sábado, 18 de agosto de 2018

Major Isidoro - DINHEIROS PARA CUSTEIOS E INVESTIMENTOS EM SAÚDE

R$3.907.642,32!

Eis o montante da soma de parte dos dinheiros que o Ministério da Saúde repassou o Município Major Isidoro, localizado na região do Médio Sertão, até julho de 2018.

Em 2017 a União repassou R$5.522.000,42. Além desse montante repassado pela Governo Nacional, existe o montante repassado pelo Governo Estadual: R$172.827,17. Além destes dois montantes, existe ainda o dinheiro que é oriundo da arrecadação própria daquele Município, mas que não é informado à população pela gestão municipal ou pela Câmara Municipal.

Este silêncio dos dois poderes municipais faz com que a população não fique sabendo qual realmente foi o montante de receitas movimentado pelo Sistema Municipal de Saúde (SMS), em 2017.

Os dinheiros são individualizados por grupos ou blocos de cada ação de saúde. No bloco de custeio as ações se subdividem em 5 e no bloco de investimento, até o presente, se subdividem em 2 ações, investimentos nas atenções, básica e especializada.

Saiba quanto cada bloco e cada ação de saúde municipal já recebeu neste ano, até julho:

VIGILÂNCIA EM SAÚDE
95.276,98
APOIO FINANCEIRO EXTRAORDINÁRIO
182.867,35
MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE AMBULATORIAL OU HOSPITALAR
825.804,72
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
65.510,13
ATENÇÃO BÁSICA - Receita Corrente (custeio)
2.366.583,14
ATENÇÃO ESPECIALIZADA - (investimento)
240.000,00
ATENÇÃO BÁSICA - Receita de Capital - (investimento)
131.600,00

 Os dinheiros têm por fundamento melhorar as ações e os serviços de saúde naquele Município. Os dinheiros precisam ser bem fiscalizados pela Câmara Municipal, que, como todos sabem, não cumpre o seu dever, e pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS).

 No entanto, a população também deve fazer uma ação muito importante: fiscalizar e colocar a “boca no trombone”. Se não, o descaso administrativo e o sofrimento da própria população continuarão.

Exigir e debater a prestação de contas municipal, que deve estar à disposição de todos e de todas, na Câmara Municipal e na Secretaria Municipal de Finanças, é um dever-direito de qualquer pessoa. Eis uma luta de todos e de todas que sonham com dias melhores.

Muita gente pergunta o que é feito com essa dinheirama?

As respostas e explicações estão com a Câmara Municipal e com o Conselho Municipal de Saúde e com a própria administração municipal. Uma das dificuldades para se saber como os dinheiros foram utilizados é o acesso à prestação de contas, eis que  parlamentares, bem como o próprio Prefeito não cumprem as normas da transparência administrativa-legislativa.
 

>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas – Foccopa-Al
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue - www.fcopal.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Fontes: Ministério da Saúde e Secretaria o Tesouro Nacional
Data: 01 de agosto de 2018
Publicação:

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

1º ENCONTRO-OFICINA SOBRE A INSTALAÇÃO DE NOVAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS EM DIVERSOS MUNICÍPIOS

1 - Considerando a publicação no Diário Oficial da União(Dou), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), e a publicização na página deste Falacom no feicebuque e em grupos de WhatsApp do Plano Nacional de Outorga (PNO) 2018-2019, com a previsão da publicação de editais, com abrangência para vários municípios, conforme já divulgado recentemente, diversas pessoas interessadas estão procurando este Falacom para colocar rádio comunitária.

1.1 - Diversos municípios alagoanos estão contemplados no referido PNO. O Edital nº01-2018 (Edital nº94-2018-SEI-MCTIC)), abrangeu os municípios de OLIVEIRA e de DELMIRO GOUVEIA, canais 285 e 253, respectivamente, havendo o prazo de protocolização do Requerimento de Outorga se esgotado em 11-06-2018, vez que o mesmo foi publicado no Dou em 13-04-2018, com prazo de sessenta dias, com contagem iniciando-se no útil dia seguinte à publicação.

1.1.1 - O edital número três ainda não foi publicado no Dou, apesar de ter sido previsto para julho, passado. Ele abrange os municípios de ARAPIRACA, CAMPO ALEGRE, CHÃ PRETA, COITÉ DO NÓIA, GIRAU DO PONCIANO, PARICONHA, PORTO DE PEDRAS, RIO LARGO, SÃO JOSÉ DA TAPERA, SÃO LUIZ DO QUITUNDE e SATUBA. No MCTIC comentou-se que ele poderá ser publicado em agosto ou em setembro, mas podendo ser "apenas" depois da eleição, acreditamos. O prazo para protocolização do Requerimento de Outorga terá sua contagem iniciada a partir de sua publicação. Se for enviado antes de estar fluindo esse prazo, de regra, será devolvido à entidade interessada.

1.1.2 -  Os municípios de CRAÍBAS, BATALHA, MONTEIRÓPOLIS E JARAMATAIA não constaram nesse edital, como perguntado. Não sabemos que ventilou essa estória.

1.1.3 - O edital seis abrange os municípios de MACEIÓ e de TRAIPU e tem previsão de publicação no Dou para janeiro de 2019, após o que se iniciará o prazo para apresentação do Requerimento de Outorga.

1.1.4 – Não foram incluídos nesse edital os municípios de MARECHAL DEODORO, ROTEIRO, JOAQUIM GOMES, CACIMBINHAS E JUNQUEIRO, como noticiado. Parece que muitas de nós produzimos ou reproduzimos falsas notícias para nós mesmos. Segundo o MCTIC, essas notícias não saem de lá também.

2 - Existem muitas dúvidas e falatórios até "inconsequentes", com reclamações gerais contra o "formalismo" e o "legalismo", este Falacom não tem condições de atendimento individualizado, até porque as situações de cada pessoa são praticamente as mesmas.

2.1 - Este Falacom resolveu, então, realizar Encontro-Oficina (EO) para possível esclarecimento coletivo dos fatos e que as possíveis dúvidas sejam debatidas e respondidas também coletivamente, até porque têm havido "promessas" eleitoreiras e/ou "financeiras" de regularização - e rapidamente - de eventuais emissoras. Inclusive, pessoalmente, soube que teria alguém dito que um advogado conseguiria uma liminar judiciária. 

3 - Em razão da urgência, o EO será em 26-08-2018, último domingo desse mês, das 08:30 às 15:30 horas, no auditório da Casa da Cultura de Arapiraca (CCA).

3.1 - A CCA fica localizada na Praça Luiz Pereira Lima ("Praça da Prefeitura"), no Centro de Arapiraca, na esquina oposta à dos Correios. Nessa data, 06-08, pessoalmente, por intermédio do Carlos Alberto, e, por telefone, por Paulo Bomfim, foi conversado com a senhora Diretora da Casa da Cultura de Arapiraca, que imediatamente cedeu aquele espaço.

4 - Pedimos a todos e a todas que divulguem essa informação, vez que em cada Município poderá haver diversas rádios, desde que observada a distância de 4 mil metros entre uma e outra, além de outros requisitos, como a dos dirigentes residirem no raio dessa área.

No WhatsApp, tem grupo específico para esse 1º Encontro-Oficina: Falacom - 1º E-O  

No feicebuque, nossa página é: Falacom

Nosso imeio: falacomalagoas@gmail.com

Assinado: a Diretoria

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Olho d'Água das Flores - ARRECADAÇÃO DO ITR EM 2017

Nos municípios interioranos um dos tributos nacionais mais comentados é o Imposto Territorial Rural (ITR), semelhante ao IPTU, cobrado na área urbana.
A grande maioria das propriedades é isenta de pagar o ITR, em virtude dos pequenos tamanhos das propriedades rurais.
No entanto, muita gente acha que paga o ITR.
Em verdade, quase todas as propriedades pagam apenas algo que poderia ser evitado, se a declaração fosse feita e entregue o no prazo: a multa. A multa não é tributo. Ela é uma penalidade em dinheiro por se ter deixado de cumprir uma obrigação no tempo certo ou por se ter cometido uma infração.
Por exemplo, quando se atrasa o pagamento da conta de energia ou de água, além do valor do consumo (da mercadoria) e dos valores dos tributos (podem ser diversos, direto ou indiretos), se paga uma multa. Temos uma data para emplacar um veículo, se o emplacamento não for feito no tempo certo, pagamos o IPVA, taxas de emplacamento, seguro DPVA, juros e atualização monetária, além da muita pelo atraso.
Em verdade, se houvesse interesse das famílias, não se pagaria a multa, pois qualquer adolescente pode preencher a declaração de ITR e remetê-la à Receita Federal do Brasil (RFB).
Parte do valor arrecadado do ITR vem para o município. No entanto, o valor da multa não vem, pois fica somente com a União, o governo federal. Essa “parte” é 50% - ou a metade – do tributo cobrado pela União referente aos imóveis rurais existentes no município.
Em 2017, a arrecadação do ITR foi de apenas R$1.022,25, em Olho d'Água das Flores, que teve uma arrecadação total de R$56.593.287,08.
>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas – Foccopa-Al
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue - www.fcopal.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Fontes: Lei Orçamentária Anual, Balanço Municipal e Secretaria do Tesouro Nacional
Data: 30 de maio de 2018

Ouro Branco - JUSTIÇA ESTADUAL DETERMINA A EXONERAÇÃO DE CONTRATADOS

E A NOMEAÇÃO DOS APROVADOS EM CONCURSO. A sentença é da juíza estadual da Comarca de Maravilha, da qual Ouro Branco é Termo Judiciário.
 
A sentença é o resultado do julgamento de um processo chamado de ação civil pública, proposta pela Promotoria de Justiça daquela Comarca. A demissão de todos os contratados e a nomeação de todos os aprovados devem ocorrer no prazo de 20 dias.
O não cumprimento da sentença pelo prefeito Edimar Barbosa (MDB), ensejará a multa diária de R$10 mil reais a ser paga pela pessoa física do Prefeito.
 
O processo julgado tem o número: 0800075-85.2018.8.02.0020 e a sentença foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal de Justiça de Alagoas em 25 último.
Ampla matéria sobre a decisão judicial também foi publicada pelos portais cadaminuto.com.br e alagoasnanet.com.br, este de Santana do Ipanema.
Redação: Paulo Bomfim

Olho d'Água das Flores - ARRECADAÇÃO DO FPM EM 2017

Esse "fundo jurídico-contábil" foi criado com a finalidade de distribuir parte de arrecadação nacional de uma forma mais equitativa, buscando combater a desigualdade social e fazer com que as ações do governo nacional ou da União se tornem instrumento de combate também às desigualdades regionais.
Assim, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) não é um tributo, mas a soma de percentuais da arrecada de dois tributos nacionais, que são o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Com partes destes impostos forma-se o FPM, que depois é repartido entre todos os municípios, conforme índice calculado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sendo proporcional à população. Essas “partes” são 22,5% da arrecadação regular, mas duas parcelas extras de 1% do montante do FPM nos meses de dezembro e de julho de cada ano.
O FPM é repassado pela União, via Banco do Brasil S. A., em 10, 1º decênio, 20, 2º decênio, e 30, 3º decênio. A maioria de prefeitos e de parlamentares tenta ludibriar a população, dando a entender que só há esse dinheiro. Em verdade, ele é só uma parte da arrecadação. Nas matérias divulgadas na imprensa praticamente só citam em percentual uma suposta redução do FPM. Muito dificilmente, citam os valores, mesmo quando fala da redução. As falas citando percentual são exatamente esconderem os montantes do próprio FPM e também a arrecadação de todos demais tributos.
Para se ter uma ideia da armadilha do percentual, Olho d'Água das Flores recebeu normalmente R$15.918.833,06. Durante os seus governos Lula e Dilma aceitaram repassar a cada município mais 1% do montante do FPM, de duas vezes. Uma em dezembro e outra em julho.
Algum prefeito ou parlamentar já lhe disse isto?
O valor original, acrescido das duas extras parcelas, no montante de R$1.437.828,56, totalizou um FPM anual de R$17.356.661,62, em 2017, em uma arrecadação total de R$56.593,287,08. Portanto, o FPM representou apenas um terço ou 30,67% da arrecadação de 2017. Cerca de 70% da arrecadação oriunda de outras situações tributárias quase ninguém fala.
Por quê?
Em julho-2018, o FPM foi de R$1.343.816,35, já descontado o valor da parcela da dívida para com o Instituto de Seguro Social (INSS), em uma parcial arrecadação de R$2.099.592,47. Pela previsão, neste mês o FPM será de cerca de 15% da arrecadação mensal.
Percebeu como alguém está sendo enganado?
Percebeu por que não mostram a prestação de contas e não citam os valores, até quando dizem que os dinheiros diminuíram?
A Prefeitura e a Câmara devem divulgar os montantes arrecadados, mas não o fazem. Omissão que se traduz na prática de ato de improbidade administrativa.
O que é feito com o dinheiro arrecadado do FPM?
Quais são estas despesas ou estes investimentos realizados?
A resposta poderá ser obtida na Prefeitura, na Secretaria Municipal de Finanças, ou com cada vereador ou vereadora, já que quaisquer gastos ou investimentos com os dinheiros municipais dependem da aprovação da maioria da Câmara e também do julgamento das contas pela mesma.
>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas – Foccopa-Al
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue - www.fcopal.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al e Conselheiro de Controle Social em São Sebastião, Alagoas
Fontes: Lei Orçamentária Anual, Balanço Municipal e Secretaria do Tesouro Nacional
Data: 30 de maio de 2018 - Atualização: 25 de julho Dia do(a) Trabalhador(a) Rural) de 2018.

Olho d’Água das Flores - MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA REVELA MUITOS E ESCONDIDOS DINHEIROS

Pela tabela você conhecerá a movimentação financeira de Olho d’Água das Flores, em 2017, apesar de Prefeito e de vereadores e de vereadoras silenciarem sobre as informações e sobre as transparências, administrativa e legislativa. Saberá quanto somaram as transferências da União e do Estado, bem como as receitas multigovernamentais e também a arrecadação própria, além das arrecadações orçamentária e extraordinária e o saldo para 2018.
 
Atenção: afixar a tabela aqui.
 
Até recentemente, determinados prefeitos ou prefeitas e mesmo a Ama (Associação dos Municípios Alagoanos) alegavam e divulgavam na imprensa que os dinheiros haviam diminuídos. Este Foccopa, dentro das suas condições, prontamente desmentiu as falsas e manipuladoras falas. Inclusive, cobrou da Ama correção de postura, posto ela usar recursos municipais para enganar a população e que orientasse às gestões a cumprirem a legislação da transparência.

Parece que as estórias da redução dos dinheiros acabaram, até porque eles sempre aumentavam, conforme as divulgações comprovavam. Nenhum município, dentre os diversos pesquisados, mesmo os administrados pelo Presidente da Ama, sofreu redução de recursos ou do próprio FPM, que sempre citavam, percentualmente, mas sem afirmarem os valores arrecadados. E silenciavam sobre todos os demais recursos.

A má qualidade em que vive, convive e sobrevive a população decorre de descompromissos, administrativos e legislativos e não do faltar dinheiros. Cobrava-se e cobra-se a divulgação da prestação de contas geral e a específica de alguma política pública. Transparência, enfim! As consequências da má qualidade de vida atingem a todos e a todas. Até mesmo adeptos de determinada gestão e de seus opositores. Todos sofrem com a falta de políticas públicas ou a precariedade das existentes. Mesmo a grande maioria da população situacionista não vive com a garantia dos direitos ou do direito a ter direitos, mas de “favores”, que acabam humilhando até pessoas que são aliadas de determinada gestão.

As leis dizem que o Balanço Municipal deve estar à disposição do povo na Secretaria Municipal de Finanças e na Câmara Municipal, durante todo o ano, e na internete. Segundo a 5ª Procuradoria do Ministério Público de Contas, na área de sua competência, apenas dois municípios têm portal com razoável qualidade de informações. Em outros 14 a Procuradoria fez representação judicial, com o objetivo de fazer cumprir a legislação e punir a irregular prática omissiva.

As constituições, Nacional e Estadual, e a Lei Orgânica Municipal, dizem que a Câmara deve amplamente divulgar que a prestação de contas ali está à disposição do povo, por 60 dias, antes de remetê-la ao Tribunal de Contas Estadual. No referido prazo, qualquer pessoa poderá escrever texto questionando a qualidade e a quantidade ou outros quaisquer aspectos dos gastos municipais.
 
Por conseguinte, a atitude de cada um de nós para mudar essa absurda realidade deve ser “tematizar”, “problematizar”, “dramatizar”, “debater” etc. as questões municipais e “responsabilizar”, gestores e legisladores, os produtores dessa triste situação municipal, obedecendo-se a lição de Soraia da Rosa Mendes.
 
Portanto, precisamos deixar a vergonha ou o medo para trás e dizer não à continuação do sofrimento e do desrespeito que tanto prejudicam a população alagoana em cada um dos seus 102 municípios.
 
Que tal, mudar a nossa própria omissão e agir para efetivar uma gestão democrática e transparente?

>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas – Foccopa-Al
Contatos - Imeio: fcopal@bol.com.br - Blogue - www.fcopal.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Data: 30 de maio de 2018
Publicação:

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Olho d'Água das Flores – CADA MUNICÍPIO RECEBEU ALTA RECEITA

De capital e corrente. Mas praticamente nenhuma gestão ou Câmara informa isso ao povo. Mesmo gestões do Executivo e do Legislativo sendo obrigadas a fazer essa comunicação, mediante divulgação em seus também praticamente inexistentes ou inconsultáveis portais de transparência.
Este Foccopa (Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas) e a Ongue de Olho em São Sebastião, uma de suas entidades integrante, divulgaram o total das receitas recebidas por São Sebastião, em 2017. A informação foi publicada e publicizada na internete, nas páginas deste Foccopa: http://fcopal.blogspot.com/2018/06/sao-sebastiao-receitas-arrecadadas-em.html e da própria Ongue: http://onguedeolho.blogspot.com/2018/06/arrecacao-da-contribuicao-sobre-o.html.
A partir daí, entidades e lideranças populares de diversos segmentos sociais têm solicitado informações sobre a arrecadação de determinado município. Este Foccopa resolveu, então, publicar informações de um conjunto de municípios vizinhos, agilizando as informações e possibilitando a comparação dos altos valores arrecadados e uma reflexão sobre o porquê de gestões não oferecerem políticas públicas adequadas à população.
Neste texto, tomamos como núcleo Olho d'Água das Flores. Município localizado na região do Médio Sertão, às margens das rodovias AL-220 e AL-130, e que tem fronteira com outros municípios da mesma região. Lá, a Comissão de Cidadania Olhodaguense é uma das integrantes deste Foccopa.

 Município
Arrecadação de 2017
Olho d'Água das Flores – homem
56.593.287,08
Monteirópolis – homem
21.756.198,20
Olivença – homem
34.379.955,91
São José da Tapera – homem
73.028.239,58
Jacaré dos Homens – homem
19.618.642,53
Carneiros – homem
       (2015)  -    21.801.988,46
Santana do Ipanema – homem
132.390.928,10
Major Isidoro - mulher
53.868.478,60
Fontes: Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU)
Em próximo texto, informaremos a população em cada município para que possamos calcular e refletir sobre a renda percápita (per capita) de cada um deles e o porquê de uma gestão atuar pior que outras, produzindo imensos prejuízos a cada população. "Utiliza-se o vocábulo 'pior', porque os respectivos povos praticamente não percebem diferenças entre cada administração do Executivo ou do Legislativo.
As gestões de Carneiros não disponibilizaram informações referentes aos exercícios de 2016 e de 2017. Essa omissão, além da ilegalidade, caracteriza pouco apreço de componentes do Executivo como do Legislativo pela população. As estranhas omissões são violentadoras da legislação de transparência administrativa e da gestão democrática.
Cada um dos 9 vereadores tem feito o quê para combater essas irregularidades? Nota-se que nenhuma vereadora foi eleita, em um Município onde a maioria do eleitorado é mulher. Esse fato revela o quê?
Em razão da dimensão dessa matéria, não consultamos os tribunais de contas, estadual (TCE-Al) e nacional (TCU), como também os ministérios públicos estadual, nacional (Federal) e de Contas para sabermos quais as providências que foram ou estão ou serão tomadas para fazer-se cumprir a legislação da transparência e da gestão democrática.
Atentamos para a questão de gênero em cada município. O objetivo é realçar as invisibilidades, política e principalmente eleitoral, das mulheres. Percebemos também que não há efetivas melhorias nas condições de vida do povo nos municípios administrados por prefeitas. Fato que torna problematizados debates de que a gestão de uma mulher melhoraria as políticas públicas municipais.
>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas – Foccopa-Al
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Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Data: 30 de maio de 2018; atualizado em 13-7-2018

Olho d'Água das Flores - QUANTO FOI A ARRECADAÇÃO DO ITBI EM 2017

Um dos tributos municipais é o Imposto de Transmissão(venda) de Bens Imóveis, conhecido por ITBI.
A cobrança do ITBI incide sobre o valor da venda de cada imóvel e só quando ela, a venda, ocorre, seja o imóvel construído ou não.
Ele é instituído e cobrado pela Prefeitura e pela Câmara Municipal, após esses dois poderes municipais aprovarem uma lei municipal.
Em Olho d'Água das Flores, em 2017, a arrecadação do ITBI resultou em R$60.504,04, em uma arrecadação total de R$56.593.287,08.
 No entanto, a Prefeitura e a Câmara não divulgam os montantes mensais e anuais arrecadados. Também há uma grande omissão de partidos, associações, sindicatos, igrejas, ongs, conselheiros municipais etc.
A omissão da Prefeitura é improbidade administrativa. A omissão de cada um de nós revela e decorre do déficite de cidadania existente na sociedade e em cada pessoa, segundo diversos estudos.
A falta de transparência administrativa também é enorme.
O que é feito com o dinheiro arrecadado com o ITBI ?
Quais são estas despesas ou estes investimentos?
A resposta poderá ser obtida na Prefeitura, com a Secretaria Municipal de Finanças, ou com cada vereador ou vereadora, já que a criação, a cobrança, a arrecadação e o gastos ou o investimento - qualquer utilização do dinheiro - depende da aprovação da maioria da Câmara e também do julgamento da mesma.
>Produção: Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas – Foccopa-Al
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Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Fontes: Lei Orçamentária Anual, Balanço Municipal e Secretaria do Tesouro Nacional
Data: 30 de maio de 2018

Olho d'Água das Flores - ARRECADAÇÃO DO IPVA EM 2017

Um dos tributos estaduais é o Imposto de Propriedade de Veículo Automotor, conhecido por IPVA. Eis um dos impostos estaduais mais conhecidos do Brasil.  
A cobrança do IPVA incide sobre a propriedade do veículo, considerando o seu valor comercial, mas é pago todos os anos e em cada um dos 26 Estados-membro e no Distrito Federal.
O referido imposto é criado e cobrado pelo Estado e pela Assembleia Legislativa, bem como pelo Distrito Federal e pela Câmara Legislativa, após os respectivos dois poderes aprovarem a respectiva lei estadual ou distrital.
O interessante é que 50% - a metade – do valor pago de IPVA ao Estado vai para o município no qual o veículo está emplacado. Portanto, quanto mais veículos existem emplacados no município, mais IPVA é repassado pelo Estado.  
Em Olho d'Água das Flores, em 2017, a arrecadação do IPVA resultou em um repasse do Estado de R$519.506,92, em uma arrecadação municipal total de R$56.593.287,08.
No entanto, como em outros municípios, Olho d'Água das Flores não divulga os montantes arrecadados à sociedade. Mas também há uma grande omissão, via silêncios que mantêm, de partidos, associações, sindicatos, igrejas, ongs, conselheiros municipais etc.
Essa atitude é decorrente do déficite de cidadania existente na sociedade e em cada pessoa, no dizer de estudiosos. Desde o “descobrimento” a população sempre foi “desestimulada a participar dos debates sobre as políticas: fiscal, tributária e orçamentária”, deixando gestores e legisladores livres para decidirem como bem quiserem e até esconderem as informações.
A intransparência político-administrativa é uma ilegalidade cometida pelos dois poderes municipais. Mas é preciso cobrar a atuação das diversas entidades da sociedade civil e das lideranças dos diversos segmentos populacionais, já que elas também têm o direito-dever de participarem da administração pública.
A gestão democrática, regulamentada por diversas leis e especialmente pelo Estatuto do Município (ou da Cidade) busca efetivar a função social da propriedade e a justa distribuição dos benefícios e dos ônus decorrentes do pagamentos dos diversos tributos.
A publicização de cada prestação de contas esclareceria as dúvidas sobre a qualidade e a quantidade dos serviços públicos com os dinheiros do IPVA em cada município.
Quais são estas despesas ou estes investimentos?
A resposta poderá ser obtida na Prefeitura ou com cada vereador ou vereadora.
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Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Fontes: Lei Orçamentária Anual, Balanço Municipal e Secretaria do Tesouro Nacional
Data: 30 de maio de 2018; atualizado em 13-7-2018

Olho d'Água das Flores - ARRECADAÇÃO DO ISS EM 2017

Os trabalhadores e as trabalhadoras que prestam serviços de qualquer natureza pagam o respectivo imposto, conhecido por ISQN ou ISS.
A arrecadação do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISQN) ou do Imposto Sobre Serviços (ISS), em 2017, foi bastante alta.
Em 2017, a arrecadação da Cosip resultou em R$908.290,02, em uma arrecadação total de R$56.593.287,08.
A publicização da prestação de contas ou mesmo só o Balanço poderia esclarecer dúvidas sobre a qualidade e a quantidade dos serviços públicos prestado com a utilização desses dinheiros.
No entanto, a prestação de contas é escondida pela administração municipal e também pela Câmara.
 
Todavia, cada vereador e cada vereadora sabe todas as informações a esse respeito, pois são eles que, em um ano, aprovam e, em outro ano, julgam a prestação de contas, após o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-Al).
Quais são os seus custos?
A resposta poderá ser obtida na Prefeitura ou com cada vereador ou vereadora.
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Fontes: Lei Orçamentária Anual, Balanço Municipal e Secretaria do Tesouro Nacional
Data: 30 de maio de 2018

Olho d'Água das Flores – RECEITAS DE CAPITAL E RECEITAS CORRENTES QUANTO FORAM, EM 2017?

Inicialmente, as receitas de cada município são divididas por “categorias econômicas”. Essas categorias econômicas são tratadas como receitas de capital e receitas correntes.
Em Olho d'Água das Flores, em 2017, as diversas receitas "de capital" foram de R$5.115.601,36. Elas podem vir das receitas próprias ou de transferências da União ou do Estado somente ou terem origem em dinheiros dos três entes federativos.
As diversas "receitas correntes" foram de R$48.098.646,15. Como as de capital, as receitas correntes podem vir de cada ente ou dos três. Se vierem dos três entes federativos são chamadas de receitas multigovernamentais.
Por sua vez, o montante destas receitas correntes é oriundo da soma das receitas: tributárias, contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais e de serviços, e de transferências ou repasses do Estado, governo estadual, e da União, governo nacional.
A arrecadação total de 2017 foi de R$56.593.287,08, segundo informações da Secretaria do Tesouro Nacional.
Os valores arrecadados e gastados ou investidos deveriam ser informados à população pela própria prefeitura e pela Câmara Municipal.
Segundo a 5ª Procuradoria do Ministério Público de Contas, sob sua competência, apenas dois municípios mantêm portais de transparência com boa regularidade: Dois Riachos e Coruripe. Os demais são ineficientes, incompletos ou inexistentes.
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Redação: Paulo Bomfim – Integrante do Foccopa-Al
Fontes: Lei Orçamentária Anual, Balanço Municipal e Secretaria do Tesouro Nacional
Data: 30 de maio de 2018