quarta-feira, 24 de junho de 2015

Monteirópolis2015-PREFEITO E EX-PREFEITO SÃO PROCESSADOS POR DESVIOS DE DINHEIROS PREVIDENCIÁRIOS

O processo tramita contra o ex-prefeito Mailson de Mendonça Lima, que teria desviado o valor de R$1.532.199,71, segundo informações do MPE (Ministério Público Estadual) e contra o atual prefeito Elmo Antonio Medeiros, que teria desviado R$2.390.501,04. Os adversários eleitorais, juntos, sumiram com R$ 3.922.700,75, segundo as contas do MPE.
Como se pode perceber, Monteirópolis é um empobrecido, em razão do “surupiamento”, município da região do Médio Sertão Alagoano, situado à margem esquerda da rodovia AL-220, no sentido Arapiraca-Delmiro Gouveia, entre os municípios de Jacaré dos Homens e Olho d’Água das Flores, que também margeiam a referida rodovia estadual.
O processo foi ajuizado pela Promotoria de Justiça da Comarca de Olho d’Água das Flores da qual Monteirópolis é Termo Judiciário.
A seguir você pode ler a matéria divulgada pelo MPE alagoano: “MPE/AL propõe ação civil de responsabilidade por atos de improbidade administrativa em desfavor de prefeito e ex-prefeito de Monteirópolis
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da Promotoria de Justiça de Olho d'Água das Flores e do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, propôs, ao juiz da Comarca do município, uma ação civil de responsabilidade por atos de improbidade administrativa, com pedido de liminar de indisponibilidade de bens, em desfavor do prefeito de Monteirópolis, Elmo Antonio Medeiros, e do gestor anterior desse município, Mailson de Mendonça Lima, em virtude do não repasse das contribuições previdenciárias e patronais ao Instituto de Aposentadoria, Previdência e Pensões do Município de Monteirópolis (IAPREM).
O MPE/AL fez o pedido de liminar de indisponibilidade de bens dos acusados, proporcional aos valores não repassados em cada administração, expedindo-se ofícios aos cartórios de imóveis, bem como ao Restrições Judiciais Sobre Veículos Automotores (RENAJUD) para que se proceda à averbação de intransferibilidade dos bens. Na gestão de Mailson de Mendonça Lima o valor foi de R$ 1.532.199,71, referente ao não repasse de 2009 a 2012. Já na atual gestão, de Elmo Antônio, a dívida chega a R$ 2.390.501,04, referente ao não repasse dos anos de 2013, 2014 e 2015, totalizando assim um débito de  R$ 3.922.700,75.
A instituição também solicitou liminar para que o atual gestor efetuasse mensalmente o repasse referente às contribuições patronais e dos servidores ao IAPREM, conforme estabelecido por Lei municipal nº. 256/06, sob pena de afastamento do cargo executivo municipal.
Segundo a legislação em destaque, são estabelecidos os seguintes percentuais: 11% para a contribuição dos servidores ativos, inativos e pensionistas, incidente sobre a respectiva remuneração, e 12% da contribuição patronal, que devem ser recolhidos compulsoriamente no momento do pagamento dos servidores.
Denúncia
A Câmara Municipal da cidade relatou fatos e solicitou providências do MPE/AL quanto à gestão do IAPREM, pois o fundo previdenciário não encaminhava informações ao Poder Legislativo acerca da gestão dos recursos previdenciários. Por essa razão, o MPE/AL instaurou inquérito civil para apurar informações e solicitou uma série de documentações.
Além disso, a Promotoria de Justiça de Olho D’Água das Flores recebeu, em 28 de agosto de 2014, um relatório de auditoria direta no Regime de Previdência Própria desse município, realizado pelo Ministério da Previdência Social, abrangendo as competências de janeiro de 2009 a dezembro de 2013, período que compreende a gestão anterior e a atual. Junto ao relatório, o MPE/AL recebeu extratos bancários e balancetes do fundo previdenciário do município de Monteiropolis, onde as informações de falta de repasse se evidenciaram.
De acordo com o promotor de Justiça Napoleão Amaral Franco, ainda durante o inquérito civil, diversas provas e evidências foram constatadas, mediante os novos documentos e depoimentos testemunhais colhidos.
“À medida que a investigação avançava documentos e depoimentos apontaram a efetiva ocorrência das irregularidades. Fatos que provocaram ao MPE/AL, a firme convicção de prática de improbidades administrativas por parte dos acusados e um sério dano ao patrimônio público, o que enseja a responsabilização dos acusados”, argumentou o promotor.
O ex-prefeito Mailson Mendonça quando gestor do município, além do débito milionário na Previdência, firmou termos de parcelamento dos períodos anteriores, sendo que o atual prefeito solicitou autorização para novo parcelamento do débito junto ao IAPREM. Parcelamentos esses que resultam em diferenças a serem custeadas com recursos públicos, tendo em vista a incidência de juros, um dano a ser suportado pelo município de Monteirópolis.
Os valores recolhidos e não repassados ao IAPREM, assim como as contribuições patronais devidas e não repassadas nos anos de 2009 a 2013 totalizam R$2.467.627,15. Acresce-se aí o valor do débito patronal integral de 2014 a 2015, que totaliza R$1.455.073,96.
“A falta de repasse estabeleceu um caos financeiro que se instalou no IAPREM entre os exercícios financeiros de 2009 a 2013, situação esta que se mantém nos anos de 2014 a 2015”, argumenta o promotor.
O não recolhimento da contribuição previdenciária descontada dos servidores por parte do gestor municipal incide prática do crime previsto no art. 168-A do Código Penal Brasileiro, que define como apropriação indébita.
Depoimentos
O atual presidente do IAPREM, Nerisvaldo Lopes da Silva, relatou em seu depoimento, em 03 de março de 2015, que o município de Monteiropólis continuava sem efetuar os repasses das contribuições patronais. Já em relação às contribuições dos servidores, a parte administrativa, a parte da saúde e educação até janeiro de 2015, encontrava-se com 60% quitadas.
Já no depoimento de Elisson Tenório Medeiros, que presidiu o IAPREM de janeiro de 2013 a maio de 2014, ele afirmou que, nesse período, o atual prefeito estava em débito com as contribuições patronais.
O prefeito Elmo Antonio mesmo após receber a Notificação de Auditoria Fiscal, enviada pelo Ministério da Previdência e, ainda, diversas solicitações de liberação dos repasses feita pelo presidente do fundo, continuou com a prática danosa, tendo repassado tão somente valores não integrais, referentes às contribuições dos servidores.


>Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual
http://www.mpal.mp.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2387:mpeal-propoe-acao-civil-de-responsabilidade-por-atos-de-improbidade-administrativa-em-desfavor-do-prefeito-e-ex-prefeito-de-monteiropolis-&catid=10:noticias-em-destaque&Itemid=6”

INTRANSPARÊNCIA2015-MUNICÍPIOS NÃO TÊM TRANSPARÊNCIA ADMINISTRATIVA

Segundo o TCE (Tribunal de Contas Estadual) 18 municípios alagoanos não cumprem a legislação que impõe a transparência administrativa e legislativa no atuar dos mesmos.
A informação do TCE foi divulgada à sociedade na última segunda-feira. Por não cumprir as normas de Transparência, cada município poderá ficar sem receber dinheiros referentes  à transferência voluntária, basicamente dinheiros de convênios, disse o TCE.
Ainda segundo a informação do TCE, 18 municípios estão irregulares e não têm nenhuma atividade de transparência. São eles: Barra de Santo Antônio, Belém, Cacimbinhas, Canapi, Flexeiras, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Jundiá, Matriz de Camaragibe, Junqueiro, Murici, Olho d'Água Grande, Porto de Pedras, Porto Real do Colégio, Roteiro, São Brás, São Luís do Quitunde e Teotônio Vilela.
Em razão do descumprimento das diversas normas que determinam a cada município, prefeitura e câmara municipal, praticar e efetivar a transparência legislativa e administrativa, o MPF (Ministério Público Federal), o MPE (Ministério Público Estadual) e o MPC (Ministério Público de Contas) dizem que as gestões que não cumprirem as normas poderão responder por improbidade administrativa.
http://www.tce.al.gov.br/index.php/noticiastce/893-tribunal-de-contas-anuncia-municipios-com-transparencia-zero

Estado2015-TRANSPARÊNCIA-“FECOEP: DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL”

O Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza – Fecoep é uma iniciativa do ex-governador Ronaldo Lessa, criado pela lei 6.558, de 30 de dezembro de 2004. O fundo tem o “objetivo de viabilizar para toda a população de Alagoas o acesso a níveis dignos de subsistência, cujos recursos serão aplicados exclusivamente em ações suplementares de nutrição, habitação, educação, saúde, saneamento básico, reforço de renda familiar e em outros programas de relevante interesse social, voltados para a melhoria da qualidade de vida”.
A redução da miséria em Alagoas não está relacionada – pelo menos nunca ficou explícito através de indicadores – aos recursos destinados ao Fecoep pela arrecadação correspondente ao adicional de 2% na alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).
O Portal da Transparência disponibiliza os dados de gastos do Fundo, da ordem de R$185.920.547,93 nos anos de 2010 a 2013. Esses recursos são apenas uma parte menor do que foi arrecadado em mais de uma década de existência do Fecoep.
O Portal da Transparência não disponibilizou os dados referentes aos anos anteriores. Estimo que o Fecoep tenha arrecadado algo como 420 milhões de reais desde 2005 até maio de 2015.
O Fecoep foi criado com um período determinado: seria de 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2010.
É necessário repensar o papel do Fecoep, torná-lo transparente, com metas e controle. Isso é tão importante como a elaboração do Plano Estadual de Combate à Pobreza, conforme o artigo 5º, inciso VI, pelo Conselho Integrado de Políticas de Inclusão Social.
Os alagoanos precisam saber que aproximadamente 420 milhões de reais já foram gastos no combate à pobreza em Alagoas e que os indicadores não mudaram em nada.
O governador pode operar mudanças efetivas, modernizadoras e transparentes no funcionamento do Fecoep, com as quais as ações possam ser monitoradas e os resultados quantificados através de indicadores de eficiência.
Assim as práticas antigas, clientelistas, eleitoreiras que também induzem aos desvios de finalidades, poderão ser erradicadas, bem como a pobreza. Não faltam organismos com respeitabilidade e experiência na área de controle e monitoramento.
Se não houver mudanças no Fecoep, como diz o samba do Paulinho da Viola, “dinheiro na mão é vendaval”.

>Por Geraldo de Majella

Publicação: http://cadaminuto.com.br/noticia/270733/2015/06/22/fecoep-dinheiro-na-mao-e-vendaval

domingo, 21 de junho de 2015

SãoSebastião-AL2015-ONGUE REALIZA CURSO SOBRE ORÇAMENTO E GASTO MUNICIPAIS, DE GRAÇA

Para tod@s!
Essa é a informação divulgada pela Ongue de Olho em São Sebastião, cidade da Região Metropolitana do Agreste. A Ongue desenvolve diversas atividades, especialmente de de formação política e capacitação técnica para a promoção e efetivação dos direitos humanos.
Durante os meses de julho, dia 5 e e 19, e agosto, 2, 16 e 30, pela manhã, no horário das 08:30 às 12:00 horas.
Segundo a Ongue, lideranças populares de outros municípios poderão participar do Curso, que será gratuito e aberto para qualquer pessoa interessada.
Abaixo leia o CONVITE que foi divulgado pela Ongue na internete e no feicebuque:

NONO CURSO DE ORÇAMENTO E GASTO MUNICIPAIS


CONVITE

A Ongue de Olho em São Sebastião CONVOCA cada filiado e filiada para participar da nova edição do Curso de Orçamento Municipal (Com), que tem como foco dois importantes aspectos do atuar político-cidadão: “formação política” e “capacitação técnica”.
Convida também pessoas não filiadas à Ongue que tenham interesse em formar-se politicamente e capacitar-se tecnicamente.
Essa 9ª edição do Com tem como tema: “ORÇAMENTO E GASTO MUNICIPAIS” e como lema: “COMO ATUAR E AGIR NO CONTROLE SOCIAL”.
A 9ª edição será contemplada também com aulas de Português e de Literatura, além das aulas sobre orçamento e planejamento municipais.
As aulas dessa 9ª edição do Com serão realizadas em manhãs, alternadas, de cinco domingos, em 5 e 19, de julho, e 2, 16 e 30 de agosto, no horário das 08:30 às 12:00 horas.
O Curso será ministrado no Centro Cultural Salomé, situado na rua São Paulo, 150-A, Centro, CEP 57.275-000, São Sebastião, Alagoas, defronte à rádio comunitária Salomé FM, 105,9 MHZ.
Considerando-se a necessidade de preparação das atividades do Com, o período de inscrição vai até 1º de julho de 2015, com Mateus Bomfim, pessoalmente, ou pelos imeios: ongdeolhoss@bol.com.br; mateus_bomfim_gato@hotmail.com
Então, vamos todos e todas estudar e construir conhecimentos gerais e conhecimentos específicos para um melhor desenvolvimento e um mais efetivo exercício da cidadania-ativa.
NÃO PERCA!
Assinado: a Diretoria da Ongue

Publicação: http://onguedeolho.blogspot.com.br/2015/06/nono-curso-de-orcamento-e-gasto.html

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Palestina2015-REPASSES ATÉ MARÇO DE 2015 FORAM SUPERIORES AO MESMO PERÍODO DE 2014, MAS A PREFEITURA SILENCIA

A Secretaria do Tesouro Nacional informou quanto o Governo Nacional repassou para aquele Município da região do Médio Sertão, até março-2015: R$3.064.969,71.
O montante é superior ao do mesmo período de 2014, quando foi de R$2.964.542,20.
A Prefeitura tem a obrigação de divulgar essa informação à população, mas fica em completo silêncio. Tanta mudez, por quê?
Além desse montante repassado pela STN, ainda existem muitos outros dinheiros repassados por órgãos nacionais como: Fundo Nacional de Saúde, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Escolarização, Fundo Nacional de Assistência Social, que serão brevemente divulgados por este Foccopa, eis que a população sempre pergunta quanto é o dinheiro municipal e se aumentou ou diminuiu.
Abaixo, leia quanto foram os valores que vieram até março-2015. Compare com os montantes de até março de 2014 e reflita de o porquê não termos uma gestão melhor.

                                         Município: Palestina - AL - até Março de 2015
Mês
FPM
ITR
CIDE
FUNDEB
Total
01
597.860,64
39,03
22,84
429.540,99
1.027.463,50
02
610.299,87
0,00
56,87
593.620,72
1.203.977,46
03
444.513,80
16,20
0,00
388.998,75
833.528,75

Agora compare com os valores de março-2014 e perceba o aumento.

                                                   Município: Palestina - AL - Ano: 2014
Mês
FPM
ITR
LC 87/96
CIDE
FEX
FUNDEB
Total
01
586.746,90
0,00
460,95
1.252,73
8.841,07
423.954,36
1.021.256,01
02
626.559,86
0,00
460,95
0,00
0,00
621.502,07
1.248.522,88
03
371.672,22
4,52
0,00
0,00
0,00
323.086,57
694.763,31
04
424.201,26
40,43
460,95
0,00
0,00
341.402,64
766.105,28
05
565.300,35
15,98
460,95
0,00
0,00
664.830,36
1.230.607,64
06
423.938,78
24,64
460,95
0,00
0,00
338.505,99
762.930,36
07
364.109,77
27,39
460,95
0,00
0,00
320.416,50
685.014,61
08
442.331,42
31,74
460,95
0,00
0,00
349.446,44
792.270,55
09
387.740,48
75,22
460,95
0,00
0,00
337.817,05
726.093,70
10
366.454,67
122,99
460,95
0,00
0,00
335.336,76
702.375,37
11
485.049,60
13,32
460,95
0,00
0,00
375.397,73
860.921,60
12
841.998,01
0,00
921,90
0,00
0,00
424.451,20
1.267.371,11

5.886.103,32
356,23
5.531,40
1.252,73
8.841,07
4.856.147,67
10.758.232,42

Determinados prefeit@s e a Associação dos Municípios Alagoanos dizem que o FPM diminuiu. Todavia, os valores comprovam que houve aumento e alto. Só não dizem que até março-2015, o Fundo de Participação do Município somou:R$1.652.674,31 e até março-2014: R$1.584.978,98. Portanto, cuidado para não se deixar enganar e depois ficar a reclamar.
Procure saber como estão gastando o dinheiro e inclua-se nas atividades de controle social popular. Exerça o seu direito-dever de cidadão, ajudando a construir a justiça orçamentária.
Associações comunitárias, partidos políticos, rádios, igrejas, grêmios, oscips, sindicatos, ongues e demais entidades têm a obrigação de participarem da elaboração do orçamento municipal, com a finalidade de melhor priorizar as políticas públicas municipais e defender melhores condições de vida para toda a população.

Produção: Fórum de Controle de Contas Pública em Alagoas (Foccopa)
Contatos – Imeio: fcopal@bol.com.br -  Blogue: fcopal.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim - Coordenação do Foccopa
Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional (STN)

Data: 05-04-2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

PALESTINA - SEVERINO FALECEU NESSA TARDE

Acabo de saber do falecimento do Severino. 

Palestina está trista nessa tarde-noite, apesar de todos nós sabermos que a morte é algo que acontecerá em algum momento de nossas vidas, até porque bem recentemente celebramos a morte e a ressurreição cristã.
Severino, adeus amigo! 

RACHA EM PALESTINA GERA MUITA ESPECTATIVA NA POPULAÇÃO

As gestões públicas andam erradas em Palestina há muito tempo, como é do conhecimento de todos. As irregularidades administrativas seriam diversas e produz muitas reclamações da população.
A última eleição, apesar de muito tumultuada, elegeu uma chapa integrada por duas mulheres: Eliane Lisboa, ou "Lane Cabudo", como é conhecida, que havia se filiado ao PT, bem próximo ao prazo eleitoral de filiação, e Vera Farias, conhecida por "Vera do Zezinho", que é do PSDB.
Segundo as reclamações da população, especialmente de um grupo de jovens que, além de fazer fortes críticas à prefeita Lane, quer participar do concurso público para ter um emprego regular. Segundo essas reclamações, a prefeita Lane Cabudo não cumpre sequer a determinação da Promotoria de Justiça da Comarca de Pão de Açúcar, da qual o Município de Palestina é Termo Judiciário, e do Ministério Público de Contas no sentido de realizar o concurso público.
A prefeita Lane não realizou o concurso determinado pelo PJ. Mas manteria centenas de servidores "contratados" irregularmente, algo que já foi mencionado por vereadores de oposição ao governo municipal. 
Várias dessas irregularidades administrativas já chegaram ao conhecimento da Promotoria de Justiça daquela Comarca. A população também planeja fazer uma manifestação para pedir melhorias na gestão pública municipal, que tem "bastante dinheiro" para corretamente usar nas políticas públicas, que melhor beneficiem à população, disse um dos jovens, que assumiu ter apoiado a eleição da Prefeita.
A má gestão municipal da prefeita Lane, acarretou, inclusive, um racha entre a prefeita Lane e a vice-prefeita Vera. Segundo a vice-prefeita, a prefeita disse ao Coordenador Geral da Prefeitura que "Vice-Prefeita é para receber o dinheiro e ficar em casa." Segundo a Vice-prefeita, quando alertou à Prefeita para os problemas municipais e as reclamações da população, a mesma disse-lhe que "de problemas já estava cheia".  
Por sua vez, a Vice-Prefeira informou: "só quero trabalhar e cumprir as promessas eleitorais, que fiz junto com a Lane". Ela afirmou que estaria impedida de trabalhar e até teve a chave da porta do seu Gabinete trocada pela Prefeita. .
Em 18-03-2015, a vice-prefeita Vera esteve na Promotoria de Justiça da Comarca de Pão de Açúcar onde suas denúncias foram tomadas por escrito, mediante um Termo de Comparecimento. segundo membros da Comissão de Cidadania de Palestina e integrantes do próprio PT, ouvidos na última segunda-feira (06), as denúncias da Vice-prefeita são verdadeiras. No entanto, a Câmara Municipal ainda não tomou nenhuma posição a respeito das denúncias, mas diversos vereadores também têm criticada a má gestão municipal.
O teor do referido Termo e outros fatos denunciados você poderá ler a seguir:


Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas - Foccopa
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue: fcopal.blogspot.com
Data: 21-03-2015 - Atualização: 07-04-2015

Redação: Paulo Bomfim - Coordenação do Foccopa

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Pedido de Vista - MOVIMENTOS PROTESTAM EM FRENTE AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: 'DEVOLVE, GILMAR!'

Há um ano, um pedido de vista do ministro paralisa o julgamento sobre a legalidade das doações das empresas para as campanhas eleitorais

Representantes dos movimentos sociais protestaram nesta quarta (1), em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra a paralisia do julgamento sobre a constitucionalidade do financiamento empresarial das campanhas eleitorais, apontado como principal cerne da corrupção na política. Com o lema “‎Para acabar com a corrupção, tire o dinheiro da eleição!”, os manifestantes reivindicaram a retomada imediata do julgamento e fizeram um “escracho” do responsável pela sua suspensão, o ministro Gilmar Mendes.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o financiamento empresarial das campanhas eleitorais foi proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e conta com o apoio das principais entidades de classe, movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda do país, justamente porque dialoga com a principal reivindicação da sociedade organizada para a reforma política: instituir o financiamento público das campanhas e, assim, diminuir o poder do dinheiro na democracia brasileira.

No dia 2 de abril de 2014, o julgamento da Adin já contava com maioria de votos favoráveis, de seis dos 11 ministros da corte, quando Mendes pediu vistas do processo, alegando não ter informações suficientes para embasar sua tomada de decisão. Com isso, o julgamento foi suspenso e, passado um ano, o ministro ainda não se pronunciou sobre o tema que, há pelo menos uma década, está continuamente em pauta na agenda pública brasileira.

A OAB ingressou com a ação na corte em 2011, ou seja, há quatro anos, o que garante prazo suficiente para que os ministros se debrucem sobre o tema. Além disso, em 12 de dezembro de 2013, quando o julgamento foi iniciado e os primeiros quatro votos favoráveis foram proferidos, o ministro Teori Zawascki, novo na corte, entrou com um pedido de vistas, o que proporcionou mais tempo para que os ministros firmassem suas posições. A desculpa de Mendes, portanto, não convenceu ninguém.

Para fazer o contraponto, os movimentos lançaram, principalmente via internet, a campanha “Devolve, Gilmar”. Uma das avaliações é que, se não fosse por Mendes, as eleições de 2014 já poderiam ter seguido um novo modelo de financiamento, o que evitaria que o poder econômico conseguisse eleger seus representantes para a maior parte das vagas do parlamento, já considerado o mais conservador das últimas décadas.

Dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) apontam que, na Câmara, 217 deputados pertencem à bancada empresarial e 153 à ruralista, contra apenas 51 na sindical. A situação é ainda mais grave quando se considera a questão de gênero. Embora maioria na composição da população brasileira, as mulheres ocupam apenas 50 das 513 vagas da chamada ‘casa do povo’.

No protesto, Wilma dos Reis, da Marcha Mundial de Mulheres, defendeu a maior participação de mulheres no parlamento, especialmente de mulheres que tenham compromisso com a questão de gênero, e não daquelas que ingressam na política apenas para representar os interesses dos maridos empresários. "Da forma como está, os direitos e as vozes das mulheres são calados por um congresso ainda mais conservador”, disse.

Alexandre Conceição, da coordenação nacional do Movimento Sem Terra (MST), ressaltou a importância da conclusão do julgamento. "O conluio entre empresas e parlamentares para continuar esse processo que acaba com a participação popular de forma justa nas eleições e na composição do congresso tem que acabar. Gilmar tem que fazer justiça, motivo para o qual foi para o STF, e não apoiar estes lobbys do congresso", afirmou.
Por Najla Passos e Vinicius Borba

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Movimentos-protestam-em-frente-ao-STF-u218Devolve-Gilmar-u219/4/33176