divide-se o valor repassado pelo Município pelo número de vereadores. Encontra-se o custo anual de cada parlamentar: R$6.237.251,60 : 13 = R$479.788,58. O custo anual dividido pelo número de meses do ano gera o custo mensal de cada parlamentar: R$479.788,58 : 12 = R$39.982,38.
O custo do parlamentar é um debate que ganha corpo em todo o país, pois na maioria dos município é superior ao custo de uma médica, motorista, professora, assistenta social, gari, odontóloga, vigia etc. Mais uma vez, para tirar as dúvidas, quando você tiver acesso ao BM, não se esqueça de fazer a comparação.
Eis a explicação de porquê esconderem-se a prestação de contas e as informações da população e a não citação de valores, inclusive por parlamentares de oposição da maioria dos partidos políticos.

>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas (Foccopa).
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue - www.fcopal.blogspot.com.
Redação: Paulo Bomfim e Paulo Henrique
Fontes: STN e Sefaz
Data: 30-05-2013

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ARAPIRACA2013 - A PREFEITA DEVERIA DIZER À POPULAÇÃO O QUÊ?

Tabela-VI–Movimentação-orçamentário-financeira de Arapiraca-AL, alguns silenciados e escondidos valores.
Compare os valores por cada exercício
2011
2012
Fundeb
Partes: Estado e Município
50.206.352,72
52.607.612,78
Complemento da União
15.811.873,90
17.603.037,71
Arrecadação orçamentária
319.223.472,66
368.988.525,13
Arrecadação extraorçamentária
195.880.987,66
477.068.200,27
Movimentação financeira total
515.104.460,32
846.056.725,40
Fontes: Secretaria do Tesouro Nacional e Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas.
Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas de Alagoas (Foccopa).
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue: www.fcopal.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim e Mateus Bomfim - Data: 30-05-2013.”

Ontem, quando na Agência Salomé, da Caixa Econômica Federal, bem atendido estava sendo, recebi um telefonema de jovem estudante da Escola Quintela Cavalcante, que se identificou como Nilton Cesar. Guardadas as dificuldades de memorização integral do conversado, ele disse-me que tinha ouvido uma fala da “senhora Prefeita na rádio, na qual ela dizia que o FUNDEB havia diminuído e reclamava muito da Presidenta”. Ele achou a diminuição do FUNDEB um absurdo! Em conversa com um tio soube que este redator e Manoel Joaquim, por intermédio da Abraço-AL, tinham realizado a ExpoContas Públicas na Uneal, quando foram mostrados os dinheiros dos municípios da região Agreste. Portanto, “eles devem saber a verdade sobre o FUNDEB”, teria concluído o seu tio.

Disse-lhe: “estou revoltado com a falácia; a fala deve ser mais uma possível mentira de prefeitos e prefeitas; como já mentiram, no passado, Luciano Barbosa e, recentemente, Bruno Pedro, em Craíbas”.

Indignado e refletindo um pouco, ainda na CEF, imediatamente telefonei para Kleverton Tenório, jovem liderança do Partido dos Trabalhadores, em Arapiraca. Todavia, não consegui contanto. Junto com a família, viajei a Penedo, visitando tia e primos e primas, além de desfrutar de uma bela tardezinha às margens do Rio São Francisco, no Oratório.

Ótimo restaurante.

Aconselha-se uma ida lá!

No meio dessa manhã, em contato com outro filiado do PT, em Arapiraca, Manoel Neto, de imediato percebi a indignação do mesmo com a entrevista da prefeita Célia Rocha sobre a redução do FUNDEB. Disse-lhe que não sabia exatamente se teria havido redução, mas que isso não teria muita importância, se considerarmos que, com certeza, o montante do conjunto de recursos sempre aumentam e muito. Como demonstram os “valores divulgados” pelos portais dos governos, Nacional e Estadual. Tanto aumentam, que para a população não saber os valores e a mentira ficar fácil, não colocam à disposição da população a prestação de contas. Afirmei-lhe que essa estória, seus divulgados desmentidos e a luta para acessar à prestação de contas são velhos conhecidos de parte da população arapiraquense, que tem memória, sem menosprezo algum a quem esqueceu ou a quem ainda não sabe dos fatos.

Encerrado o papo telefônico, fui verificar documento divulgado pelo Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas, articulação popular de pessoas e entidades que lutam por transparências administrativas e legislativas, em especial a orçamentária ou “a que divide o ‘bolo municipal’ e demonstra quem são os seus reais ‘beneficiári@s’ e ‘prejudicad@s’ com essa bem escondida e escandalosa divisão dos dinheiros municipais, estaduais, distritais e nacionais”.

Para que alguém tenha podido reiniciar o Nascer de Jesus com a forte busca pela verdade e ter um Novo Ano, cujo boníssimo esperançar seja a ausência de mentiras da classe política, releia, acima, a “Tabela-VI–Movimentação-orçamentário-financeira de Arapiraca-AL, alguns silenciados e escondidos valores”

Bem...

Se o Fundeb e a soma do conjunto dos dinheiros de Arapiraca diminuíram ou aumentaram, será uma verdade que você poderá constatar quando acesso tiver à prestação de contas daquele município, algo que disponibilidade e ampla divulgação são deveres administrativos e legislativos, e não supostos favores de administrações dos poderes municipais.

Atualização – Enviados diversos imeios do texto inicial, em retornou houve uma pergunta objetiva, vindo de Igaci: “quanto foi o Fundeb em 2013?”. Pesquisamos e descobrimos que, até ontem – podendo ser acrescido até o fim do mês - o valor total foi de R$76.976.234,81. Até agora um aumento de quase 10%, em relação ao exercício de 2012.

Portanto, possivelmente, alguém esteja, mais uma vez sendo enganado. Outra pergunta de Arapiraca sobre se “a “AMA” também está divulgando a redução?” Hoje, não sei informar se a Ama (Associação dos Municípios Alagoanos) está também dizendo que o Fundeb diminuiu, como o fez anteriormente, com relação ao FPM, no que foi contraposta por este Fórum.

Tomara que não!

Como detalhe, informa-se que até o valor total do FPM (Fundo de Participação do Município) aumentou de 2012 para 2013, apesar da oscilação mensal e das constantes falácias divulgadas à imprensa de que o FPM havia diminuído.

E agora, quem disse que diminuiu, explicará o quê?

Para melhor apreciação e comparação, anexam-se as tabelas divulgadas pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional) na sua página na internete, além dos inúmeros outros dinheiros da educação, saúde, convênios, IPVA, ICMS, IPI, royalties, assistência social, habitação etc.:

Ano: 2012 - UF: AL - Município: Arapiraca
Mês
FPM
ITR
LC 87/96
CIDE
FEX
FUNDEB
Total
01
5.173.975,30
793,18
14.370,12
105.291,50
0,00
7.586.791,37
12.881.221,47
02
6.258.709,09
1.100,80
14.370,12
0,00
0,00
4.493.971,70
10.768.151,71
03
4.250.662,99
520,49
13.872,85
0,00
0,00
5.499.623,15
9.764.679,48
04
5.357.229,55
496,66
13.872,85
69.017,51
0,00
7.897.092,12
13.337.708,69
05
5.990.341,22
111,64
13.872,85
0,00
0,00
7.071.196,24
13.075.521,95
06
5.108.050,32
699,11
13.872,85
0,00
0,00
4.422.319,11
9.544.941,39
07
3.810.841,16
135,51
13.872,85
75.774,96
0,00
4.761.861,70
8.662.486,18
08
4.205.183,21
480,21
13.872,85
0,00
0,00
4.822.572,89
9.042.109,16
09
3.681.237,67
2.273,46
0,00
0,00
0,00
4.663.482,13
8.346.993,26
10
3.909.699,16
7.192,94
27.745,70
13.458,77
0,00
5.286.325,12
9.244.421,69
11
5.284.600,60
524,70
13.872,85
0,00
317.548,15
6.082.613,35
11.699.159,65
12
9.245.110,13
798,47
13.872,85
0,00
0,00
7.622.801,61
16.882.583,06
62.275.640,40
15.127,17
167.468,74
263.542,74
317.548,15
70.210.650,49
133.249.977,69

Ano: 2013 - UF: AL - Município: Arapiraca

Mês
FPM
ITR
LC 87/96
CIDE
FUNDEB
Total
01
5.502.448,44
648,34
0,00
410,57
5.401.650,65
10.905.158,00
02
7.402.955,86
182,41
0,00
0,00
8.398.794,96
15.801.933,23
03
4.263.552,82
170,42
0,00
0,00
5.695.771,58
9.959.494,82
04
4.574.696,03
124,52
52.520,39
13.137,97
9.588.205,13
14.228.684,04
05
6.573.216,37
1.308,46
13.130,10
0,00
6.988.454,80
13.576.109,73
06
5.483.985,52
468,64
13.130,10
0,00
6.200.209,75
11.697.794,01
07
3.905.297,58
662,42
13.130,10
0,00
5.238.270,20
9.157.360,30
08
5.106.114,20
544,41
13.130,10
0,00
6.187.491,82
11.307.280,53
09
4.225.979,48
1.779,90
13.130,10
0,00
5.255.071,09
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76.976.234,81
141.943.783,73

>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas de Alagoas (Foccopa).
Redação: Paulo Bomfim
Data: 27-12-2013, com atualização à noite.